<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7028918</id><updated>2011-09-16T16:00:38.294Z</updated><title type='text'>De Palavras e Sonhos</title><subtitle type='html'>E lá vão três anos! :)</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://deliomelo.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliomelo.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Délio Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01953185578641012198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_l8TVS9EpN3E/SsdXDowavlI/AAAAAAAAAAM/_zhP8lOscCI/S220/2009_994.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>159</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7028918.post-5341664422493782545</id><published>2009-10-03T13:54:00.003Z</published><updated>2009-10-03T13:57:14.692Z</updated><title type='text'>Outras palavras outros sonhos</title><content type='html'>Decidi retomar a escrita em blogues... apenas não neste!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://outras-palavras-outros-sonhos.blogspot.com&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Irei começar em breve e possivelmente será diferente deste - essa é a intenção, pelo menos! Até lá!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um "obrigado" enorme a todos os que visitarem e comentaram este blog!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Xau!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7028918-5341664422493782545?l=deliomelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deliomelo.blogspot.com/feeds/5341664422493782545/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7028918&amp;postID=5341664422493782545' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/5341664422493782545'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/5341664422493782545'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliomelo.blogspot.com/2009/10/outras-palavras-outros-sonhos.html' title='Outras palavras outros sonhos'/><author><name>Délio Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01953185578641012198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_l8TVS9EpN3E/SsdXDowavlI/AAAAAAAAAAM/_zhP8lOscCI/S220/2009_994.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7028918.post-2005854770114480659</id><published>2009-05-27T19:20:00.000Z</published><updated>2009-05-27T19:22:33.774Z</updated><title type='text'>Os anos chegavam ao fim</title><content type='html'>Um homem caminhava. Caminhava por ruas, vales, montanhas e mares. De um sítio para o outro, de um continente para o outro, de um mundo para o outro e os anos passavam.&lt;br /&gt;Os lugares outrora virgens tinham sido tocados por ele, um a um, até não haver mais nenhum que permanecesse imaculado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais anos passaram e mais homens vieram – perfazendo os mesmos caminhos que o primeiro.&lt;br /&gt;Mas sem mais para onde irem, decidiram parar e fazer a sua vida ali: ali onde sentiram ser a sua casa.&lt;br /&gt;Em breve, o mundo viria a perder os contornos da sua juventude: aberto a tudo e a todos de braços abertos - com vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os anos chegavam ao fim.&lt;br /&gt;Após sonos perdidos com vozes incessantes, barulhos que aprendeu a desgostar e feridas por sarar, o mundo ansiava pela paz que estava prestes a chegar – esse era o rumo que os homens tinham tomado para si.&lt;br /&gt;E foi mesmo perto do fim, perto da sua última hora, que aqueles homens acordaram para si e perceberam que todo o sofrimento que tinham causado a si próprios, e por efeito, a tudo e todos ao seu redor não era algo de inevitável, mas era fruto de algo com que tinham nascido: liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse dia o mundo descansou e acordou para um novo dia… um &lt;em&gt;novo&lt;/em&gt; dia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7028918-2005854770114480659?l=deliomelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deliomelo.blogspot.com/feeds/2005854770114480659/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7028918&amp;postID=2005854770114480659' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/2005854770114480659'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/2005854770114480659'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliomelo.blogspot.com/2009/05/os-anos-chegavam-ao-fim.html' title='Os anos chegavam ao fim'/><author><name>Délio Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01953185578641012198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_l8TVS9EpN3E/SsdXDowavlI/AAAAAAAAAAM/_zhP8lOscCI/S220/2009_994.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7028918.post-5056496069789829827</id><published>2009-04-27T23:26:00.002Z</published><updated>2009-04-27T23:33:35.991Z</updated><title type='text'>Voei e sonhei</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Eu acho que sonhei…&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nuvens brancas e cinzentas cobriam o céu e a lua ficava lá, lá ao fundo - mas o seu brilho era na mesma intenso. Não vi o meu corpo, mas senti aquela brisa fria a percorrer-me o corpo todo enquanto passava a rasar as nuvens no meu voo. Voei pelo mundo inteiro; Lá de cima vi uma imensidão de coisas pequenas, mas que, mesmo do céu, eram colossais: rios, mares, montanhas, cidades acesas pelas luzes dos prédios e casas… era uma coisa de tirar o fôlego. E por falar em fôlego… acho que não respirei nem uma vez que fosse.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não havia fim às coisas que via, nem à corrida.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A lua era agora a minha companhia, os meus olhos.&lt;br /&gt;Voei, voei e voei sem fim, sem destino. Não sei ao certo porque ia, nem para onde ia, só me lembro que queria mais: não ir mais depressa, não ver mais coisas… Era aquela sensação de ser como nunca tinha sido, mas sempre tinha sonhado. Por isso a brisa fria não me incomodou; por isso vi tudo e admirei-me com tudo sem nunca ter deixado de olhar para a lua um segundo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Acho até que não saí da imagem que guardo na cabeça.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7028918-5056496069789829827?l=deliomelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deliomelo.blogspot.com/feeds/5056496069789829827/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7028918&amp;postID=5056496069789829827' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/5056496069789829827'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/5056496069789829827'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliomelo.blogspot.com/2009/04/voei-e-sonhei.html' title='Voei e sonhei'/><author><name>Délio Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01953185578641012198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_l8TVS9EpN3E/SsdXDowavlI/AAAAAAAAAAM/_zhP8lOscCI/S220/2009_994.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7028918.post-977607170037875644</id><published>2009-02-21T15:48:00.002-01:00</published><updated>2009-02-21T16:03:47.493-01:00</updated><title type='text'>Quando duas realidades são uma só</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#ff99ff;"&gt;&lt;em&gt;Abri os olhos… já era de manhã. Pela primeira vez em muito tempo, não tinha que pensar em nada, nem em ninguém. E a pensar nisso continuei, durante um bocado mais, sentado na cama, apoiando-me nos joelhos, a olhar pela enorme janela do meu quarto - por onde aquela luz toda entrava. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#ff99ff;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#ff99ff;"&gt;&lt;em&gt;Encostei-me nos meus joelhos e agarrando-os, deitei-lhes a minha cabeça por cima e fechei os olhos, relembrando…Lembrava-me do belo sonho que tive, aquele sonho que me fazia sentir em paz: onde existia apenas o meu chão, a luz do sol e uma brisa que chegava até mim exactamente como a queria: quente, frágil e doce… e as palavras que ela me tinha proferido, a lufada de ar que a minha alma precisava para continuar a arder – como as cinzas ainda incandescentes, eu estava pronto para sentir.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#ff99ff;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#ff99ff;"&gt;&lt;em&gt;Ali estava eu… e ela… algo belo que aguardava acordar para mim, só para mim, a olhar infinitamente para mim e ver cá dentro apenas o seu reflexo, banhado pela luz do sol e por uma brisa quente, frágil… doce… como a sempre quis.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#ff99ff;"&gt;&lt;em&gt;O silêncio do calmo bater do meu coração era a única coisa que ouvia…&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7028918-977607170037875644?l=deliomelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deliomelo.blogspot.com/feeds/977607170037875644/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7028918&amp;postID=977607170037875644' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/977607170037875644'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/977607170037875644'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliomelo.blogspot.com/2009/02/quando-duas-realidades-sao-uma-so.html' title='Quando duas realidades são uma só'/><author><name>Délio Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01953185578641012198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_l8TVS9EpN3E/SsdXDowavlI/AAAAAAAAAAM/_zhP8lOscCI/S220/2009_994.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7028918.post-8118745412035750850</id><published>2009-01-17T17:16:00.001-01:00</published><updated>2009-01-17T17:21:19.517-01:00</updated><title type='text'>Entre a luz e a sombra</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Um dia levei o sol comigo num passeio pela vida.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu nunca tinha ido lá. Não sabia o que esperar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Durante o caminho reparei em algo do meu lado. Era uma sombra: um espaço com a minha figura que escurecera e não me deixava mais ver o local onde caía.Pedi ao sol que se pusesse do meu outro lado para ver o que a sombra tapava. Mas ela fugiu para onde estava antes o sol.Pedi novamente ao sol para vir para o seu lugar para destapar aquilo que a sombra tapou. Mas novamente ela veio-se colocar ao meu lado, oposta ao sol.Tentei eu fugir da sombra. Corri e corri, mas não consegui fazer com que ela me largasse.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Percebi, então, que nunca ia conseguir ver tudo o que existia na vida; que para três quartos de luz, iria existir sempre um outro quarto de escuridão e que por mais que tentasse deixá-la para trás correndo com toda a rapidez e desejo, ela continuaria sempre junto de mim.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E mais do que perceber, apercebi-me do tempo que tinha perdido na vida a pensar na sombra, e com o caminho que já tinha percorrido, senti que ainda mais coisas tinham ficado por ver na vida – e desta vez, a culpa era minha.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7028918-8118745412035750850?l=deliomelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deliomelo.blogspot.com/feeds/8118745412035750850/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7028918&amp;postID=8118745412035750850' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/8118745412035750850'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/8118745412035750850'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliomelo.blogspot.com/2009/01/entre-luz-e-sombra.html' title='Entre a luz e a sombra'/><author><name>Délio Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01953185578641012198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_l8TVS9EpN3E/SsdXDowavlI/AAAAAAAAAAM/_zhP8lOscCI/S220/2009_994.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7028918.post-1709693393068736718</id><published>2008-10-13T22:23:00.000Z</published><updated>2008-10-13T22:38:59.924Z</updated><title type='text'>Anamnése</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Desde há muito que guardo bocados de imagens ou frases na minha cabeça. Coisas que surgiram do nada e que não consigo compreender o que são.&lt;br /&gt;Numa imagem, num pequeno espaço, vejo um chão esbranquiçado. Do céu (que não chego a ver), vem um largo raio de luz que toca o chão, iluminando levemente o espaço à sua volta. E logo ao seu lado está uma enorme anta.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Há meses que tento dar um significado a esta imagem… mas não consigo perceber o que cada coisa significa por si.&lt;br /&gt;Houve vezes em que em vez da luz vi uma escada rolante ascendente e em vez da anta, um rochedo – como um menir.Sempre pensei se não seriam símbolos de um fim e de um início. E porque mudaram as suas formas iniciais? Se são símbolos, será que com o tempo fui perdendo clareza de espírito sobre o meu mundo? Eu perdi uma forma na luz e ganhei uma em forma de morte.&lt;br /&gt;Talvez seja isso; talvez tenha perdido um pouco de noção das coisas. Para dizer a verdade, já não encontro em mim a paz ou o amor de outros tempos. Agora tudo parece mais difícil combater: as invejas, os ódios, as tentações. A luta pelo bem em mim ficou mais dura com o passar dos anos – sinto-me um pouco cansado e já não reajo com a calma e paciência, como antes. Às vezes dou por mim a dizer, ou até pensar, coisas que sempre tentei não ter na minha cabeça ou no meu coração.&lt;br /&gt;Como é que antes parecia tão fácil dizer que não, e agora…&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Será que cedi demais e agora estou a pagar por isso? Se é, acho que o estou a saber a tempo de ainda poder mudar-me. Apesar de tudo, eu ainda vejo a luz que eu sei que vem do céu! E mesmo tendo lá a anta, o que me interessa é realmente essa kuz.E houve algo que nunca esqueci: sempre senti que pertencia àquele lugar, a subir por aquela luz acima.&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7028918-1709693393068736718?l=deliomelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deliomelo.blogspot.com/feeds/1709693393068736718/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7028918&amp;postID=1709693393068736718' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/1709693393068736718'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/1709693393068736718'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliomelo.blogspot.com/2008/10/anamnse.html' title='Anamnése'/><author><name>Délio Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01953185578641012198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_l8TVS9EpN3E/SsdXDowavlI/AAAAAAAAAAM/_zhP8lOscCI/S220/2009_994.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7028918.post-8505914331300001159</id><published>2008-09-21T14:58:00.000Z</published><updated>2008-09-21T15:00:15.509Z</updated><title type='text'>Unidos para sempre</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Abri os olhos… já era de manhã.Não tinha que pensar em nada, nem em ninguém. E a pensar nisso continuei, durante um bocado mais, sentado na cama, apoiando-me nos braços, a olhar pela enorme janela do meu quarto, por onde aquela luz toda entrava. Lembrava-me do belo sonho que tive, onde me senti em paz: onde existia apenas o meu chão, a luz do sol e uma brisa que chegava até mim exactamente como o queria: quente, frágil e doce.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Encostei-me aos meus joelhos e agarrando-os, deitei-lhes a minha cabeça por cima e fechei os olhos, relembrando.O silêncio do bater do meu coração era a única coisa que eu ouvia. E as palavras que ela me tinha proferido, a lufada de ar que a minha alma precisava para continuar a arder – como as cinzas ainda incandescentes, eu estava pronto.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ali estava eu… e ela… algo belo que aguardava acordar para mim, só para mim, e olhar infinitamente para mim e ver cá dentro apenas o seu reflexo, banhado pela luz do sol e por uma brisa quente, frágil… doce… como a sempre quis.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7028918-8505914331300001159?l=deliomelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deliomelo.blogspot.com/feeds/8505914331300001159/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7028918&amp;postID=8505914331300001159' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/8505914331300001159'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/8505914331300001159'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliomelo.blogspot.com/2008/09/unidos-para-sempre.html' title='Unidos para sempre'/><author><name>Délio Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01953185578641012198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_l8TVS9EpN3E/SsdXDowavlI/AAAAAAAAAAM/_zhP8lOscCI/S220/2009_994.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7028918.post-3697125871558433711</id><published>2008-08-19T21:37:00.000Z</published><updated>2008-08-19T21:39:00.644Z</updated><title type='text'>Um princípio, um meio e espinhos.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Tudo começou bem. De início eram mais sorrisos do que palavras; mais vergonha que “à vontade”. É assim que começa sempre - acho eu.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas os dias passavam-se e agora havia algo mais que palavras: frases com sentimentos e intenções. O tempo continuava a passar e, conversa após conversa, as coisas começaram a ganhar forma (um rumo): o desconforto tinha-se ido para dar lugar a uma relação com trocas de comentários, pensamentos, sorrisos, gargalhadas e sentimentos.Éramos amigos - achava. Eu gostava da companhia daquela pessoa… e fui-lhe dando – e sem até dar conta - um bocado de mim, o lado da afeição e carinho, e sentia o mesmo vindo dela.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Só que nada é perfeito: as complicações também surgiram. Com ou sem razão… não interessa, porque nós passamos por cima disso. E do mesmo modo como surgiam, assim também desapareciam. Ainda assim senti que éramos amigos… até ela me virar as costas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E de repente, como se acordasse um dia, sem memórias de mim, foi como se nunca tivesse existido para ela… para aquela pessoa que nos significava algo (por pouco que fosse) e que nos disse um dia: “és o meu diário”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podia estar só a falar de uma pessoa, mas e os nomes que me vêm vindo à cabeça? Fui eu um algo ou um alguém? Sinceramente… nem sei. De tudo, é a indiferença que me magoa.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7028918-3697125871558433711?l=deliomelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deliomelo.blogspot.com/feeds/3697125871558433711/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7028918&amp;postID=3697125871558433711' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/3697125871558433711'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/3697125871558433711'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliomelo.blogspot.com/2008/08/um-princpio-um-meio-e-espinhos.html' title='Um princípio, um meio e espinhos.'/><author><name>Délio Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01953185578641012198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_l8TVS9EpN3E/SsdXDowavlI/AAAAAAAAAAM/_zhP8lOscCI/S220/2009_994.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7028918.post-8770888507396081991</id><published>2008-07-01T22:19:00.001Z</published><updated>2008-07-01T22:25:13.874Z</updated><title type='text'>O momento do Sentido</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Há uma imagem que me está na cabeça há semanas. Não é real. Mas queria que fosse, nem que fosse só para a experimentar um bocado.Há um local por onde passo todas as tardes. É sossegado, amplo e quase sem ninguém que passe por lá.&lt;br /&gt;Quando o sol lhe bate e o vento por ele corre, é como se estivesse numa praia no Verão: fecho os olhos e, por muito calor que esteja, basta um toque da brisa e o meu corpo arrefece.Os prédios, altos e entroncados, não me deixam tirar os olhos deles.Com o vento na cara e a cabeça levantada a olhar para eles, é como se não houvesse chão por baixo… é como se todas as coisas e pessoas ali tivessem o seu lugar, apenas não preso no chão.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Muitas vezes me imaginei no último andar de um dos prédios, no fim de uma tarde de Inverno, a ver o sol a pôr-se.Foi uma imagem linda que me ficou na cabeça… tudo dourado e parado, quase como uma fotografia… ao vivo - se elas existissem eu acho que sabia como elas eram. É incrivelmente bonita a imagem e triste porque não irá nunca passar disso – apesar da minha vontade de lá entrar seja muito maior do que a vontade que tenho por outras coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se ao menos fosse possível passar lá uns dias… como quem quer ficar um pouco mais naquele sonho (naquela história que se repete vezes sem conta antes de acordarmos completamente) ou como quem não quer esquecer aquilo que aconteceu, por ser tão bom, também eu queria isso… tudo. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7028918-8770888507396081991?l=deliomelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deliomelo.blogspot.com/feeds/8770888507396081991/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7028918&amp;postID=8770888507396081991' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/8770888507396081991'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/8770888507396081991'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliomelo.blogspot.com/2008/07/o-momento-do-sentido.html' title='O momento do Sentido'/><author><name>Délio Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01953185578641012198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_l8TVS9EpN3E/SsdXDowavlI/AAAAAAAAAAM/_zhP8lOscCI/S220/2009_994.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7028918.post-3998935503840144893</id><published>2008-05-24T21:44:00.001Z</published><updated>2008-05-24T21:44:56.673Z</updated><title type='text'>Aconteceu-me algo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Como é que certas coisas acontecem, ainda me deixam meio confuso e espantado.Eu nunca falei com ela, e embora a veja há muitos anos, é raro vê-la durante a semana. Só outro dia é que soube o nome dela…Como é que, por mais que o tempo passe, eu não a consigo deixar de a ver de maneira diferente das outras raparigas? Já olhei para ela e pedi para que fosse ela a “tal” e noutras alturas o olhar para ela não me dizia nada - incrível até como já me imaginei a conviver com os irmãos e pais dela?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas infelizmente não a posso ter… mas também porque é que isso só me custa às vezes e não sempre, ou até nunca?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quando falei dela pela última vez – não interessa quando nem com quem -, aconteceu outra vez: “Eu nem a vi.” – dizia.Calei-me por uns segundos. Com a imagem dela na cabeça disse: “Mas eu vi.”Eu não consegui resistir a dizer, nem a sentir-me triste depois… com saudades!?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não sei o que pensar. Sinceramente não sei. Só sei que isto tudo me deixou baralhado.&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7028918-3998935503840144893?l=deliomelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deliomelo.blogspot.com/feeds/3998935503840144893/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7028918&amp;postID=3998935503840144893' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/3998935503840144893'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/3998935503840144893'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliomelo.blogspot.com/2008/05/aconteceu-me-algo.html' title='Aconteceu-me algo'/><author><name>Délio Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01953185578641012198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_l8TVS9EpN3E/SsdXDowavlI/AAAAAAAAAAM/_zhP8lOscCI/S220/2009_994.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7028918.post-6461339568726388747</id><published>2008-04-28T22:22:00.000Z</published><updated>2008-04-28T22:23:38.579Z</updated><title type='text'>Entre o fácil e o difícil</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Com o levantar de um dedo posso apontar e acusar; com o cair do meu pé posso calcar, espezinhar e até partir; com o abrir da minha boca posso ferir e humilhar e com a minha mente duvidar e fugir.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas…&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Com a minha mão posso agarrar a de alguém; com as minhas pernas posso correr atrás do amor e da felicidade; com a minha cara posso fazer alguém sorrir e comigo, posso ser e fazer alguém feliz.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No fundo, a escolha é de cada um; Cada um tem que perceber que há mais do que apenas escolher o que o “eu” quer. Com cada escolha nasce uma nova responsabilidade – quer queiramos, quer não.O eu é uma sigla para “mim”, “tu”, “ele” e “ela”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Entre o fácil e o difícil, há o certo e o errado. Nunca desistas porque as coisas são ou ficaram difíceis, ou porque o mundo desistiu. E quando vires o mundo a desistir, lembra-te que as pessoas não se definem pela maioria dos números, mas sim pelo bem que têm em si – aquilo que não nos larga por mais que se tente silenciar. É a esse bem que tens que dar voz!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7028918-6461339568726388747?l=deliomelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deliomelo.blogspot.com/feeds/6461339568726388747/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7028918&amp;postID=6461339568726388747' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/6461339568726388747'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/6461339568726388747'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliomelo.blogspot.com/2008/04/entre-o-fcil-e-o-difcil.html' title='Entre o fácil e o difícil'/><author><name>Délio Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01953185578641012198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_l8TVS9EpN3E/SsdXDowavlI/AAAAAAAAAAM/_zhP8lOscCI/S220/2009_994.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7028918.post-5360927220863064250</id><published>2008-03-26T17:41:00.001-01:00</published><updated>2008-03-26T17:44:01.118-01:00</updated><title type='text'>Imagens</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Há uma imagem que me está na cabeça há semanas. Não é real. Mas queria que fosse, nem que fosse só para a experimentar um bocado.&lt;br /&gt;Há um local por onde passo todas as tardes. É sossegado, amplo e quase sem ninguém que passe por lá.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando o sol lhe bate e o vento corre, é como se estivesse numa praia no Verão: Fecho os olhos e por muito calor que esteja, um toque da brisa e o meu corpo arrefece.&lt;br /&gt;Os prédios, altos e entroncados, não me deixam tirar os olhos deles.Com o vento na cara e a cabeça levantada a olhar para eles, é como se não houvesse chão por baixo… é como se todas as coisas e pessoas ali tivessem o seu lugar, apenas não preso no chão.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Muitas vezes me imaginei no último andar de um dos prédios, no fim de uma tarde de Inverno, a ver o sol a pôr-se.&lt;br /&gt;Foi uma imagem linda que me ficou na cabeça… tudo dourado e parado, quase como uma fotografia… ao vivo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se elas existissem eu acho que sabia como elas eram.É incrivelmente bonita a imagem e triste porque não irá nunca passar disso – apesar da minha vontade de lá entrar seja muito maior do que a vontade que tenho por outras coisas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se ao menos fosse possível passar lá uns dias… como quem quer ficar um pouco mais naquele sonho (naquela história que se repete vezes sem conta antes de acordarmos completamente) ou como quem não quer esquecer aquilo que aconteceu por ser tão bom, também eu queria isso… tudo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7028918-5360927220863064250?l=deliomelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deliomelo.blogspot.com/feeds/5360927220863064250/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7028918&amp;postID=5360927220863064250' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/5360927220863064250'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/5360927220863064250'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliomelo.blogspot.com/2008/03/imagens.html' title='Imagens'/><author><name>Délio Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01953185578641012198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_l8TVS9EpN3E/SsdXDowavlI/AAAAAAAAAAM/_zhP8lOscCI/S220/2009_994.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7028918.post-623011357656467113</id><published>2008-02-14T21:27:00.001-01:00</published><updated>2008-02-14T21:37:24.173-01:00</updated><title type='text'>Havia uma vez uma rapariga e um dia de sol.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Havia uma vez uma rapariga e um dia de sol. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Que posso dizer sobre ela… foi o meu primeiro amor! Ainda não a tinha conhecido mas já lhe sorria – e ela para mim. Isso faz-me lembrar a única vez que lhe disse que tinha um sorriso lindo… ela sorriu… ainda mais!&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Estava um dia de sol para mim e para ela. Era algo mesmo bonito - senti-la ao meu lado e saber que éramos especiais. Eu para ela e ela para mim.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Já te disse que todas as coisas e sons ficaram mais suaves e doces quando a beijei? Estava um lindo dia de sol e um céu azul naquele dia. Havia algo no meu coração naquele momento em que toquei os lábios dela. Até as minhas mãos e o resto do corpo pararam de tremer naquele instante. Aliás a minha cabeça esvaziou de todos os pensamentos, ali.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Estava um belo dia de sol e um enorme e vivo céu azul naquele parque. Enquanto puxava, lentamente, a cabeça para trás, e de olhos fechados, ainda sentia os lábios dela nos meus… uma espécie de… felicidade! Abri os olhos e ela, os dela. Ficamos assim, a sorrir com toda a felicidade que tínhamos em nós, durante segundos.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Se houve dia, se houve segundo, na minha vida em que fui feliz, foi naquele pedaço de memória que guardo com todo o carinho e força que tenho. Foi naquele dia de luz, de um céu que eu senti parte, num parque amplamente aberto e lindo que eu… que nós fomos felizes!&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7028918-623011357656467113?l=deliomelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deliomelo.blogspot.com/feeds/623011357656467113/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7028918&amp;postID=623011357656467113' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/623011357656467113'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/623011357656467113'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliomelo.blogspot.com/2008/02/havia-uma-vez-uma-rapariga-e-um-dia-de.html' title='Havia uma vez uma rapariga e um dia de sol.'/><author><name>Délio Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01953185578641012198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_l8TVS9EpN3E/SsdXDowavlI/AAAAAAAAAAM/_zhP8lOscCI/S220/2009_994.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7028918.post-8916479979343723387</id><published>2008-01-16T22:49:00.000-01:00</published><updated>2008-01-16T22:51:14.997-01:00</updated><title type='text'>Evolução</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A minha vida parou aos 15 anos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Eu só tinha ouvido falar do que me viria a acontecer. Não sabia mais do que palavras, e na altura, não muito mais do que um entendimento simples (o igual a tantas outras coisas; o que me era permitido com a idade).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Desde então sinto que passei inúmeras vezes pela mesma situação, como se tivesse dado dois passos em frente e num abrir e fechar de olhos tivesse voltado atrás, tendo que recomeçar de novo.  &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas era só eu, porque o mundo inteiro continuava sem mim.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É uma estranha sensação rever-me há tantos anos na mesma situação sem que pouco ou nada se tenha alterado. E por mais que tenha tentado, nada parece realmente ter mudado. Como é que explicamos a nós próprios ou a alguém, que parte de nós parou no tempo; não sofreu uma evolução, quando nós próprios acreditamos que nada nesta vida está separado, mas sim intimamente interligado? Que outra ou outras partes em mim sofreram por causa daquela coisa que permanece inalterável? Seria eu o mesmo hoje se nada me tivesse acontecido aos 15 anos ou seria uma pessoa diferente?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Irei mudar ou irei continuar-me a magoar a mim próprio? &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7028918-8916479979343723387?l=deliomelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deliomelo.blogspot.com/feeds/8916479979343723387/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7028918&amp;postID=8916479979343723387' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/8916479979343723387'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/8916479979343723387'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliomelo.blogspot.com/2008/01/evoluo.html' title='Evolução'/><author><name>Délio Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01953185578641012198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_l8TVS9EpN3E/SsdXDowavlI/AAAAAAAAAAM/_zhP8lOscCI/S220/2009_994.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7028918.post-4474392256586200384</id><published>2007-12-24T20:57:00.000-01:00</published><updated>2007-12-24T21:00:09.567-01:00</updated><title type='text'>Três céus - Fim</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;&lt;em&gt;Fim:&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Passaram-se quatro anos desde aquele Verão. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Todos os Verões penso nela. Deve ser por isso que todos os anos alugo novamente este andar. E não sou o único: a Sara também vem todos os anos, assim como a Tiaga. Estranho como sempre que passo por casa dela lembro-me da Joana.Depois dela se ter ido embora ainda consegui a morada dela e começamo-nos a escrever… mas nem isso durou muito. Com o passar do tempo as cartas vinham com um intervalo de tempo cada vez maior, até que nos deixamos de escrever vão já dois anos.Às vezes pergunto-me para onde foi tudo o que sentia por ela e se realmente gostei tanto dela quanto me lembro. É complicado… às vezes penso uma coisa, outras vezes penso outra… a verdade é que sinto falta dela. E no funfo, no fundo, tenho que admitir que há uma reacção em mim sempre que penso nela. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Hoje recebi um telefonema inesperado pela manhã. A Tiaga disse que queria falar comigo ainda hoje. Não disse o que era, apenas para estar na entrada da praia lá pelas 6:30, que me queria mostrar uma coisa. E antes que pudesse dizer sequer um “olá”, ela desligou o telefone.Quase que não falávamos direito e de repente telefona-me? Enfim. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Apesar de serem 6:30 ainda o calor ainda estava bem “presente”.Sentei-me em cima de um banco de pedra e fiquei à espera. Passaram-se dez, quinze minutos e nada dela. “A rapariga deve-se ter esquecido das horas.” – Murmurava.Enquanto ela ficava de aparecer, pude ver o sol a cair por detrás de uma colina.&lt;br /&gt;Era de facto uma “imagem” linda com aquele doce calor, um vento suave e o resto das conversas que sobravam das pessoas que iam deixando a praia. De repente ouvi uma voz que me parecia chamar. Virei-me para o lado esquerdo... era a Tiaga.“Desculpa ter demorado tanto tempo mas estava difícil convencer uma certa pessoa a vir.” Depois de dizer isso calou-se e olhou-me por cima do ombro esboçando um sorriso.“Alguém a vir?” – pensei. O que é que ela quis dizer com aquilo? Mas aquele olhar dela... Virei-me depressa e vi-a…&lt;br /&gt;O meu coração disparou mal o meu olhar a encontrou. Coberta pelo vermelho e laranja do pôr-do-sol, como da primeira vez em que me senti a apaixonar, lá estava ela: O cabelo, mais longo, preso por uma bandelete, roçava-lhe nos ombros para cá e para lá com o vento, assim como a bela saia que usava balanceava com o vento. Ao olhar para ela reparei como o tempo a tinha posto ainda mais bela do que já era. E com as mãos dadas atrás das costas sorria para mim.&lt;br /&gt;Em apenas um segundo, quatro anos desapareceram sem deixar rasto e eu sorria como se ela nunca tivesse ido embora, como se nunca me tivesse deixado naquela manhã!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Joana…”. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7028918-4474392256586200384?l=deliomelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deliomelo.blogspot.com/feeds/4474392256586200384/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7028918&amp;postID=4474392256586200384' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/4474392256586200384'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/4474392256586200384'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliomelo.blogspot.com/2007/12/trs-cus-fim.html' title='Três céus - Fim'/><author><name>Délio Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01953185578641012198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_l8TVS9EpN3E/SsdXDowavlI/AAAAAAAAAAM/_zhP8lOscCI/S220/2009_994.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7028918.post-7547808566305625535</id><published>2007-12-24T18:40:00.000-01:00</published><updated>2007-12-24T18:41:34.556-01:00</updated><title type='text'>Boas festas!</title><content type='html'>&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Um Santo Natal a todos e que 2008 seja tudo aquilo que desejam!&lt;br /&gt;Que muita alegria, paz, felicidade, prendas e coisinhas boas, preencha o vosso dia de Natal!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinceramente,&lt;br /&gt;Délio Melo!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7028918-7547808566305625535?l=deliomelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deliomelo.blogspot.com/feeds/7547808566305625535/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7028918&amp;postID=7547808566305625535' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/7547808566305625535'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/7547808566305625535'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliomelo.blogspot.com/2007/12/boas-festas.html' title='Boas festas!'/><author><name>Délio Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01953185578641012198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_l8TVS9EpN3E/SsdXDowavlI/AAAAAAAAAAM/_zhP8lOscCI/S220/2009_994.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7028918.post-4698204397219492841</id><published>2007-12-21T18:17:00.000-01:00</published><updated>2007-12-21T18:20:35.419-01:00</updated><title type='text'>Três céus - XIII</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#3366ff;"&gt;&lt;em&gt;Ele:&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Estava a ter um sono maravilhoso e como costume acordei na melhor parte… e ela não estava na cama?&lt;br /&gt;Ainda a dormir olhei para a cama novamente e para todo o lado no quarto, mas não estava lá.&lt;br /&gt;“Joana!?” – chamei-a em voz alta mas não tive resposta. Secalhar estaria na casa de banho.&lt;br /&gt;Levantei-me e reparei que estava um bocado de papel junto do espelho da cómoda. Quando o vi senti que alguma coisa estava mal ali. Antes de pegar no papel apercebi-me que a roupa dela também não estava no quarto.&lt;br /&gt;Corri para o papel para o ler. “Desculpa… Amo-te, Joana!” – era tudo o que lá estava escrito.&lt;br /&gt;Fiquei extático depois de ler aquilo. Fiquei confuso, mas ainda mais, comecei a ficar desesperado quando pensei que não a ia ver mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peguei no telemóvel a correr e enquanto me vestia tentei telefonar-lhe (sei lá quantas vezes), mas o telemóvel estava sempre desligado.&lt;br /&gt;“Eu não acredito nisto.” – Era a única coisa que me saía.&lt;br /&gt;Assim que me vesti sai a correr para casa dela (até parecia voar). Quando lá cheguei estava mesmo alguém a sair. Segurei a porta – nem agradeci, nem nada – desatei a correr por lá acima - até engolia escadas com as passadas que dava.&lt;br /&gt;À porta, toquei, toquei e voltei a tocar, mas mais uma vez ninguém me atendia. Quando desisti de bater a porta lembrei-me que a amiga dela morava mesmo por cima dela. Sai a correr outra vez.&lt;br /&gt;Devo ter tocado tanto à porta de seguida que ela veio à porta quase aos berros, mas viu que era eu e calou-se com um olhar estranho. “A Joana já não está em casa pois não?” – disse-me num tom ténue.&lt;br /&gt;Quando ela me perguntou aquilo daquela maneira eu vi que ela sabia de algo.&lt;br /&gt;“Onde é que ela está?” – perguntei-lhe. Mas ao invés de me responder mandou-me entrar.&lt;br /&gt;“A Joana disse-te que tinha estado aqui antes de ir ter contigo ontem?” – perguntou.&lt;br /&gt;Por acaso não me tinha dito nada… “Não, não disse. Mas porquê?”.&lt;br /&gt;“É que ela ontem veio aqui quase a chorar.”&lt;br /&gt;“A chorar?! Mas porquê?” – perguntei espantado.&lt;br /&gt;“Eu suponho que ela te tenha dito o quanto gostava de ti – sabe-se lá quantas vezes – mas de certeza que nunca te disse o quão, ou porquê, tu eras tão especial para ela, pois não?”&lt;br /&gt;Nunca tinha pensado que haveria uma razão especial por detrás do que ela sentia, mas pelos vistos havia uma. Naquele momento senti-me mal por nunca ter notado algo de estranho ou por não ter perguntado mais sobre o passado dela. “Pensei que ela gostava de mim porque…gostava de mim.”&lt;br /&gt;“E ela gostava muito de ti, mais do que imaginas. Mas esse não era o único sentimento que ela tinha dentro dela. O facto é que ela era muito insegura, principalmente no amor. Depois do que ela sofreu acho que qualquer pessoa modificava um bocado. Ela teve uma pessoa de quem gostou mesmo muito, até parecia que respirava aquele rapaz para viver – devia ter para ai uns 16 anos na altura –, só que ele não estava interessado nela. Vê-la a sofrer todos os dias por causa dele causava-nos tanta tristeza que até nos apetecia chorar às vezes. Ver aquele olhar dela tão distante… Mas o pior é que nessa mesma altura o pai dela acabou por deixar a mãe – deixou de gostar dela pelos vistos.&lt;br /&gt;Imagina uma rapariga como ela a sofrer na escola e em casa com a mãe.&lt;br /&gt;Eu não sei como é que ela aguentou aquilo tudo… eu não se eu aguentava, se fosse comigo.”&lt;br /&gt;Ouvir aquilo tudo fez-me sentir ciúmes, tristeza… já não sabia como sentir com aquilo tudo que ela me estava a contar.&lt;br /&gt;E continuou: “Tu acabaste por ser a primeira pessoa de quem ela gostou desde os 16 e já lá vão… quatro anos! Quando nós descobrimos isso – nós, as amigas – ficamos surpreendidas por vê-la a gostar de alguém novamente. E nós ficamos felizes por ela, só que… a verdade é que ficamos com receio que ela agora voltasse a sofrer novamente. Mas também não queríamos interferir. Isso só a ia fazer relembrar do passado, por isso decidimo-nos calar e deixa-la ser feliz. Ainda pensamos falar contigo para te dizermos para não a magoares, mas quando vimos o quanto tu gostavas dela, achamos que mais valia deixar correr as coisas e esperar que tudo acabasse bem…&lt;br /&gt;Por isso quando ela veio aqui ontem apanhou-me de surpresa. Não estava à espera de a ver chorar. Até pensei que vocês se tinham zangado e ela tinha ficado assim... antes fosse isso!” – exclamou.&lt;br /&gt;“Que é que queres dizer com isso?” – perguntei.&lt;br /&gt;“Ela estava assim porque vocês se vão separar em breve e…”&lt;br /&gt;“”E” o quê?” – perguntei, já levantando a voz.&lt;br /&gt;Ela olhou para mim com um olhar imensamente triste e disse: “ela estava a chorar porque a mãe lhe telefonou a confirmar que sempre iam viver para fora. Por isso é que ela ficou assim. Ela estava com esperanças que a mãe não aceitasse ir por causa do trabalho mas… não houve outra solução e agora ela tem que ir.&lt;br /&gt;Pela tua reacção estou a ver que ela não te disse nada para não se magoar mais a ela, nem a ti…” – e antes dela acabar a frase interrompi-a, dizendo para mim mesmo em voz alta: “Por isso é que ela chorou ontem na varanda quando lhe disse aquilo.”&lt;br /&gt;Ali, percebi porque ela se tinha comovido na noite anterior e percebi porque não quis despedidas.&lt;br /&gt;“Ela chorou ontem quando estava contigo?” – perguntou admirada.&lt;br /&gt;“Sim. Nós estávamos na varanda e eu comecei-lhe a dizer o que sentia por ela e ela acabou por chorar ainda durante um bocado. Eu fiquei tão sem reacção na altura que apenas a abracei.”&lt;br /&gt;Durante uns segundos nenhum de nós falou: eu estava demasiado pensativo para dizer fosse o que fosse, enquanto que ela parecia estar à espera que eu dissesse algo.&lt;br /&gt;“Tu percebeste porque ela não se despediu, não percebeste? – perguntou.&lt;br /&gt;Apenas abanei a cabeça como sinal que tinha percebido.&lt;br /&gt;“Não deixando que houvesse uma despedida e não te contando que secalhar nunca mais se iam ver não lhe trouxe só tristezas, sabes. Deste modo ela pôde estar contigo na maneira mais pura que podia: feliz.”&lt;br /&gt;Ela tinha razão mas…&lt;br /&gt;“Se eu soubesse podia ter feito as coisas doutra maneira, podia ter tentado fazê-la ficar cá.” – disse em desabafo.&lt;br /&gt;“Porque é que achas que ela veio sozinha? Ela no fundo já sabia. Por isso pediu à mãe para vir sozinha para estar o máximo de tempo connosco. Assim, caso ela fosse mesmo embora, tinha gozado ao máximo o tempo connosco.&lt;br /&gt;Ela não contava era ter-se apaixonado por ti.”&lt;br /&gt;Os meus olhos abriram-se em dor quando olhei para ela depois de ter dito aquilo e as lágrimas vieram-me aos olhos.&lt;br /&gt;Ela tinha ido embora e não havia nada que eu pudesse fazer.&lt;br /&gt;“Espera aqui um segundo” - levantou-se e foi ao quarto. Quando veio trazia uma carta na mão. “Hoje de manhã ouvi tocar à porta, mas quando fui à porta já estava isto passado pela frincha da porta. Ainda abri a porta mas… Como podes ver, com o teu nome.&lt;br /&gt;Não percebi muito bem porque estava aqui uma carta dela e não ela. mas agora já percebi.”&lt;br /&gt;Fiquei com a carta dela na mão um bocado mas não tive coragem de a abrir – agora era eu que tinha medo de despedidas, medo que ela se despedisse.&lt;br /&gt;Sai de casa dela e fui para casa.&lt;br /&gt;Durante o caminho senti-me tão estranho naquele lugar. Era um bando de gente totalmente estranha para mim; prédios, ruas e carros que já não me diziam nada e que pareciam ter perdido lugar até no meu senso comum.&lt;br /&gt;Pela primeira vez na vida senti-me… só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando cheguei a casa não sabia o que fazer: lia a carta e ia atrás dela ou simplesmente arrumava as coisas e ia-me embora? “O que é me vai acontecer?” – perguntava-me.&lt;br /&gt;Ganhei coragem e abri a carta…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Amo-te!” – era tudo o que estava escrito.&lt;br /&gt;Nunca tive tanta vontade de chorar como naquela altura. Chorei até perder a voz e a vista, naquela manhã. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7028918-4698204397219492841?l=deliomelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deliomelo.blogspot.com/feeds/4698204397219492841/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7028918&amp;postID=4698204397219492841' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/4698204397219492841'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/4698204397219492841'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliomelo.blogspot.com/2007/12/trs-cus-xiii.html' title='Três céus - XIII'/><author><name>Délio Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01953185578641012198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_l8TVS9EpN3E/SsdXDowavlI/AAAAAAAAAAM/_zhP8lOscCI/S220/2009_994.JPG'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7028918.post-9009536607287057914</id><published>2007-12-20T15:45:00.000-01:00</published><updated>2007-12-20T15:50:17.599-01:00</updated><title type='text'>Três céus - XII</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#3366ff;"&gt;&lt;em&gt;Ele:&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Caramba… duas semanas tinham passado a correr – e só tinha mais o dia de hoje e o de sábado para estar com ela.&lt;br /&gt;Eu tinha que lhe preparar alguma coisa em especial. Sabe-se lá quando é que nos íamos voltar a ver. Vivermos em sítios diferentes não ajudava em nada, mesmo nada.&lt;br /&gt;De início, quando ainda pensava em ter algo com ela ou até quando realmente começamos algo, a separação não me passava pela cabeça… mas agora, a ideia de me separar dela fazia-me suspirar de tristeza cada vez que pensava nisso. E embora 99,9% de mim dissesse que não queria saber disso ou do quanto iria doer muito em breve, aquele 0,1% começava a ganhar voz.&lt;br /&gt;A ideia de dor e de não saber quando é que voltaria a vê-la ou até falar com ela (já não pedia mais, apenas vê-la já me deixaria feliz) … duvido que alguém não ficasse com lágrimas nos olhos por causa desta situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Independentemente de como as coisas iriam ser daqui para a frente, o que importava era que ainda estava com ela. E isso era razão para ficar feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas fazer-lhe o quê… e se….&lt;br /&gt;Ao almoço iria falar-lhe disso. Só que durante o almoço estava a custar tirar as palavras cá para fora. E por causa disso, acabou-me por sair tudo menos o que tinha pensado em dizer: “O que é que queres fazer para despedida?”.&lt;br /&gt;Levantou logo a cara e olhou-me nos olhos fixamente. Vi que aquela pergunta não lhe tinha caído bem: ficou surpresa de início, mas depois só restou um olhar triste.&lt;br /&gt;Sem me responder logo, desviou-me o olhar e passado uns segundos olhou-me novamente “Já começaste a pensar nisso também?” – perguntou.&lt;br /&gt;Depois de ouvi-la a dizer aquilo daquela maneira, fui eu que fiquei triste. “Não fiques assim.” – Disse-lhe. Pausei um momento à procura do que lhe dizer e continuei: “Claro que tenho pensado nisso, especialmente nestes últimos dias. E não é algo que me agrade… mesmo nada até. Especialmente tendo em conta que não sei quando te poderei ver outra vez.” – a conversa já me começava era a deixar com um nó na barriga…&lt;br /&gt;“Queres fazer alguma coisa especial amanhã à noite? Eu já tinha pensado em algo, mas se tiveres algo que queiras fazer, diz.” – Perguntei novamente.&lt;br /&gt;“Eu só queria passar a noite contigo… hoje! Vai ser a primeira vez que vamos dormir juntos… na mesma cama. Ainda que seja só dormir, isso vai ser muito especial para mim e se o fizer só como despedida vai-me magoar muito.” – Respondeu-me olhando-me com ternura nos olhos.&lt;br /&gt;Não estava à espera de ouvir aquilo…“Se é isso que tu queres, está bem!” – disse-lhe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha que tratar de lhe tornar a noite de hoje especial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estive das 7 às 8 horas a preparar-lhe um jantar feito totalmente por mim, com direito a mesa com velas – ainda que à hora que íamos jantar ainda ia estar sol, esperava que ela gostasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mim cozinhar não tinha sido mais do que grelhar uns bifes ou fazer arroz (sempre sem sal), felizmente isto tinha arranjo: nada que um telefonema à mãezinha, para saber como preparar uma refeição especial, não resolvesse!&lt;br /&gt;Quando viu a mesa toda posta com a comida e velas… só posso dizer que ficou feliz! Disso tenho certeza!&lt;br /&gt;Como sabia que ela adorava praia, pus a mesa junto da varanda – e sim, com as velas acesas – para poder ter como imagem de fundo o oceano. Riu-se da cena mas disse que tinha adorado a surpresa, até o facto de ter as velas acesas àquela hora do dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo parecia estar perfeito: o jantar saiu como devia sair e ambos estávamos calmos e relaxados o suficiente para não deixar que a noite se tornasse uma despedida - e o jantar à beira da varanda com aquele horizonte enorme à nossa frente, parecia fazer com que o céu fosse só para nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de um prolongado jantar com muitos risos e conversa, levantamos a mesa e sentamo-nos na varanda.&lt;br /&gt;Com o entrar da noite o céu perdia o brilho do sol e começou a dividir-se em três bocados, cada qual com a sua textura e cor.&lt;br /&gt;Sentado ao lado dela, dei-lhe a mão e disse-lhe: “Estás a ver como o céu tem hoje três cores?”&lt;br /&gt;“Fica muito bonito assim!” – respondeu enquanto os explorava com olhos.&lt;br /&gt;“Não sabias mas tem um significado.” Ficou a olhar para mim com ar de espantada, talvez porque não o tinha dito com um sorriso na cara, como da primeira vez.&lt;br /&gt;“Aqueles três bocados têm um significado especial para mim… para nós. O bocado mais escuro – longe do sol – foi antes de te conhecer: uma altura onde amor rimou com dor. O bocado do meio, onde a luz espreita, foi no dia em que te conheci, onde me fizeste sentir algo que sempre desejei encontrar dentro de mim. Junto do sol, onde tudo brilha… para mim, é igual ao nosso namoro. Não me interessa que tenham sido só duas semanas contigo. Eu amo-te e isso é tudo o que me importa! Contigo eu sinto-me feliz como nunca imaginei.&lt;br /&gt;Mas o sol é que é agora o mais importante para mim: o nosso futuro - que eu desejo que seja tão brilhante quanto aquela estrela. Não me interessa que mores longe de mim – ainda há a possibilidade de vires estudar para o Porto – eu hei-de ir ter contigo sempre que puder.”&lt;br /&gt;Olhei-a nos olhos e disse-lhe da maneira mais sincera e sentida que podia: “Eu amo-te.” Descansei o queixo por cima dos braços cruzados em cima dos olhos, respirei fundo e sorri-lhe.&lt;br /&gt;Quando ela não reagiu às minhas palavras assustei-me. Pensei que era o único que estava a sentir aquele momento. Secalhar mais do que assustado, o mais justo será dizer que fiquei espantado… estava à espera que ela fizesse algo, fosse o que fosse…chorasse, sorrisse… mas não, apenas me olhava sem esboçar uma reacção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi quando uma lágrima lhe caiu do rosto, e depois outra…e outra.&lt;br /&gt;“Será que ela gosta assim tanto de mim?” – pensei para mim.&lt;br /&gt;Abracei-a. E ali, no chão, ficamos sentados sem dizermos uma única palavra um ao outro durante minutos e mais minutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu nunca imaginei que fosse reagir assim. O facto de ela reagir assim deixou-me, no mínimo… eu nem sei dizer. Não estava à espera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noite caiu e por baixo dela, soterrado, ficava aquele momento de súbita tristeza.&lt;br /&gt;Esta não seria esta a nossa última noite juntos mas sabia a tal. Não sei bem explicar por quê, mas fiquei com esse sentimento mal entramos os dois no quarto. Apesar de falarmos e de nos beijarmos como se estivéssemos no dia de ontem, algum desse “pressentimento” incorporou muitos dos meus olhares até cair no sono.&lt;br /&gt;Mas ela estava normal, por isso não podia ser eu a estragar o momento e tentei aproveitar ao máximo aqueles últimas memórias que iríamos criar naquele quarto, naquele Verão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffccff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Ela:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como ontem, o dia parecia ter começado bem, mas ao almoço tudo mudou com apenas uma pergunta: “O que é que queres fazer para despedida?” - logo o que eu não queria ouvir da boca dele…&lt;br /&gt;A pergunta apanhou-me de surpresa. Como é que haveria de reagir a um assunto que tentei evitar tocar durante a semana que passava? - Em um segundo perdi toda a vontade de falar…&lt;br /&gt;Depois perguntou-me o que queria fazer no sábado à noite, como despedida. Respondi-lhe com o coração: queria passar a noite com ele. Mas não ia aguentar faze-lo como despedida, por isso pedi-lhe para ser ainda naquele dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À tarde saiu mais cedo de minha casa e pediu-me para ir ter a casa dele às 8-8:15 porque tinha uma surpresa para mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando ele saiu fiquei quieta no sofá a pensar. Pensei vezes sem conta como seria dali para a frente… sem ele, o único que me fez feliz. E então, a minha mente encheu-se de pensamentos e mais pensamentos que se misturaram com passadas tristezas e acabei por começar a chorar, sozinha.&lt;br /&gt;Pensava se iria conseguir levar isto até ao fim. A ideia de um sofrimento futuro sempre me atormentou e encheu-me de medo. Vezes sem conta lhe resisti apesar do sofrimento, mas nada me doeu tanto como a ideia de me despedir dele. Como é que a única coisa que me fez feliz ia desaparecer em breve…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei a casa dele à hora que me pediu.&lt;br /&gt;A surpresa que me preparou foi a melhor coisa que me poderia ter acontecido: ele próprio preparou o jantar e montou uma mesinha com uma toalha vermelha e velas acesas junto da varanda, para eu poder ver o oceano enquanto comia – “eu juro que o amo…” – pensei para mim.&lt;br /&gt;As velas acesas fizeram-me rir mal as vi.&lt;br /&gt;Com tanto carinho foi fácil ficar novamente feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois do jantar sentamo-nos no chão da varanda dele e ficamos a falar e a ver o pôr-do-sol - De casa dele é que se tinha uma vista bem bonita.&lt;br /&gt;De repente deu-me a mão, olhou para mim de uma maneira… e disse-me: “Estás a ver como o céu tem hoje três cores?”&lt;br /&gt;Realmente, ficava muito bonito.&lt;br /&gt;Mas havia algo mais: “Não sabias mas tem um significado.”&lt;br /&gt;“O bocado mais escuro – longe do sol – foi antes de te conhecer: uma altura onde amor rimou com dor. O bocado do meio, onde a luz espreita, foi no dia em que te conheci, onde me fizeste sentir algo que sempre desejei encontrar dentro de mim. Junto do sol, onde tudo brilha… para mim, é igual ao nosso namoro. Não me interessa que tenham sido só duas semanas contigo. Eu amo-te e isso é tudo o que me importa! Contigo eu sinto-me feliz como nunca imaginei.&lt;br /&gt;Mas o sol é que é agora o mais importante para mim: o nosso futuro - que eu desejo que seja tão brilhante quanto aquela estrela. Não me interessa que mores longe de mim – ainda há a possibilidade de vires estudar para o Porto – eu hei-de ir ter contigo sempre que puder.&lt;br /&gt;Quando disse aquilo parecia que me tinha esquecido de respirar. Fiquei a olhar para ele a sentir cada palavra que ele me disse.&lt;br /&gt;E quando ele me disse “Eu amo-te”… o meu coração disparou.&lt;br /&gt;“Eu hei-de ir ter contigo sempre que puder.” – Aquelas palavras eram tudo o que queria ter ouvido, mais do que amo-te. Eu só o queria…&lt;br /&gt;Aquela frase trouxe à tona tudo o que tinha chorado de tarde, e outra vez, chorei. Mais, quando me abraçou.&lt;br /&gt;Ainda ficamos naquela situação um bocado mas depois ele começou-me a tentar animar e ai a tristeza foi passando - agora era eu que via os três céus…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o frio começou a fazer tremer já a noite se tinha levantado à muito. Comecei a sentir novamente aquele nervoso miudinho quando caminhávamos para o quarto dele. Até parecia que ia ser hoje a “primeira vez”.&lt;br /&gt;A janela no quarto dele apontava também as vistas para o mar. Disse-me para dormir do lado da janela para poder ver o luar a reflectir na água do mar.&lt;br /&gt;Era uma imagem muito bonita, e sem nada pela frente que obstruísse a vista, ali fiquei vidrada, já ele dormia há muito.&lt;br /&gt;Aquele silêncio passou rapidamente de prazer e deleito a tristeza, ao pensar em como iria agir amanhã.&lt;br /&gt;Eu não queria passar por um “último dia juntos” nem “despedidas”; não queria vivê-lo a pensar nisso… não queria mesmo. Era demais para mim… Então decidi. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7028918-9009536607287057914?l=deliomelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deliomelo.blogspot.com/feeds/9009536607287057914/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7028918&amp;postID=9009536607287057914' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/9009536607287057914'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/9009536607287057914'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliomelo.blogspot.com/2007/12/trs-cus-xii.html' title='Três céus - XII'/><author><name>Délio Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01953185578641012198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_l8TVS9EpN3E/SsdXDowavlI/AAAAAAAAAAM/_zhP8lOscCI/S220/2009_994.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7028918.post-5217134629356759411</id><published>2007-12-19T14:05:00.001-01:00</published><updated>2007-12-22T16:45:54.412-01:00</updated><title type='text'>Três céus - XI</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#3366ff;"&gt;&lt;em&gt;Ele:&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sai cedo e fui para a praia... sozinho. A Sara disse-me que ia chegar mais tarde porque uma amiga dela precisava de falar com ela, mas que depois vinham juntas ter comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como seria de esperar, àquela hora ainda pouca gente tinha chegado (o costume). Ou havia gente muito dorminhoca ou eu é que me tinha levantado cedo demais&lt;br /&gt;A água estava quentinha, mesmo àquela hora.&lt;br /&gt;Andava quanto queria pelo mar adentro e mesmo assim a água não me passava da cinta. Isso lembrava-me sempre das vezes que fui com os meus pais para Manta Rota, também no Algarve.&lt;br /&gt;Era um local pequeno, muito sossegado (ainda que cheio de turistas)... Parecia uma aldeia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Eu nem precisei de mais nada: deixei-me cair para trás e ali fiquei a boiar naquela água quente. Com o sono ainda não totalmente afastado, aquilo estava-me mesmo a saber bem! E enquanto a Sara não chegava não ia sair dali por nada.&lt;br /&gt;De repente ouvi alguém a falar comigo: “Olá!”. “É ela” – pensei eu. Abri os olhos e levantei-me imediatamente pronto para acordar os lábios, quando…&lt;br /&gt;“Não é ela.” – foi a primeira coisa que me veio à cabeça.&lt;br /&gt;Quem era esta rapariga?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chamava-se Sara e tinha 19 anos.&lt;br /&gt;Nunca tinha visto rapariga tão bonita! Não era daquelas que pareciam manequins, era simplesmente linda: morena, de cabelo castanho claro, ondulado a cair pelos ombros e uns lindos olhos esverdeados (a condizer com o biquíni) – e um colar muito bonito ao pescoço – e estava a sorrir para mim!&lt;br /&gt;Se num momento me tirou o fôlego, noutro tanto me encheu de dúvidas.&lt;br /&gt;Durante a nossa conversa acabei por saber que morava na porta ao lado da minha – caramba, que coincidência! Tinha vindo passar férias com os pais.&lt;br /&gt;Já me tinha visto a sair e a entrar várias vezes e como me viu aqui sozinho veio falar comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da água fomos para a minha toalha – onde ela depois esticou a dela – e continuamos a falar.&lt;br /&gt;Normalmente iam de carro para uma praia mais longe para ir ter com os tios que também lá passavam férias, mas como o pé do pai começou a doer de mais (ele tinha um problema de saúde) decidiram eles vir cá ter.&lt;br /&gt;E já que eles vinham para cá, mas mais tarde, ela veio à frente para passar mais tempo na praia. – Pela maneira como falou parecia que quem lhe tirasse a praia, tirava-lhe tudo.&lt;br /&gt;Quando chegou e me viu, e visto que éramos vizinhos, decidiu vir falar comigo. “Eu também não conheço aqui ninguém e não, e como também os meus tios não me deram um priminho ou dois… Não te importas pois não… de falar contigo assim do nada…” – Disse-me mostrando um olhar já meio envergonhado.&lt;br /&gt;“Claro que não, estás à vontade!” – respondi-lhe. Será que deveria ter falado na Sara? Mas também, falar nela assim do nada pareceria que estaria a percebe-la mal… Fosse como fosse, ela também iria chegar em breve e aí ficavam-se a conhecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de, enquanto falava com a Sara, estar sempre a ver se a via chegar, acabou por me apanhar de surpresa.&lt;br /&gt;Ao menos não percebeu mal as coisas. Ao chegar até estava com uma cara simpática… eu é que já não sei se ficava tão à vontade quanto ela. Não que seja ciumento ou coisa do género. Quem se calou pouco a pouco foi a Joana – terá sido vergonha?&lt;br /&gt;Se foi, também não teve muito tempo para a perder. Passado um bocado os pais dela e os tios já estavam também a chegar, por isso foi ter com eles.&lt;br /&gt;Mas antes de ir ainda me chamou à parte para pedir o meu número de telemóvel.&lt;br /&gt;“Que é que ela queria?” – perguntou-me a Sara quando voltei para a toalha.&lt;br /&gt;“Queria o meu número de telemóvel.” – Respondi-lhe.&lt;br /&gt;“E deste-lho?” – Quando ela perguntou isto fiquei com a impressão de que secalhar preferia que não tivesse dado o número.&lt;br /&gt;Um bocado hesitante, acabei por dizer que sim. Ela depois olhou para mim durante uns segundos e acabou por não dizer nada.&lt;br /&gt;Foi aqui que pensei: “pronto, já fiz asneira!”&lt;br /&gt;“Fiz mal?” – perguntei-lhe rapidamente.&lt;br /&gt;“Não, não há problema…” – respondeu-me sorrindo. Mas eu senti que embora não houvesse problema, isso ainda a incomodava um bocado. E acho que tive razão, porque acabou por estar um bocadinho diferente quando soube que lhe tinha dado o número.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois do almoço, quando estávamos a ver televisão, perguntei-lhe outra vez se estava tudo bem.&lt;br /&gt;“Ehh… não é que esteja chateada… é que não estava à espera, percebes? Ainda por cima ainda agora a conheceste, também… Mas deixa para lá, ela até parecia simpática.” – Respondeu.&lt;br /&gt;“E é. E também só veio falar comigo porque não conhece cá ninguém.” – Disse-lhe.&lt;br /&gt;“Foi? Isso é um bocado chato. Se quiseres, podes convida-la para vir connosco para a praia.”&lt;br /&gt;Com isto percebi que ela realmente estava à vontade com a Sara. “Está bem, eu depois convido-a para vir ter connosco amanhã.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como (bom) costume, passamos a maior parte da tarde juntos. Só não ficamos mais porque depois fomos para a praia ter com as amigas dela.&lt;br /&gt;Soube-me bem esta tarde. Pensei por momentos que a tinha magoado ou chateado, mas saber que não, foi uma óptima sensação de alívio!&lt;br /&gt;Tudo o que quero é fazê-la feliz. Sei que um dia isso vai acontecer mas… quanto mais tarde melhor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffccff;"&gt;&lt;em&gt;Ela:&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Depois de uma tarde como a de ontem custou-me ter que ir ter com uma amiga minha logo pela manhã – quando o que queria era ir logo ter com ele…&lt;br /&gt;Só que ela estava com problemas com o namorado e isso não dá para ignorar.&lt;br /&gt;Ele nunca tinha deixado de querer conhecer outras pessoas mesmo estando a namorar e isso só a deixava triste. O pior foi quando ele lhe disse que já não sabia o que sentia por ela, pelos vistos estava também a gostar de uma das “novas” amigas – pelo menos foi essa a ideia com que eu fiquei.&lt;br /&gt;“Se eu lhe tivesse dito que ficava magoada quando ele fazia isso…” – desabafou.&lt;br /&gt;Fiquei mesmo com pena dela… mas não a podia deixar ficar a lamentar-se e a por as culpas nela própria injustamente.&lt;br /&gt;Antes que a coisa ficasse pior, peguei nela e levei-a para a praia comigo. Custou a convence-la mas lá consegui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando chegamos à praia foi a minha vez de ser surpreendida. Devo ter feito uma cara tão esquisita que a Patrícia (a rapariga com quem vinha), que vinha tão calada, começou logo a tentar desviar-me a atenção.&lt;br /&gt;Estávamos nós a chegar à praia e ele com uma rapariga super jeitosa do lado dele, a conversarem…&lt;br /&gt;Fiquei tão surpresa que até disse em voz alta, sem dar conta: “Quem é aquela rapariga?“&lt;br /&gt;Secalhar é só uma amiga dele. Não te preocupes!” – respondeu a Patrícia.&lt;br /&gt;“Amiga… mas ele disse-me que não conhecia aqui ninguém.” – Respondi.&lt;br /&gt;Quando chegamos à beira dele sorri-lhe… também, não havia de ser nada.&lt;br /&gt;Chamava-se Joana…&lt;br /&gt;Não percebi bem porquê mas pouco depois de chegar ela foi-se embora. Tenho que admitir que achei àquilo um bocado estranho, especialmente quando antes de ir embora o chamou à parte para pedir o telemóvel.&lt;br /&gt;Quando ele me disse que o tinha dado acabei por me sentir um pouco triste e acabei por nem lhe dizer que… pronto…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi a primeira vez que as coisas entre nós estiveram assim um bocado, como dizer, “menos boas”. Mas passado um bocado aquilo passou-me e acabei por esquecer.&lt;br /&gt;Ele é que acabou por não esquecer!&lt;br /&gt;Depois do almoço perguntou-me se tinha ficado magoada por lhe ter dado o número. Foi tão querido da parte dele! Eu não estava habituada a ser tratada tão bem.&lt;br /&gt;Expliquei-lhe porque não tinha reagido da melhor maneira, é que não estava à espera daquilo, ainda por cima pede-lhe o número de telefone… isso foi tudo menos juntar o útil ao agradável.&lt;br /&gt;Mas também lhe disse que se quisesse ela podia vir connosco para a praia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia não começou da melhor maneira, mas ao menos acabou muito melhor! Mas isso é outra história!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7028918-5217134629356759411?l=deliomelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deliomelo.blogspot.com/feeds/5217134629356759411/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7028918&amp;postID=5217134629356759411' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/5217134629356759411'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/5217134629356759411'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliomelo.blogspot.com/2007/12/trs-cus-xi.html' title='Três céus - XI'/><author><name>Délio Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01953185578641012198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_l8TVS9EpN3E/SsdXDowavlI/AAAAAAAAAAM/_zhP8lOscCI/S220/2009_994.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7028918.post-3763006697911965439</id><published>2007-12-18T14:32:00.000-01:00</published><updated>2007-12-18T14:35:16.055-01:00</updated><title type='text'>Três céus - X</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#3366ff;"&gt;&lt;em&gt;Ele:&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Já era quarta-feira… a primeira semana tinha passado tão depressa e a segunda já ia a meio. Caramba…&lt;br /&gt;Já só me restavam – a contar com hoje – quatro dias e meio (no Domingo já ia pela manhã). Só mais quatro dias e meio para estar com ela e depois acabava-se tudo? Como é que eu ia conseguir deixa-la para trás e voltar para casa como se nada fosse? Como? Foi a primeira vez que me deu vontade de chorar a sério (até sentia o peito a apertar). Nem com a Liliana me senti assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma certa pasmaceira e tristeza começou a crescer em mim naquela manhã e eu sabia que não me podia deixar levar por ela. Não só porque tinha ainda tempo para passar com ela, mas também porque tristezas nunca criaram nada, apenas destruíram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como ainda era cedo (para ela é claro), decidi surpreendê-la aparecendo em casa dela.&lt;br /&gt;Quando me abriu a porta viu-se mesmo que ainda estava a dormir. Ainda esfregava os olhos para os abrir completamente.&lt;br /&gt;Espreguiçou-se abrindo os braços e lá sorriu. Deu-me um beijinho e abraçou-me! “Tão cedo? Tínhamos combinado algo?” – perguntou. E continuou: “Ou isso eram apenas saudades minhas?”.&lt;br /&gt;Porque é que ela falou em saudades logo naquela altura? Bastou apenas isso para me deixar outra vez tristonho.&lt;br /&gt;Não lhe consegui responder. Parecia que nem sabia sequer como responder.&lt;br /&gt;A única coisa que fiz foi dar-lhe a mão e levá-la para a cama. Sentei-a na cama e disse-lhe “dá-me mimos”, enquanto pousava a minha cabeça no colo dela.&lt;br /&gt;“Que tens?” – perguntou-me.&lt;br /&gt;Disse-lhe que não era nada, só um daqueles dias. Pensei se não lhe deveria ter dito algo, mas como ela me pôs logo melhor não quis pô-la a pensar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomou banho, comeu o pequeno-almoço e depois lá fomos para a praia.&lt;br /&gt;Nunca pensei que ela fosse assim tão extrovertida! Ou secalhar sempre tinha sido, mas como nos conhecíamos ainda há pouco tempo, não havia à vontade para ela me mostrar tudo. Eu só me ria com ela. Era muito tola mesmo!&lt;br /&gt;E o melhor da praia com ela continuava a ser poder estar deitado ao lado depois do banho. Não sei por quê, mas ela ficava mais bonita com a pele molhada e o cabelo molhado…não sei.&lt;br /&gt;Se bem que passar-lhe creme pelo corpo (ela agora deixava-me por na frente também – Woo-hoo!) começava a saber muito bem também.&lt;br /&gt;Se eu pensava que ela era tola, então as amigas… nem se fala! De facto, estavam bem umas para as outras. Mas no fundo, ainda que só pensassem em diversão, eram boas raparigas e muito amigas umas das outras. Bastava ver como falavam ou olhavam umas para as outras, até.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para variar, fomos almoçar todos juntos ao INATEL .&lt;br /&gt;É estranho – ou incrível – como um almoço num dia de praia sabe diferente dos restantes dias do ano.&lt;br /&gt;Por acaso não estava à espera que fosse um almoço tão sossegado – tendo em conta com quem eu ia almoçar. Mas soube bem assim. Pela primeira vez podemos todos conversar normalmente. Desde que as conheço que tenho estado mais a ouvir do que a falar.&lt;br /&gt;Hoje, ao contrário, pude falar com elas mais à vontade. E isso agradou-me bastante (elas pareciam gostar mais de mim do que eu pensava).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois do almoço fomos os seis para o outro lado do INATEL tomar café.&lt;br /&gt;Quando já estávamos a ir embora ela fez-me sinal para ir ficando para trás porque queria falar comigo.&lt;br /&gt;“Hoje não vamos para a praia de tarde. Vamos ficar em minha casa.” – disse-me, de uma maneira querida.&lt;br /&gt;Tenho que admitir que fiquei um bocado espantado ao início, mas depois muito contente!&lt;br /&gt;“Está bem!” – respondi-lhe (como se por acaso houvesse outra resposta a dar).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Despedimo-nos sem dizer que já não iríamos de tarde, mas quando falei com ela por causa disso disse-me que assim estava mais à vontade para não lhes ter de dizer que não caso insistissem.&lt;br /&gt;Para melhor aproveitar o longo caminho para casa acabei por comprar-lhe um gelado que ela gostava.&lt;br /&gt;Continuamos o passeio pela beira-mar a passo lento, apenas gozando do sol e do tempo agradável que se fazia sentir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de irmos para casa dela passamos primeiro pela minha para buscarmos um CD. Já que ela nunca tinha estado lá também lhe aproveitei para mostrar a casa.&lt;br /&gt;Como mandam as regras: “esta é a sala, esta é a cozinha… o meu quarto..”, enfim, o habitual.&lt;br /&gt;Não sei bem porquê mas parece que ela gostou do meu quarto. Para quem queria ir para casa, de repente senta-se na cama e pergunta se podíamos ficar por lá em vez de irmos para casa dela.&lt;br /&gt;Nunca tinha tido uma rapariga no meu quarto antes, pelo menos não a pedido dela (e agora nem que ela quisesse ir embora eu a deixava ir)!&lt;br /&gt;Aquele pedido dela no café se fosse noutra altura até podia parecer normal, mas o olhar dela… havia ali algo. Tinha certeza!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro encostamo-nos na cama a ver televisão, mas a mão dada passou a festinhas, de festinhas a beijos e de beijos a… algo mais íntimo.&lt;br /&gt;Depois de passar tanto tempo com ela debaixo da luz do sol, foi preciso uma luz mais fraca, dividida pela persiana a meia altura, que me apercebi do quão morena ela realmente tinha ficado, e de como, com os seus olhos castanho-claro, ela tinha ficado realmente bonita. O próprio cabelo dela, liso, parecia mais reluzente.&lt;br /&gt;Enquanto a segurava no rosto olhava fixamente para os olhos dela, para a testa, cabelo, maçãs-do-rosto, queixo e lábios. Passei-lhe suavemente a mão pela cara e toquei-lhe naqueles lábios quentes e reconfortantes – ela era minha namorada…&lt;br /&gt;Veio-me à cabeça tanta coisa para dizer, tanta coisa que sentia, que nem conseguia sequer respirar.&lt;br /&gt;Como enquadrava em mim aquela beleza toda era coisa que ainda me espantava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O calor da tarde começava a fazer-se sentir, assim como o sono.&lt;br /&gt;Ela deitou a cabeça sobre o meu peito deixando cair o cabelo todo sobre mim e com o braço direito cobriu-me a barriga.&lt;br /&gt;Quando deixou de falar durante uns minutos pensei que talvez já dormisse. Então chamei-a baixinho: “Joana!” Mas ela não respondeu.&lt;br /&gt;Deitei a cabeça para trás e deixei-me o sono vir.&lt;br /&gt;Um sentido sorriso foi a minha última barreira antes de entrar no mundo dos sonhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffccff;"&gt;&lt;em&gt;Ela:&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não estava a contar acordar tão cedo hoje, ou até ser surpreendida! Mas ainda bem que existem surpresas! Sabem sempre bem de vez em quando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de eu acordar - antes do telemóvel me acordar - tocou a campainha da porta do prédio.&lt;br /&gt;Quando vi que era ele até “acordei” num instante.&lt;br /&gt;Àquela hora estava toda desarranjada, mas queria lá saber. Mal abriu a porta agarrei-me logo a ele e dei-lhe um lindo e longo beijinho!&lt;br /&gt;“Mas espera ai, será que combinamos algo e eu esqueci-me?” – foi logo o que me veio à cabeça.&lt;br /&gt;Felizmente não, não me tinha esquecido de nada. Quer dizer, achei eu. É que ele também não me respondeu. Apenas me pegou na mão e levou-me para o meu quarto (“Acção já pela manhã? Espera, eu não estou pronta! Oh, que se lixe!” – pensei para mim).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já na cama deitou a cabeça no meu colo e disse-me “dá-me mimos”.&lt;br /&gt;Ainda lhe perguntei o que tinha, mas disse que não era nada, “…apenas um daqueles dias”.&lt;br /&gt;Enquanto lhe fazia festinhas na cabeça comecei a matutar. Ele já tinha entrado com uma cara um bocado diferente (para não dizer esquisita), depois mal falou comigo, só me deu a mão e trouxe-me para aqui.&lt;br /&gt;Eu queria falar com ele mas secalhar era melhor não insistir, mas fazia o quê então?&lt;br /&gt;Quando fui tomar banho comecei a pensar em algo…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto tomava o pequeno-almoço notei que já estava mais animado, mas era melhor prevenir do que remediar e ao menos assim aproveitamos o pouco tempo que tínhamos, apenas a dois. Mas antes disso iria tratar dele na praia!&lt;br /&gt;Lá, enchi-o de mimos, brincamos e ainda o deixei por o creme à vontade (o que uma rapariga faz pelo seu amado)!&lt;br /&gt;Passado um bocado, era como se a manhã de hoje fosse igual à noite de ontem: perfeita!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As minhas amigas convidaram-nos para irem com eles ao Inatel, e como ele nunca tinha ido lá, aceitamos – se bem que isso significava ir directo para a praia a seguir ao almoço, o que estragava os meus planos. Tinha que pensar em algo!&lt;br /&gt;Passei metade do almoço à procura da altura para lhe dizer isso, mas logo hoje ele tinha que falar pelos cotovelos. Desisti de lhe dizer ali, iria dizer-lhe lá fora quando estivéssemos a ir embora do INATEL.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao irmos embora fiz-lhe sinal para irmos ficando para trás, que queria falar com ele.&lt;br /&gt;Quando estávamos cá atrás disse-lhe “Hoje não vamos para a praia de tarde com eles. Vamos ficar por minha casa.” e pisquei-lhe o olho.&lt;br /&gt;Despedimo-nos a correr e fomos embora. Reparei que estranhou despedir-me assim tão de repente delas – mas teve que ser porque senão vinham os porquês e a coisa podia complicar-se. Assim, não insistiam e novos ficávamos à vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Àquela hora (naquele calor) não havia muita gente pelas ruas (ou estavam pela praia ou estavam por casa para fugir ao calor). Era bom sentir, de vez em quando, aquele sentimento de paz e silêncio apesar de sabermos que havia gente por todos os lados.&lt;br /&gt;A caminho de casa dele para buscar um CD, ainda ganhei um gelado – nada mau para meio dia de trabalho!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para um T1 até era uma casa bem agradável e bonita – e até tive direito a visita guiada pela casa. O que eu mais gostei foi da vista do quarto dele. Morar no último andar, com a varanda virada para a praia dava-lhe uma vista e tanto.&lt;br /&gt;“Pensando bem, podemos mesmo ficar por aqui!” – pensei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca tinha namorado num quarto de um rapaz, quanto mais um a viver sozinho. Era estranho mas criou em mim um certo sentimento de liberdade e maturidade.&lt;br /&gt;Eu e o meu menino sentados numa árvore b-e-i-j-a-n-d-o… ou melhor numa cama apenas para nós os dois!&lt;br /&gt;Enquanto os meus olhos procuravam um novo canto para beijar lembrei-me da primeira vez que o vi, de como me olhou, e isso deu-me ainda mais vontade de o beijar e de o amar. Não acreditava que só mais alguns dias e tinha que lhe dizer adeus. Mas calei a minha consciência com mais beijos e agarrando-o com mais força e mais perto de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dada altura, agarrou-me o queixo e olhou fixamente para mim. Naqueles segundos tive certeza que me queria dizer algo. Olhei naqueles olhos verdes e para aquela pele quase morena e senti-me de novo a apaixonar-me por ele.&lt;br /&gt;Beijei-o até ficar com os lábios secos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A meio da tarde comecei a ficar cheia de sono.&lt;br /&gt;Lembro-me de deitar a cabeça sobre o peito (aquecido pelo calor) dele e fechar os olhos. O resto… foi-se. Mas o que não foi, ainda sabe bem relembrar!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7028918-3763006697911965439?l=deliomelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deliomelo.blogspot.com/feeds/3763006697911965439/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7028918&amp;postID=3763006697911965439' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/3763006697911965439'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/3763006697911965439'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliomelo.blogspot.com/2007/12/ele-j-era-quarta-feira-primeira-semana.html' title='Três céus - X'/><author><name>Délio Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01953185578641012198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_l8TVS9EpN3E/SsdXDowavlI/AAAAAAAAAAM/_zhP8lOscCI/S220/2009_994.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7028918.post-3449124343547300954</id><published>2007-12-17T15:35:00.000-01:00</published><updated>2007-12-17T15:40:32.801-01:00</updated><title type='text'>Três céus - IX - Parte 2</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#3366ff;"&gt;Ele:&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#3366ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De manhã quando acordei e a vi ao meu lado, imediatamente me veio à cabeça a noite anterior… os beijos e as palavras que trocamos…&lt;br /&gt;Mexi-me o mínimo possível para não a acordar, e quando me pus confortável ao lado dela comecei, suavemente, a passar-lhe a ponta do dedo pelos braços. De cima para baixo e de baixo para cima.&lt;br /&gt;Continuava sem acordar. Mexi-lhe também no cabelo puxando-o para trás da orelha, passando-lhe depois a mão por entre o cabelo… até que ela acordou.&lt;br /&gt;E como da primeira vez, muito se espreguiçou! Olhou-me pelo canto do olho e agarrou-se a mim, fazendo-me deitar também.&lt;br /&gt;“Olá!” – disse-me. Puxou a cabeça atrás e levemente bateu com o dedo nos lábios duas vezes como que pedindo algo e fechou os olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem é que ia negar algo a alguém tão bonito?&lt;br /&gt;Por causa dela passamos o resto da manhã… não, o resto do dia assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O único intervalo acabou por ser o almoço – que ela cozinhou para nós!&lt;br /&gt;A praia só veio pelas cinco horas. Tinha estado muito calor durante a tarde, por isso preferimos ficar na “brincadeira” em casa dela.&lt;br /&gt;Quando lá chegamos já as amigas dela estavam lá há horas à espera dela. Pelos vistos elas tinham-lhe ligado mas ela nunca atendeu o telemóvel – eu cá também não ouvi nada.&lt;br /&gt;Assim que ela lhes contou que namorávamos, foi ver raparigas perto de histéricas. E tanta gente ali ao lado a vê-las…&lt;br /&gt;Se fosse noutra altura até ficava sem jeito, mas agora… eu queria lá saber!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Felizmente” (não posso dizer que me importava muito) uma hora e tal depois de chegarmos elas foram-se embora (sempre a sorrir com ela).&lt;br /&gt;Os minutos passavam e as pessoas iam indo embora assim que o calor também se ia, deixando a praia cada vez mais deserta. Foi ai que nós aproveitamos mais a praia.&lt;br /&gt;Sozinhos, sem vergonhas! Era carinhos, era brincadeiras (atirei-a para a água não sei quantas vezes!) … foi de facto um fim de tarde maravilhoso, um que eu nunca tinha experimentado, melhor do que imaginado.&lt;br /&gt;Mas a melhor parte foi vê-la deitada na toalha ao meu lado.&lt;br /&gt;Nós tínhamos ido ao banho e pouco tempo depois de sairmos da água o corpo dela começou a secar deixando-a com um “ar” incrivelmente bonito: bronzeada, com o cabelo molhado e uns lindos olhos acastanhados brilhando… como era possível alguém não a adorar?&lt;br /&gt;Mesmo gostando de me estender na toalha e fechar os olhos depois de tomar banho (ali deitado a secar ao sol sempre foi, para mim, a melhor coisa do ir à praia), não dava para desviar a atenção dela.&lt;br /&gt;Ela sorria-me da toalha dela e eu era o homem mais feliz do mundo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por mais dias que eu pudesse namorar com ela ou com outra pessoa, aquele primeiro “momento” vai sempre ser especial para mim em todos os sentidos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffccff;"&gt;&lt;em&gt;Ela:&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu dormia e dormia sem que barulho algum me acordasse, mas com uma leve impressão na cabeça e nos braços acordei.&lt;br /&gt;Ainda com os olhos mal abertos, vi-o. Lembrei-me logo do que tinha acontecido no dia inteiro de ontem… e sorri! Mal soube onde estava agarrei-me logo a ele.&lt;br /&gt;Mas eu queria mais, eu queria beija-lo outra vez. Olhei-o nos olhos (da maneira mais sexy que consegui pela manhã) e batendo com o dedo nos lábios pedi-lhe que me beijasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na minha cabeça não me passava outra coisa senão beijá-lo e agarrá-lo.&lt;br /&gt;Mas uma rapariga tem que se cuidar e agora que namorava tinha que manter a linha para o seu príncipe, né?&lt;br /&gt;Preparei-lhe um grande almoço (para ver se ele ganhava um bocadinho de chicha!) e depois passamos a tarde no sofá, encostados um ao outro a ver televisão, a trocar mimos e sorrisos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que me apeteceu ficar assim o resto da tarde, mas como estava tão bom tempo, decidimos ir para a praia – aproveitava e contava a novidade às minhas amigas.&lt;br /&gt;Verdade seja dita que não demorou muito para eles descobrirem. Mal nos viram, viram-nos de mão dada, por isso…&lt;br /&gt;Foi tão engraçada a reacção delas – e minha também! Quando me viram vieram logo a correr na minha direcção. Agarraram-se a mim e deram-me os parabéns não sei quantas vezes.&lt;br /&gt;Quando pude ganhar espaço e olhei para ele, só se ria com a cena!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ver aquela comoção toda, e que era dirigida a nós, só me fez sentir ainda mais especial…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como nós chegamos um bocado tarde, acabei por não lhes dar os pormenores todos – Também, era um bocado chato tê-lo ali a ouvir aquilo.&lt;br /&gt;Uma tinha coisas combinadas, outra ia-se encontrar com uns amigos, etc.&lt;br /&gt;E novamente estávamos sozinhos.&lt;br /&gt;A primeira coisa que eu fiz foi correr para a água. Sim, eu sei que parecia tola a correr, mas eu estava feliz e única coisa que me importava era o que ele achava…e ele gostava de mim assim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nosso primeiro dia de namoro durou 24 horas (ou perto) e foi o dia mais feliz da minha vida! E nada neste mundo ia apagar esse sentimento!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7028918-3449124343547300954?l=deliomelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deliomelo.blogspot.com/feeds/3449124343547300954/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7028918&amp;postID=3449124343547300954' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/3449124343547300954'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/3449124343547300954'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliomelo.blogspot.com/2007/12/trs-cus-ix-parte-2.html' title='Três céus - IX - Parte 2'/><author><name>Délio Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01953185578641012198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_l8TVS9EpN3E/SsdXDowavlI/AAAAAAAAAAM/_zhP8lOscCI/S220/2009_994.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7028918.post-4950056660590792770</id><published>2007-12-16T15:13:00.000-01:00</published><updated>2007-12-16T15:15:50.293-01:00</updated><title type='text'>Três céus - IX - Parte 1</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#3366ff;"&gt;Ele:&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Olhei para o relógio e faltavam apenas alguns minutos para a uma da manhã. Há meia hora que estava na cama e o sono continuava a não vir.&lt;br /&gt;Estava tão excitado… nunca tinha feito tantos filmes na minha cabeça por causa de alguém que tinha acabado de conhecer.&lt;br /&gt;O telefone tocou. Era ela.&lt;br /&gt;Também não conseguia dormir. Começamos a falar até que surgiu a ideia, por entre sugestões, de eu ir lá a casa dela naquele momento.&lt;br /&gt;Quando ela me convidou levantei-me e sentei-me na cama, de olhos bem abertos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim que desliguei o telefone sai disparado da cama à procura de roupa, mas quanto mais depressa me queria despachar para sair, mais me atrapalhava. Pelos vistos a pressa é mesmo inimiga da perfeição.&lt;br /&gt;Assim que me vesti sai a correr para ir ter com ela.&lt;br /&gt;Àquela hora era mais silêncio que pessoas. Talvez estivessem ainda todos na festa lá no centro, talvez não, e estivessem já todos a dormir.&lt;br /&gt;Corri por entre ruas e prédios até chegar a casa dela, deixando tudo para trás, até a Lua -  eu ia assim tão depressa!&lt;br /&gt;Toquei à campainha. O meu coração parecia que ia sair pelo feito fora da maneira como batia. Enquanto esperava olhei para a minha mão esquerda que tremia como tudo, e por mais que tentasse acalmar-me respirando fundo, não havia maneira de lhe dar a volta.&lt;br /&gt;Não sei se ela reparou, mas é que quando inspirava profundamente, ela abriu a porta e eu bufei o ar todo na cara dela. “Isto já começa bem” – pensei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sorriu-me quando abriu a porta, levando o cabelo para trás da orelha com a mão esquerda. Estava novamente com aqueles calções e um pequeno top branco.&lt;br /&gt;Vê-la assim…outra vez… era uma coisa que nem sei explicar direito. A única coisa que me vinha à cabeça era o quão bonita e atraente era ela.&lt;br /&gt;Quando entrei ainda se fez algum silêncio – era a vergonha a bater. Ali lado a lado e nenhum dos dois parecia saber o que dizer.&lt;br /&gt;“Queres ir para o meu quarto?” – perguntou.&lt;br /&gt;Quase que desafinava só ao dizer “sim”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disse-me que se quisesse também podia deitar na cama… “desde que tires os sapatos” – brincou.&lt;br /&gt;Estávamos os dois sentados na cama com as costas na parede a falar, à espera que surgisse o momento… – será que ela sentiu essa pressão?&lt;br /&gt;O momento em que as amigas dela surgiram veio rapidamente à baila e apenas isso bastou para recriar o ambiente.&lt;br /&gt;Dei-lhe a minha mão e sorri-lhe. Ela olhou para mim corada e sorriu-me também. Aproximei-me dela devagar, e ela de mim, e beijamo-nos.&lt;br /&gt;Naquele momento perdi todo o medo, nervosismo e ansiedade e senti algo muito bom: ela. Por isso não sei dizer se o beijo durou segundos ou se durou minutos. Eu perdi-me nela e isso é tudo o que eu me lembro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando afastamos os lábios um do outro só conseguíamos sorrir. O olhar que trocamos após o beijo é como se tivesse sido o primeiro olhar que alguma vez trocamos, como se houvesse um novo início. E algo em mim dizia que ambos sentíamos isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eu gosto de ti”.&lt;br /&gt;“Eu também gosto de ti.”&lt;br /&gt;“Queres ser minha namorada?” – perguntei-lhe, olhando-a nos olhos ansioso para que dissesse que sim.&lt;br /&gt;“Quero… namorado!” – respondeu-me antes de me beijar novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estas foram as nossas primeiras palavras como namorados.&lt;br /&gt;Os beijos trouxeram carícias, e a noite, uma paz banhada pela luz da lua que entrava pela janela, totalmente destapada pelo cortinado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffccff;"&gt;Ela:&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Já estava ao tempo na cama e o sono não vinha. Não é que estivesse ansiosa ou coisa parecida, simplesmente não tinha sono. Só que isso fazia com que na minha mente só se passassem filmes do que podia ter acontecido se elas não tivessem aparecido. Era imagem atrás de imagem…&lt;br /&gt;“E se lhe telefonasse para vir aqui agora?” – foi isto que realmente me trouxe ansiedade e me levou o sono de vez. Aquele “telefono, não telefono”, estava a dar cabo de mim.&lt;br /&gt;Acabei por ganhar coragem e telefonei-lhe. Por acaso só reparei nas horas quando olhei para o despertador, enquanto esperava que ele atendesse o telefone: Já era quase uma!&lt;br /&gt;Quando ele atendeu fiquei um bocado nervosa por isso não lhe consegui fazer logo a pergunta. Andei um bocadinho às voltas mas a pergunta lá acabou por sair.&lt;br /&gt;Ele vinha ai!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se eram nervos ou ansiedade, mas já bufava por tudo quanto era lado.&lt;br /&gt;Ele não ia demorar muito. Fui num instante refrescar-me à casa de banho e passei de pijama a calções e top – é assim mesmo!&lt;br /&gt;Quando lhe abri a porta só o vi a bufar…será que tinha vindo a correr? Mas fez uma expressão tão cómica…&lt;br /&gt;Depois de entrar foi um bocado difícil de falarmos – a vergonha era mais que muita, pelo menos do meu lado era.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levei-o para o meu quarto e disse-lhe para se sentar perto de mim.&lt;br /&gt;Sentados, encostamo-nos à parede e começamos a falar... até que a conversa sobre o que tinha acontecido ainda há poucas horas, finalmente veio ao de cima.&lt;br /&gt;Secalhar foi isso que bastou, porque senti algo em nós a mudar e sentia cada vez mais a presença dele no quarto.&lt;br /&gt;Quando me deu a mão fiquei mesmo vermelha. Arregalei os olhos, olhei para ele e sorri-lhe – mas o meu coração batia tão forte que até o ouvia.&lt;br /&gt;Então, devagarinho, chegou-se a mim e beijou-me…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi um beijo que me soube a céu. Foi tão bom, tão perfeito…&lt;br /&gt;Quando acabou tinha um sorriso na cara que ninguém me conseguiria tirar. Olhei-o nos olhos e disse-me:&lt;br /&gt;“Eu gosto de ti”.&lt;br /&gt;“Eu também gosto de ti.”&lt;br /&gt;“Então aceitas ser minha namorada?” – perguntou-me.&lt;br /&gt;O meu coração quando ouviu aquilo tornou-se grande demais para o conter.&lt;br /&gt;“Quero… namorado!” – respondi-lhe, terminando com um beijo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois das únicas palavras que ansiava por ouvir, depois do beijo com que sonhava acordada, à noite coube apenas mais e mais daquele sentimento que sempre procurei: amor.&lt;br /&gt;Entre provas de amor, o coração começou a descansar, e quando já só restavam festinhas, encostou-se a mim, e eu a ele, e ali adormecemos.&lt;br /&gt;Passou-me pela cabeça acordá-lo para ir para casa… mas foi só isso… passou!Fiquei a vê-lo ali, deitado, a dormir e a pensar para mim mesma: “Passei anos à espera disto acontecer e quando pensei ter encontrado ele tratou-me como se eu não sentisse nada por ele. Acho que nunca me viu como mais que uma amiga. Foi tão difícil às vezes dar-lhe tanto ou simplesmente querer-lhe dar tudo e mais alguma coisa e sentir que nunca iria sentir aquilo que eu queria que ele sentisse… E agora, do nada, ele aparece. Bonito, sensível…especial. Só queria que nada viesse e nos acabasse por separar. Queria…”&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7028918-4950056660590792770?l=deliomelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deliomelo.blogspot.com/feeds/4950056660590792770/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7028918&amp;postID=4950056660590792770' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/4950056660590792770'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/4950056660590792770'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliomelo.blogspot.com/2007/12/trs-cus-ix-parte-1.html' title='Três céus - IX - Parte 1'/><author><name>Délio Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01953185578641012198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_l8TVS9EpN3E/SsdXDowavlI/AAAAAAAAAAM/_zhP8lOscCI/S220/2009_994.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7028918.post-8178001758734406796</id><published>2007-12-15T20:07:00.000-01:00</published><updated>2007-12-15T20:22:15.676-01:00</updated><title type='text'>Três céus - VIII</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#3366ff;"&gt;Ele:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Depois da praia combinamos ir ao cinema e jantar fora.&lt;br /&gt;À falta de dinheiro e de locais baratos (sempre o dinheiro!) pensava já em comer num McDonald`s.&lt;br /&gt;Combinamos às 19h junto da praia e depois púnhamo-nos a caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram 19:15 e ela ainda não tinha chegado. Olhava de um lado para o outro mas nem sinais dela. “Será que devia ligar-lhe” – pensei. Mas também não queria parecer chato.&lt;br /&gt;Passado uns minutos já a via ao longe. Vinha com uma t-shirt azul claro e de mini-saia branca com umas sapatilhas brancas a condizer.&lt;br /&gt;Não sei se era porque a roupa combinava perfeitamente com ela, ou se era porque ela era mesmo atraente, só sei que ela estava linda de morrer - e vê-la a andar na minha direcção, com o vento a bater-lhe no cabelo e na roupa, parecia coisa de filme mesmo.&lt;br /&gt;Não podia deixar passar este momento para lhe dizer que estava bonita – e não deixei!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por acaso acabamos por jantar no McDonald`s.&lt;br /&gt;Eu e ela comemos o meu preferido: Big Mac. Ah, como foi bom matar saudades!&lt;br /&gt;O jantar foi muito bom. Falamos, rimos…até falamos sobre a Liliana e tudo o que aconteceu entre mim e ela. Acho que foi a primeira vez que falei sobre ela com alguém sem me magoar tanto ao relembrar o que aconteceu. Foi bom poder contar-lhe tudo o que me veio à cabeça e ter alguém que, mais do que me ouvir, me soubesse ouvir.&lt;br /&gt;Ela era aquele tipo de pessoa que nós queremos sempre do nosso lado e se nós sentimos algo por essa pessoa, então ela só se torna mais especial para nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois do jantar fomos ao cinema ver um filmezito.&lt;br /&gt;Até gostei do filme, pelo menos do que prestei atenção!&lt;br /&gt;Quando as luzes se apagaram a única coisa que passava na minha cabeça era o facto de ela estar ao meu lado. “Será que devia falar com ela?” – pensava. Mas o meu coração batia cada vez mais e a minha coragem ficava cada vez mais pequena.&lt;br /&gt;Ao olhar para ela aconteceu-me algo. Ela estava com um olhar tão fixo no ecrã que ficou com uma expressão facial tão bela que eu também fiquei a olhar para ela sem desviar os meus olhos. E foi ai que senti uma vontade sem vergonha de lhe dar a mão. E sem pensar duas vezes simplesmente pus a minha mão sobre a dela. A reacção veio depois: quando isso aconteceu parecia que o meu coração me ia saltar boca fora.&lt;br /&gt;Ao ver a reacção dela fiquei com tanta vergonha que virei a cabeça na direcção do ecrã tão depressa quanto pude…&lt;br /&gt;Mas ela não tirava a minha mão de cima dela… e embora estivesse bastante nervoso de início, começava a acalmar a pouco e pouco até que o sossego veio em forma de carinhos: ela deu-me a mão e começou-me a passar com o dedo na mão uma vez atrás da outra.&lt;br /&gt;Então olhei para ela e ela sorria. As coisas estavam a corre bem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o resto do filme, e mesmo depois de ter acabado e termos saído, nunca largamos a mão um do outro.&lt;br /&gt;Era um sentimento de felicidade ter alguém que me aceitasse, que não cabia em mim de contente.&lt;br /&gt;Criado o ambiente, levei-a a casa.&lt;br /&gt;E quando já me preparava para a tentar beijar, apesar do regressar galopante da ansiedade, apareceram as amigas dela.&lt;br /&gt;Já não havia beijo de boa noite para ninguém, apenas um olhar íntimo e de felicidade entre nós. E para aquela noite, isso chegava-me perfeitamente. Eu sabia que se não fosse naquela noite, seria no dia a seguir, ou depois, porque agora, seria…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentir algo tão bom por alguém e saber que alguém sente o mesmo por nós é… muito bom, muito bom mesmo!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffccff;"&gt;Ela:&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A semana tinha começado bem.&lt;br /&gt;Depois de um dia de praia bem quente, íamos jantar juntos e depois íamos ao cinema.&lt;br /&gt;Por acaso sempre gostei de ir ao cinema… fosse para ver que filme fosse. Ver um filme naquele ecrã enorme e ser levada por aquela emoção era mesmo demais!&lt;br /&gt;Por isso quando ele me convidou fiquei toda contente: estar com ele e ir ao cinema – coisa que ainda não tinha feito desde que cheguei. –, era tipo juntar o útil ao agradável!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois da praia lá fui para casa, tomei um longo banho e vesti uma roupa muito bonita. Ele já me tinha dito que me gostava de ver com roupas claras, por isso só vesti coisas claras!&lt;br /&gt;Só esperava que ele gostasse!&lt;br /&gt;A maior parte do tempo que estive em casa só sorria. Por dentro, por fora…tanta fazia. Estava tão tola que nem ouvi o telemóvel a tocar. Felizmente era uma amiga minha e não ele. Acho que se tivesse sido ele ficava logo toda preocupada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como de costume, combinamos na praia, que acabou por se tornar o nosso ponto de encontro!&lt;br /&gt;Como marcamos de estar lá às 20h, fomos jantar primeiro e depois é que iríamos ao cinema.&lt;br /&gt;Quando disse que íamos jantar fora não estava à espera do MacDonald`s. Não é que não gostasse, porque até simpatizava com o sítio…e às vezes até me sabia bem ir lá comer. Mas…não sei, soube-me a pouco. Estava à espera de algo mais romântico, acho eu.&lt;br /&gt;Não quis insistir porque também não sabia se ele tinha dinheiro para ir comer num restaurante. E como daqui a uns minutos nem iria pensar mais nisso…&lt;br /&gt;Para dizer a verdade, jantar pela primeira vez com ele até foi… bom.&lt;br /&gt;Durante aquela hora falamos de muitas coisas. Falou-me de uma rapariga de quem tinha gostado (aqui já não estava a gostar muito da conversa) durante dois anos e meio e como nunca tinha dado em nada e de como passava mais tempo triste do que alegre quando estava com ela.&lt;br /&gt;Nesse bocado da conversa houve algo no olhar dele que me magoou um bocado. Eu via nos olhos dele que, mesmo tendo já passado alguns anos, pelo que me contou, aquilo ainda lhe custava. Foi ai que a minha mente começou a imaginar demais e que comecei a perder aos bocados a vontade de falar, de sorrir. Fiquei a ouvi-lo mas sempre à espera que parasse – não queria que ele gostasse de mais ninguém…&lt;br /&gt;Ainda falamos um bocado sobre ela, mas gradualmente a conversa foi mudando de tópico e com ela, o meu humor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o jantar já para trás, fomos comprar os bilhetes e pipocas e seguimos para a sala.&lt;br /&gt;Até que nem estava muita gente mas como os melhores lugares já estavam ocupados tivemos que ir para o canto esquerdo da sala.&lt;br /&gt;Ainda que bom, a meio do filme deixei de lhe prestar atenção: tinha pousado a mão dele na minha!&lt;br /&gt;Quando o senti a tocar na minha mão foi impossível não ficar super feliz.&lt;br /&gt;Devo ter ficado vermelha de tanto o meu coração bater depressa. Bem, lembro-me de abrir bem os olhos e um sorriso (“As coisas estavam a mudar” – pensei em jeito de sentimento!)&lt;br /&gt;Agarrei-lhe a mão e sorri-lhe mas ele ainda estava mais envergonhado do que eu, primeiro que ele me conseguisse olhar nos olhos direito… será que ele estava com medo que eu não gostasse? Até me r, enquanto olhava para baixo para que ele não percebesse!&lt;br /&gt;Aquela cara dele há-de ficar comigo o resto da vida, de certeza!&lt;br /&gt;E assim ficamos o resto do filme, a trocar carinhos na mão um do outro. A cara dele… hahahaha…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o filme acabou, e fomos embora, nem sabia o que lhe havia de dizer. “lá dentro é que estava bem… Quieta!” – pensava enquanto continuávamos o passeio de volta.&lt;br /&gt;Como um cavalheiro, acompanhou-me até casa, e só à minha porta é que começamos a falar melhor.&lt;br /&gt;Ao sentir que estava prestes a ir embora quase paralisava de vergonha com a ideia de nos beijarmos. “Será que nos vamos beijar?” – pensava, com o coração já aos trambolhões.&lt;br /&gt;Mas infelizmente para mim isso nunca chegou a acontecer porque as minhas amigas lembraram-se de aparecer do nada e mal me viram berraram logo por mim. Se eu reagi como ele, fiquei logo vermelha, de certeza! Ele ficou tão pouco à vontade…quer dizer, nós ficamos tão envergonhados que largamos logo a mão um do outro quase como que por susto, mas logo em seguida sorrirmos um para o outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora sim, sabia o que ele sentia por mim, e ele o que eu sentia por ele.Só de pensar como seria o dia de amanhã enchia-me de excitação e nervosismo. Até parecia que me ia dar qualquer coisa!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7028918-8178001758734406796?l=deliomelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deliomelo.blogspot.com/feeds/8178001758734406796/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7028918&amp;postID=8178001758734406796' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/8178001758734406796'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/8178001758734406796'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliomelo.blogspot.com/2007/12/trs-cus-viii.html' title='Três céus - VIII'/><author><name>Délio Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01953185578641012198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_l8TVS9EpN3E/SsdXDowavlI/AAAAAAAAAAM/_zhP8lOscCI/S220/2009_994.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7028918.post-4959743212729852336</id><published>2007-12-14T14:06:00.000-01:00</published><updated>2007-12-14T14:22:57.804-01:00</updated><title type='text'>Três céus - VII</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#3366ff;"&gt;Ele:&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A primeira semana estava prestes a terminar.&lt;br /&gt;Quando pensava em ir de férias nunca pensei que algo de tão bom me fosse acontecer – pelo menos tão depressa.&lt;br /&gt;Logo no primeiro dia encontrei alguém que talvez fosse trazer mais felicidade ao meu mundo. Depois de um “quase namoro” que tinha durado dois anos e meio, não estava à espera de começar a sentir isto tão cedo.&lt;br /&gt;Eu sei que outras pessoas ficariam com um pé atrás, mas eu não queria saber. Até ficava contente – ainda que não saiba ao certo o que ela sente. Essa parte sim é que me preocupava (se da parte dela não houver o mesmo sentimento).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois do que tinha acontecido no dia anterior, estar outra vez ao lado dela novamente, enchia-me de um sentimento um bocado estranho. Era uma mistura de alegria e de paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De manhã não fui à praia mas sim à missa. Não era por estar de férias que iria deixar a missa, quer dizer, a não ser que não houvesse igreja por aqueles lados.&lt;br /&gt;Por acaso só me lembrei de a convidar uma hora antes da missa começar – que ela aceitou. Se tivesse demorado mais acho que teria mesmo que ir sozinho.&lt;br /&gt;Quando chegamos lá ainda tive tempo para fazer um pequeno pedido!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia na praia estava a demorar mais do que o normal.&lt;br /&gt;Já pouca gente estava na praia, muito menos na água. Por isso, nós dois lá na brincadeira, não fazíamos figura de tolos para muita gente! Se fosse antes, não fazia metade das coisas que tinha feito, mas agora, nem sequer pensava se os outros olhavam para o que fazia.&lt;br /&gt;Eu só queria continuar a brincar com ela: a pegar nela e deixa-la cair na água, a atirar-lhe água - e fugir que nem um tolo, acabando por cair por falta de equilíbrio (lá se tinha ido a minha imagem).&lt;br /&gt;Antes de irmos embora sentamo-nos frente a frente na toalha, esperando que o pouco sol nos secasse para não irmos embora a pingar.&lt;br /&gt;Eu olhei para ela. O sol batia-lhe no rosto com uma luz especial. Só pode ter sido uma luz especial porque naquele momento algo em mim se mexeu. Acho que foi naquele momento que tive certeza que tinha começado a gostar dela.&lt;br /&gt;Lembro-me de pensar que ela era a rapariga mais linda do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sol já se começava a deitar, deixando o céu pintado de vermelho e laranja.&lt;br /&gt;Estava um pôr-do-sol como eu nunca tinha visto… e reflectia nos olhos dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffccff;"&gt;Ela:&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Provavelmente por força do hábito de pensar em escola ao Domingo, nunca fui de sair ou ir à praia neste dia. Para mim, Domingo sempre foi dia de descanso e de ficar em casa, pelo menos a maior parte do tempo.&lt;br /&gt;Hoje seria uma daquelas excepções!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perto das 11h recebi uma chamada dele a perguntar-me se queria ir à missa com ele.&lt;br /&gt;Por acaso nem me tinha lembrado disso desde que cheguei. Não que fosse sempre à missa, mas ainda ia algumas vezes, e até que gostava de ir.&lt;br /&gt;Depois da tarde de ontem o que queria era vê-lo, e juntando o útil ao agradável… porque não?!&lt;br /&gt;Não sei se foi por estar numa terra diferente por a igreja ser diferente, mas a missa pareceu-me diferente… mais alegre. Secalhar é por estar de férias…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À tarde fomos novamente à praia – mas desta vez só nós os dois. Pedi desculpa às minhas amigas, mas hoje queria estar com ele. Claro que tendo amigas como eu tenho, nem foi preciso pedir duas vezes. Até tive direito a uns sorrisos marotos e uma data de “boa sorte!” e “dá-lhe um beijinho!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não estava muito calor até. Estava o suficiente para o meu corpo ficar quente. Até a água estava morna e calma.&lt;br /&gt;Com a água assim, acabamos por passar a maior parte do tempo lá… na brincadeira!&lt;br /&gt;Ele é mesmo engraçado e carinhoso. Até o pegar em mim e atirar-me para a água ele fazia com cuidado para não me magoar, não como alguns que vimos lá connosco.&lt;br /&gt;Houve uma altura em que ao fugir de mim deu grande queda para trás - só me ria!&lt;br /&gt;Simpática como eu sou, dei-lhe a mão e ajudei-o a levantar-se.&lt;br /&gt;Quando lhe peguei na mão comecei a sentir algo na barriga, algo que aumentou quando ao levantar-se ficou a olhar para mim nos olhos.&lt;br /&gt;Ficou pouco à minha frente quando se levantou.&lt;br /&gt;Senti que sorria; senti que embaraçava…e senti pela primeira vez, com toda a certeza, que estava a gostar dele.&lt;br /&gt;Foi uma sensação óptima e única.&lt;br /&gt;Independentemente de quantos pessoas já tenha gostado, acho que nenhuma tinha mexido assim comigo, como ele mexeu. E quanto mais pensava nisso, mais parecia gostar dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficamos a ver o pôr-do-sol quase até ao fim, sentados lado a lado, quase na mesma toalha.&lt;br /&gt;Tudo o que queria naquele momento era encostar-me a ele, sentir o meu braço a tocar o dele, já sem vergonhas e fazê-lo olhar para mim puxando-o levemente pelo queixo e depois…&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7028918-4959743212729852336?l=deliomelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deliomelo.blogspot.com/feeds/4959743212729852336/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7028918&amp;postID=4959743212729852336' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/4959743212729852336'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/4959743212729852336'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliomelo.blogspot.com/2007/12/trs-cus-vi_14.html' title='Três céus - VII'/><author><name>Délio Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01953185578641012198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_l8TVS9EpN3E/SsdXDowavlI/AAAAAAAAAAM/_zhP8lOscCI/S220/2009_994.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7028918.post-1564417278193606160</id><published>2007-12-13T14:04:00.000-01:00</published><updated>2007-12-13T14:07:33.879-01:00</updated><title type='text'>Três céus - VI</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#3366ff;"&gt;Ele:&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Eram 10 horas e ela ainda não tinha chegado. Será que tinha ficado a dormir? “Bem, ela tem aquele lado dorminhoco nela” – pensei.&lt;br /&gt;Ainda pensei em telefonar-lhe mas se ela realmente estava a dormir, não seria eu que a iria acordar. Fiquei de lhe ligar um pouco mais tarde mas acabei-me por distrair e já eram horas de ir embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabei, foi, por ficar preocupado. Ela não tinha dito nada no dia anterior, e ela até costumava dizer sempre para lhe guardar um lugar para ela junto de mim… ainda por cima ela estava sozinha em casa.&lt;br /&gt;Quando cheguei a casa, a primeira coisa que fiz foi telefonar-lhe logo. Demorou um bocado a atender o telefone e quando o fez veio cá com uma voz…&lt;br /&gt;Ficou tão cansada com a noitada de ontem que ao chegar a casa nem trocou de roupa, nem fechou a janela que tinha deixado aberta desde manhã. E depois pimba: tinha ficado com o pingo no nariz e dores de garganta. “És mesmo tola” – disse-lhe.&lt;br /&gt;Mas como eu era bom rapaz perguntei-lhe onde morava e de tarde fui lá para não a deixar sozinha. Já basta estar doente, ainda por cima estar só…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morava num condomínio, no rés-do-chão, não muito longe da praia. Por acaso era um sítio muito bonito e com muitos espaços verdes.&lt;br /&gt;Toquei à campainha e veio ela de t-shirt e calções abrir-me a porta. Acho que quando a vi quem se começou a sentir mal fui eu…&lt;br /&gt;Levou-me para o quarto dela e sentamo-nos em cima da cama dela. Ela meteu-se debaixo do lençol e começou-me a contar a noite do dia anterior.&lt;br /&gt;Depois de ouvir aquilo tudo até me custava a acreditar como é que ela tinha saído tão diferente das amigas. Elas muito extrovertidas e esta rapariga o oposto – para dizer a verdade, ainda bem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tive que a mandar calar para a fazer descansar um bocado.&lt;br /&gt;Assim que fechou os olhos comecei-lhe a passar a mão pelo cabelo e pela cabeça, a fazer festinhas e passado nem cinco minutos já ela estava praticamente a dormir. Só que quando me levantei para ir fechar a persiana (que estava a deixar entrar muita luz) ela abriu os olhos e perguntou-me se já ia embora. “Não. Só ia baixar a persiana para a luz não te dar nos olhos.” – Disse-lhe enquanto baixava levemente a persiana.&lt;br /&gt;Perguntou-me então se queria ficar mais um bocado com ela, e mesmo que adormecesse para não ir.&lt;br /&gt;Não consegui deixar de sorrir por dentro; eu queria ouvir aquilo!&lt;br /&gt;Fechei a persiana e fui-me deitar ao lado dela.&lt;br /&gt;Ainda dentro do lençol, encostou-se a mim e pediu-me para continuar a mexer-lhe na cabeça. E assim fiz: continuei a mexer-lhe até ver que tinha adormecido, depois cheguei um bocado para o lado e pronto, fechei os olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela era tão bonita a dormir…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde, não sei quanto tempo depois, acordei. Ela estava completamente encostada a mim, com a cara a centímetros da minha.&lt;br /&gt;Não posso negar que isso não me foi indiferente, porque não foi. Pensei em acorda-la ou afastar-me mas… era bom de mais.&lt;br /&gt;Fiquei assim até ela acordar.&lt;br /&gt;Passado um bocado começou a abrir os olhos devagar e a esticar-se. Virou-se de barriga para cima e bocejou. De repente virou-se para a esquerda e deu novamente de caras comigo. Abriu os olhos num instante… acho que não estava à espera de me ver tão perto.&lt;br /&gt;Nos primeiros segundos, olhei para ela fixamente com apenas uma coisa na cabeça. Mas por uma mistura de medo e vergonha recuei.&lt;br /&gt;“Boa tarde dorminhoca” – falei-lhe baixinho. E ela sorriu da maneira mais bonita que eu alguma vez tinha visto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquela imagem ficou comigo durante muitos dias.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffccff;"&gt;Ela:&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O dia começou mesmo mal: cheia de vontade de sair de casa e um nariz a pingar, a fechar-me em casa.&lt;br /&gt;Não havia mais nada a fazer a não ser ver televisão e mandar mensagens pelo telemóvel (foi a única coisa que me entreteve durante a manhã).&lt;br /&gt;Às vezes ainda me levantava e ia à varanda ver as pessoas a passarem. Sentava-me numa cadeira de praia e ficava ali um bocado, pelo menos até o vento me começar a incomodar – não me apetecia ficar pior. Depois, lá ia de novo para a cama no meu quarto e ficava ali a ver televisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando estava a acabar de lavar a louça do almoço o telefone tocou.&lt;br /&gt;Era ele que me estava a ligar – tinha ficado preocupado comigo! Perguntou-me se podia passar por minha casa depois de almoçar. É claro que a resposta foi sim.&lt;br /&gt;Arrumei o resto da cozinha e o meu quarto, que estava a ficar com roupa demais por detrás da porta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já estava a ficar ansiosa. Não sabia se devia preparar já alguma coisa para o lanche ou se deveria ir comprar alguma coisa.&lt;br /&gt;Quando já me tinha vestido para ir buscar algo num instante à loja, toca ele à porta.&lt;br /&gt;Mostrei-lhe a casa e depois fomo-nos sentar para o meu quarto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das coisas que me disse logo foi se precisava que fosse buscar alguma coisa – só pelo prazer de o ver a ser tão querido quase que aceitava.&lt;br /&gt;Contei-lhe como tinha corrido a noite anterior e porque é que tinha chegado a casa totalmente partida. Ainda deu para nos rirmos um bocado!&lt;br /&gt;Depois mandou-me deitar e descansar. Deitei-me e ele começou-me a passar a mão pela cabeça.&lt;br /&gt;Cá dentro saiu um grande “aahhhhh”. Aquilo estava-me a saber tão bem que comecei a ficar mesmo com os olhos pesados.&lt;br /&gt;Estava mesmo a adormecer quando me apercebi de que se estava a levantar. Sem pensar agarrei-lhe o pulso: “Vais embora?” - perguntei-lhe. Mas não, só ia baixar a persiana para que eu dormisse melhor.&lt;br /&gt;Eu não queria que ele fosse embora, queria ficar com ele mais um bocadinho… Por isso perguntei-lhe se não queria ficar, mesmo se adormecesse. Sorriu-me e deitou-se ao meu lado e deu-me mais miminhos (Woo-hoo!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meti-me por baixo do lençol e encostei-me a ele. “Continua a passar-me a mão pela cabeça.” – Pedi-lhe, meio envergonhada.&lt;br /&gt;Com aqueles carinhos todos acabei por adormecer num instante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao acordar não me podia ter acontecido coisa pior… ou será melhor?&lt;br /&gt;Como é meu hábito, assim que acordei espreguicei-me toda. O pior é que quando me virei para o lado esquerdo fiquei com a minha cara praticamente colada à dele.&lt;br /&gt;Ao início até fiquei sem saber como reagir – e só sentia o meu coração a acordar mais depressa que o resto do corpo.&lt;br /&gt;Nunca o tinha olhado tão profundamente. O olhar dele fazia-me ficar quieta, mesmo sem vontade de me mexer.&lt;br /&gt;Quantos mais segundos se passavam, mais clara era uma crescente intenção em mim. Só me queria aproximar mais dele para…&lt;br /&gt;…“ Boa tarde dorminhoca” – disse-me, mostrando um doce sorriso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o resto do dia, aqueles poucos segundos repetiram-se vezes sem conta dentro de mim.Já sentia o meu coração diferente…&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7028918-1564417278193606160?l=deliomelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deliomelo.blogspot.com/feeds/1564417278193606160/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7028918&amp;postID=1564417278193606160' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/1564417278193606160'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/1564417278193606160'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliomelo.blogspot.com/2007/12/trs-cus-vi.html' title='Três céus - VI'/><author><name>Délio Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01953185578641012198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_l8TVS9EpN3E/SsdXDowavlI/AAAAAAAAAAM/_zhP8lOscCI/S220/2009_994.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7028918.post-3625436199654032891</id><published>2007-12-12T13:41:00.000-01:00</published><updated>2007-12-12T13:43:46.929-01:00</updated><title type='text'>Três céus - V</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#3366ff;"&gt;Ele:&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#3366ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Embora o dia tivesse começado com sol e calor como era costume, o tempo acabou por mudar um pouco de repente, e ao fim da manhã, já nuvens cinzentas se começavam a formar no céu.&lt;br /&gt;Passado o almoço e também a temperatura começava a amenizar.&lt;br /&gt;Se por um lado fiquei tristonho por não poder ir à praia com a Sara, também estava a ficar cheio de tanta areia e calor. Eu nunca tinha passado tanto tempo na praia, mas como era para estar com ela…&lt;br /&gt;Mesmo sem estar tempo para praias, isso não seria razão para podermos dar um passeio… pelo Zoo Marine!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficamos de nos encontrar às 2h na entrada da praia para depois apanharmos o comboio turístico que ia directo para lá.&lt;br /&gt;Ela não demorou muito para rapariga – ainda bem que não lhe disse isso porque não sei se me bateria ou se me sorriria!&lt;br /&gt;Eu fui tão à vontade: com calções, t-shirt e sapatilhas e ela, toda aperaltada, com saia e tudo (por acaso nunca a tinha imaginado como rapariga de usar saia, mas ainda bem que a usou). Não é que fosse vestida para uma gala, mas era o suficiente para me deixar ficar mal. Riu-se quando lhe disse isto.&lt;br /&gt;Mas que ela estava bonita estava – e eu era a companhia dela!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela tarde rimo-nos como tolos: era das brincadeiras dos golfinhos que assustavam alguns distraídos nas filas da frente nas bancadas, era de brincadeiras entre nós...&lt;br /&gt;Às vezes notava que estava apenas a vê-la sorrir. Olhava para ela e ficava a vê-la a sorrir. Espero que ao menos não tenha dado nas vistas.&lt;br /&gt;Ela era bem bonita, e por incrível que pareça, vê-la de um modo mais feminino revelou-me um lado mais carinhoso dela que eu não estava à espera e que me agradou bastante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a exibição acabou (juntamente com o meu dinheirinho) apanhamos novamente o comboio.&lt;br /&gt;O tempo tinha ficado um pouco pior, mas lá dentro, com ela apoiada em mim, eu não ligava ao tempo… até estava bem quentinho.&lt;br /&gt;Foi uma viagem de volta em silêncio a maior parte do tempo, mas eu gostei. O silêncio nem sempre é mau e ali até tornou a viagem mais especial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffccff;"&gt;Ela:&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffccff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Depois do almoço fomos dar uma volta. O tempo já começava a ficar cinzento por isso combinamos ir ao Zoo Marine.&lt;br /&gt;Depois do almoço passei meia hora a tentar escolher roupa. “Que conjunto é que levo?”&lt;br /&gt;No meio das minhas coisas encontrei uma saia que tinha trazido mas que já não usava há um ano. Só que eu e as saias…&lt;br /&gt;Como não me conseguia decidir acabei por pegar na saia e numa camisa e fui mesmo assim. Até estava admirada ver a saia servir-me ainda tão bem.&lt;br /&gt;Quando já estava a chegar à praia é que me veio a vergonha. Há muito tempo que não usava saias… e se me ficava mal? – pensava.&lt;br /&gt;Quando ele disse que gostava de me ver assim eu fiquei mais à vontade – e com um sorriso na cara!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tarde foi maravilhosa. Diverti-me imenso lá com ele. Há muito tempo que não me divertia tanto ou me sentia tão feliz assim…&lt;br /&gt;Depois do lanche apanhamos o comboio de volta.&lt;br /&gt;Por mais estranho que pareça, gostei mais de viagem de volta do que a de ida. Não sei bem descrever como foi, mas em silêncio, senti um certo conforto ao lado dele. Sentia que não precisava de falar para passar o tempo. Tê-lo apenas ali era-me suficiente e senti que ele sentia o mesmo. Tinha a certeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À noite as minhas amigas convidaram-me para ir dar um passeio pela praia. Eu tentei recusar porque o tempo não estava muito bom para passear perto da praia, mas não resisti por muito tempo nem elas me largaram também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando cheguei eu já nem me aguentava de pé. Tinha tanto sono que atirei-me para a cama e adormeci sem ter sequer tirado a roupa. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um dia cansativo, verdade. Mas que valeu a pena, valeu!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7028918-3625436199654032891?l=deliomelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deliomelo.blogspot.com/feeds/3625436199654032891/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7028918&amp;postID=3625436199654032891' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/3625436199654032891'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/3625436199654032891'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliomelo.blogspot.com/2007/12/trs-cus-v.html' title='Três céus - V'/><author><name>Délio Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01953185578641012198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_l8TVS9EpN3E/SsdXDowavlI/AAAAAAAAAAM/_zhP8lOscCI/S220/2009_994.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7028918.post-7437753854819207603</id><published>2007-12-11T15:12:00.000-01:00</published><updated>2007-12-12T13:41:00.624-01:00</updated><title type='text'>Três céus - IV</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#3366ff;"&gt;Ele:&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Agora que o gelo tinha sido quebrado iria ser mais fácil falar com ela e conhece-la melhor. Sentia-me confiante – às vezes até pensava em romance... e essa ideia agradava-me bastante.&lt;br /&gt;Embora a conhecesse só há uns dias, a imagem de andar de mão dada com uma rapariga assim tão bonita e a ideia de poder beija-la depressa... devagar... ou abraça-la quando me bem entendesse...&lt;br /&gt;Era algo que tinha procurado até há bem pouco tempo mas que infelizmente não tinha chegado a ter.&lt;br /&gt;Haja calma!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que mais me custava com essas ideias era imaginar algo que tinha falhado. Mas o que realmente doía não era o facto de ter sido posto de lado, mas o facto de que o olhar dela não era o mesmo que ela dava sequer aos amigos. É como se nunca tivesse sido importante para ela. Eu tinha passado de tanta dedicação, atenção e amor a... mais um. Foi isso que me senti.&lt;br /&gt;Mas chega de coisas tristes. Passado é passado e o futuro era risonho (com um sorriso daqueles que te prende o olhar!) – uma das coisas que mais bem lhe ficava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me destes dois dias como se tivesse sido ontem. Eles foram assim tão especiais para mim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Das manhãs que passamos juntos na praia, pelos fins de tarde e noites em passeio, senti uma empatia por ela como nunca tinha sentido por ninguém. Podia dizer que a conhecia desde sempre porque para mim isso era verdade.&lt;br /&gt;Lembro-me da intimidade que apareceu suavemente com cada palavra que trocávamos.&lt;br /&gt;Eu sabia que havia mais para descobrir nela, mas nada seria de totalmente novo ou pelo menos que me deixaria surpreendido.&lt;br /&gt;Sentia-me à vontade com ela para fazer qualquer coisa, até para fazer caretas que me deixavam bem feio e noutra situação, corado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei exactamente bem como é que as coisas chegaram assim tão depressa àquele ponto, mas também não me incomodava, pelo contrário. Só pedia para que não mudassem.&lt;br /&gt;Será que ela sentiria algo como eu?&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffccff;"&gt;Ela:&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tinha adorado o passeio de ontem à noite.&lt;br /&gt;Poder conversar à vontade com ele enquanto passeamos por entre ruas quase desertas foi algo de muito bom, mesmo.&lt;br /&gt;Pode ser um local pequeno e pacato, mas é isso que realmente me agrada.&lt;br /&gt;Por isso decidi ser eu a convida-lo para outro encontro.&lt;br /&gt;Encontramo-nos novamente na praia, mas desta vez não passeamos muito. Ficamos num sítio que era quase como que uma varanda para a praia (ficava perto de uma residencial).&lt;br /&gt;Acabamos por ficar aí o resto da noite a falar.&lt;br /&gt;Ainda tive a sorte dele nos ir comprar gelados – o que só me ajudou a gostar mais dele.&lt;br /&gt;Será que o que disse sem pensar estava mesmo a acontecer? Será que estava mesmo a apaixonar-me por ele? O sentimento de felicidade em mim parecia mostrar-me isso mesmo.&lt;br /&gt;Então, enchi-me de confiança e deitei a cabeça no ombro dele.&lt;br /&gt;Não vi a reacção dele porque fiquei demasiado envergonhada para a procurar. Mas como ele me deitou o braço por cima do ombro, acho que me preocupara sem razão.&lt;br /&gt;Sentia-me tão bem ali e confortável que acho que adormeci sem dar conta.&lt;br /&gt;Lembro-me que de repente abri os olhos e pus-me direita em menos de um segundo. Ouvi-o a rir. Reparou que eu estava já entre o dormir e o continuar acordada.&lt;br /&gt;Estranhei o facto de ter estado tão à vontade para isso acontecer… ou será que estava apenas mais cansada do que pensava?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7028918-7437753854819207603?l=deliomelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deliomelo.blogspot.com/feeds/7437753854819207603/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7028918&amp;postID=7437753854819207603' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/7437753854819207603'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/7437753854819207603'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliomelo.blogspot.com/2007/12/ele-agora-que-o-gelo-tinha-sido.html' title='Três céus - IV'/><author><name>Délio Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01953185578641012198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_l8TVS9EpN3E/SsdXDowavlI/AAAAAAAAAAM/_zhP8lOscCI/S220/2009_994.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7028918.post-6914659956321030769</id><published>2007-12-10T13:55:00.000-01:00</published><updated>2007-12-10T13:59:29.688-01:00</updated><title type='text'>Três céus - III</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;color:#ffccff;"&gt;&lt;em&gt;Ela:&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O meu coração iria ser posto realmente à prova hoje. Iria algo em mim continuar a crescer ou será que se iria refrear? Ainda que levemente, sentia-me inclinada para um lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A manhã tinha começado como uma manhã típica de Verão: quente e carregada de boa disposição.&lt;br /&gt;Levantei-me, vesti-me e fui para a praia. Ainda trinquei alguma coisa para não ir de barriga vazia, mas a fome iria aguardar para depois do banho.&lt;br /&gt;Ao chegar à praia vi-o logo a esticar a toalha e a montar o guarda-sol em seguida.&lt;br /&gt;Sorria... e por fora também!&lt;br /&gt;Fui ter com ele para o cumprimentar. Como estava sozinha e ele também, perguntou-me se lhe fazia companhia. E como também estava sozinha, “claro que “sim”! – Exclamei com alegria.&lt;br /&gt;Falamos durante a manhã inteira e pude ver que era um rapaz mesmo querido. Não exagerava na conversa, nem no modo como agia. Era calmo e ao mesmo tempo adorável de ver.&lt;br /&gt;Ao olha-lo nos olhos senti que havia mais nele do que a sua maneira de ser mostrava. Não era algo de triste, pelo contrário, era algo de bom.&lt;br /&gt;Era magrinho, branquinho, mas saía dele um olhar de carinho muito especial e que me agradava muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda o convidei para, de tarde, vir para junto de mim e das minhas amigas, mas disse-me, um pouco timidamente, que ficava para outro dia, que ir-se-ia sentir “meio sem jeito” – nas suas palavras – entre elas.&lt;br /&gt;Então, acabei por não estar com ele de tarde. Mas antes de ir embora ainda pude estar com ele quando o apanhei a ir para o banho.&lt;br /&gt;Combinamos de nos encontrar de noite depois do jantar na entrada da praia para tomar um café ou passear.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei a casa cheia de vontade.&lt;br /&gt;Tomei um longo banho para tirar a areia e o cheiro do mar e jantei uma grande janta.&lt;br /&gt;Mas ainda faltava tanto tempo para as 21h... O tempo passava devagarinho e nem a televisão parecia ajudar a matar o tempo e a ansiedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já só faltavam trinta minutos. Como não me apeteceu (leia-se aguentar) esperar mais sai e fui para a praia.&lt;br /&gt;Ele chegou ainda não eram 21h.&lt;br /&gt;Antes de irmos para o café fomos dar uma volta. Como ele não conhecia ainda bem a zona decidi fazer-lhe uma mini visita guiada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo estava muito agradável para passear, quase que não havia vento. Ainda era cedo e só os restaurantes estavam cheios de pessoas. Melhor assim, a atmosfera para nós ficava muito melhor com as ruas só para nós.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7028918-6914659956321030769?l=deliomelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deliomelo.blogspot.com/feeds/6914659956321030769/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7028918&amp;postID=6914659956321030769' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/6914659956321030769'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/6914659956321030769'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliomelo.blogspot.com/2007/12/trs-cus-iii.html' title='Três céus - III'/><author><name>Délio Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01953185578641012198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_l8TVS9EpN3E/SsdXDowavlI/AAAAAAAAAAM/_zhP8lOscCI/S220/2009_994.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7028918.post-3248560025920479111</id><published>2007-12-09T22:15:00.000-01:00</published><updated>2007-12-09T22:21:36.867-01:00</updated><title type='text'>Três céus - II</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#3366ff;"&gt;&lt;em&gt;Ele:&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Acordei cedo pela manhã já com os olhos no lugar de ontem.&lt;br /&gt;Depois do pequeno-almoço pus-me a caminho e como esperava, o lugar lá estava à minha espera.&lt;br /&gt;Àquela hora ainda a água do mar estava bem lá ao fundo.&lt;br /&gt;Andei, andei e andei e só passado um bom bocado é que comecei a ter água pela cinta. Realmente, devia ter deixado o pequeno-almoço para quando chegasse à praia.&lt;br /&gt;Foi só sol, calor e passeios pela praia naquela manhã. E quando chegou a meia hora, era tempo de me por a caminho.&lt;br /&gt;Quando virei costas ao mar para começar a ir embora vi que ela estava mesmo por detrás de mim (acho que não chegava a cinco metros). Mas como é que eu não a vi antes?&lt;br /&gt;Pensei se devia ficar mais um bocado… mas com as tralhas todas já na mão, ainda estar a montar tudo outra vez, das duas, uma: ou pensava que era tolinho, ou que ficava por ela.&lt;br /&gt;Bem, ao menos pude vê-la outra vez. Pena não ter reparado antes, mas enfim…&lt;br /&gt;Embora a sensação não fosse igual à da noite anterior, era boa na mesma. Ao olhar para ela até me fazia sentir diferente e ao mesmo tempo, uma certa familiaridade - algo que eu queria sentir outra vez.&lt;br /&gt;E como olhou para mim pode ser que se tenha lembrado de mim. Também, não é que tenha passado tanto tempo assim desde ontem à noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto caminhava para casa pus-me a pensar: ela estava sozinha... Será que veio sozinho para a praia? Será que está cá sozinha como eu? Era bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À tarde fui um pouco mais cedo do que tinha planeado para ver se a via (queria eu lá saber se ficava no mesmo sítio), mas não a vi em lado nenhum. Nem quando passeava e espreitava para os lados a cheguei a ver.&lt;br /&gt;Enfim, um pouco de desconsolo também nunca fez mal a ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noite já tinha chegado e com ela o último dia de festa. E quem sabia, talvez o dia de ontem de repetisse.&lt;br /&gt;Mas não parecia que isso iria acontecer, porque já começava a ficar tarde e as pessoas começavam a levar os filhos embora e ela ainda nada.&lt;br /&gt;Eu não a queria ver muito, nem pouco, apenas queria vê-la… até que dobrei a última esquina a caminho de casa.&lt;br /&gt;Assim do nada, quebrando um silêncio de passos, vozes e pessoas ela apareceu.&lt;br /&gt;Bastou um segundo de frente a frente com ela para tudo começar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela olhou para mim com aqueles olhos (absolutamente) lindos e de mim saiu um “olá”- nem pensei, saiu-me (abençoada vontade inconsciente porque foi por ela que começamos a falar).&lt;br /&gt;Depois de um “olá”, veio o nome, onde morava, até vir a conversa de xaxa sobre o calor e o mar.&lt;br /&gt;Nossa… que rapariga!&lt;br /&gt;A maneira gentil como ela falava… podia-me ter pedido qualquer coisa que eu acho que fazia naquela altura. Ainda me consigo lembrar daquele olhar tão sentido que ela me dava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de ela se ir embora fui a sorrir o caminho todo que me faltava para casa… “espera eu não lhe perguntei se ela ia amanhã à praia!” – pensei.&lt;br /&gt;Foi o meu amor-próprio que me impediu bater a mim próprio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffccff;"&gt;&lt;em&gt;Ela:&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffccff;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Era outra manhã de sol.&lt;br /&gt;O silêncio, os raios de sol no meu quarto e um sentimento de liberdade faziam-me sorrir com muita vontade… ou será que terá sido do sonho que tive? Quem sabe…hihihi&lt;br /&gt;Por ter dormido um pouco mais – também quem resistia àquele ambiente perfeito? – acabei por ir para a praia um pouco mais tarde do que queria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que cheguei a meio da manhã mas mesmo assim a praia ainda estava meio vazia - ou será meia cheia?&lt;br /&gt;Eu também não gosto de confusões. Prefiro mesmo um bocado de sossego de vez em quando. Então quando se pode gozar do som das ondas do mar a quebrar, do sol a reflectir na superfície do mar enquanto dás um passeio…&lt;br /&gt;E foi a meio deste passeio que o vi a andar pela água.&lt;br /&gt;Era tão branquinho… e fofinho? Devia ter alguma coisa de especial ao ponto de me deixar envergonhada ao ponto de hesitar em ir falar com ele!&lt;br /&gt;Antes de sair da água ele olhou na minha direcção e foi ai que realmente senti algo em mim de diferente. Com o brilho todo por trás e em aquele passo lento ele mexeu comigo.&lt;br /&gt;Ele acabou por seguir no passeio, não me deve sequer ter visto - caramba…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passei a maior parte do dia a apanhar sol. O que eu não dou pelo sol a passar-me calor no corpo… ahh…&lt;br /&gt;Com o ouvido encostado à areia tudo parecia mudar: os passos soavam mais pesados, até as vozes soavam um bocado diferente. Isto sempre foi para mim uma sensação de relaxamento muito boa. Por isso quando chegava a hora de ir embora ia sempre sem muita vontade.&lt;br /&gt;Ao levantar-me reparei que ele estava mesmo à minha frente. Estava de cabeça na minha direcção a apanhar sol.&lt;br /&gt;Enquanto arranjava as coisas para se ir embora, não deu para não ficar a vê-lo. Ao passar por mim acho que ficou admirado de me ver, pelo menos foi isso que eu vi na cara dele.&lt;br /&gt;Eu também acabei por ir pouco depois. E à tarde quando pensava que iria vê-lo de novo, as minhas amigas tiveram a bela ideia de me levarem para outro sítio. E logo por causa de gajos!&lt;br /&gt;De início o meu corpo estava com elas, mas a minha mente estava noutro local, à procura.&lt;br /&gt;Quando isso passou acabei por me divertir com elas. Há já algum tempo que não estava com elas, e aliás, foi por elas que vim. Falamos, rimos (bem alto) e falamos mais um bocado.&lt;br /&gt;Até que me soube muito bem estar de novo com elas, já tinha saudades das minhas compinchas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabamos por ir todas jantar a casa da Tiaga com direito a jantar feito pela própria! Comi tanto naquela noite…mais parecia que tinha um buraco negro em vez de estômago!&lt;br /&gt;E como é habitual quando raparigas se juntam, a conversa dura até às tantas e acaba mais tarde ou mais cedo por meter rapazes pelo meio – e aquele dia não tinha sido excepção!&lt;br /&gt;Ainda que meio envergonhada acabei por falar num certo rapaz. Contei-lhes como o tinha conhecido/visto e que até estava um bocado interessada nele. Não foi preciso mais para que aquelas tolas, especialmente a Tiaga, começarem logo com “amor à primeira vista”! Ao menos deu para nos rirmos um bocado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por causa da conversa acabei por sair de lá um pouco tarde, por isso sai em passeio de corrida.&lt;br /&gt;Ao dobrar a esquina ele apareceu-me mesmo à minha frente. Até senti algo a subir por mim acima. Não sei se foi do susto de ver alguém aparecer do nada ou se foi porque o tinha visto outra vez.&lt;br /&gt;Ele foi o primeiro a dizer “olá”. Começamos a conversar e nem o cansaço de um dia tão animado, me fez sentir um bocadito com vontade de ir embora. Mas eu, burra, acabei por ser a primeira a despedir-me.&lt;br /&gt;Um dia a minha vergonha vai-me dar chatices.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E lá fui eu, toda animada para casa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando cheguei, estava tão cansada que acho que adormeci a meio caminho do salto que dei para a cama!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7028918-3248560025920479111?l=deliomelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deliomelo.blogspot.com/feeds/3248560025920479111/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7028918&amp;postID=3248560025920479111' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/3248560025920479111'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/3248560025920479111'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliomelo.blogspot.com/2007/12/trs-cus-ii.html' title='Três céus - II'/><author><name>Délio Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01953185578641012198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_l8TVS9EpN3E/SsdXDowavlI/AAAAAAAAAAM/_zhP8lOscCI/S220/2009_994.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7028918.post-5905377355663753079</id><published>2007-12-08T21:27:00.000-01:00</published><updated>2007-12-08T21:32:59.137-01:00</updated><title type='text'>Três céus - I</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#3366ff;"&gt;Ele:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Devo ter chegado eram para ai quê... 10:30? Era cedo mas já com o calor a fazer-se sentir. Também não era para menos...era Verão!&lt;br /&gt;Era uma localidade mesmo bonita: o branco cá em baixo combinava perfeitamente com um céu limpo e azul lá em cima.&lt;br /&gt;Deveras, um lugar que transpirava acalmia e paz. E quanto mais caminhava, desde o comboio até à minha casa, melhor percebia isso.&lt;br /&gt;Pareceu-me que tinha chegado ao local ideal para mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais ao fim do dia fui à praia.&lt;br /&gt;O pôr-do-sol já começava a cair por detrás do oceano, poucas pessoas restavam na areia e mesmo essas pareciam cansadas de um dia quente.&lt;br /&gt;Lá, dei com um sítio simplesmente “perfeito”. Já me imaginava lá amanhã de manhã junto daquele enorme rochedo – esperando estar só para estar à vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na minha primeira noite lá, deparei com uma festa enquanto dava o meu passeio.&lt;br /&gt;Estava escondida entre os prédios, por isso só ouvia a música e via o reflexo das luzes verde e vermelho.&lt;br /&gt;“... e porque não?!” – pensei.&lt;br /&gt;As pequenas ruas entre os prédios estavam repletas de comerciantes, pessoas e fitas que quase nos raspavam na cabeça. Miúdos andavam de um lado para o outro na correria sem a mais pequena das preocupações. Era divertido de ver...&lt;br /&gt;No meio daquela multidão apareceu-me um rosto... um rosto de uma rapariga.&lt;br /&gt;Algo naquela cara me fez olhar mais e mais para ela - acho que até cheguei a parar no meio da rua a olhar. E do lado de lá veio um olhar de lado, um breve mas inspirador olhar, quase como se ela me conhecesse por dentro totalmente...&lt;br /&gt;Mas logo alguém se pôs à frente, e ao irem embora, levaram o rosto daquela rapariga.&lt;br /&gt;Bastaram três segundos para sentir falta de algo?!&lt;br /&gt;Quando me preparava para adormecer, a luz da lua que entrava pela janela, que varria o chão até chegar aos meus olhos, iluminou-me a mente e o coração com uma pergunta e um outro desejo: “quem era ela?”; “quem me dera vê-la outra vez”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffccff;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Ela:&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Este ano não me apetecia muito vir para aqui. Não tinha muita vontade de ir para a praia ou estar debaixo do calor. Ainda tinha a cabeça demasiado ocupada com um problema…&lt;br /&gt;Ainda por cima tinha chegado no pico do calor: ao meio-dia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não fiz muito da parte da tarde, fui ter com as minhas amigas do costume e fomos à praia ver o pôr-do-sol na praia. Acabou por ser isto a tirar-me a tristeza… isso e as minhas amigas. Com elas não havia tristeza que durasse. Afinal sempre tinha mais sorte do que pensava….&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa mesma noite elas levaram-me para uma festa onde elas estavam a morar. Lembro-me que a minha primeira reacção foi pensar para mi próprio como é que num local tão pequeno havia muita gente a passear.&lt;br /&gt;Mas o melhor era o riso dos pequenos. Não havia melhor coisa para mim do que vê-las a correr e a rir às gargalhadas. Faziam-me lembrar os meus tempos quando era criança e eu era assim.&lt;br /&gt;E quando eu estava a olhar para elas vi pelo canto do olho um rapaz. Não sei o que ele tinha, mas a maneira como olhava para mim fazia-me sentir algo… especial, bom. Não fossem as minhas amigas a puxarem-me e acho que não deixava de olhar para ele.&lt;br /&gt;Mesmo quando estava na janela do meu quarto, de pijama, a olhar cá para baixo a ver o resto da festa, confesso que quis continuar a olhar para ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui assim que adormeci, a pensar… com um sorriso.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7028918-5905377355663753079?l=deliomelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deliomelo.blogspot.com/feeds/5905377355663753079/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7028918&amp;postID=5905377355663753079' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/5905377355663753079'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/5905377355663753079'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliomelo.blogspot.com/2007/12/trs-cus-i.html' title='Três céus - I'/><author><name>Délio Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01953185578641012198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_l8TVS9EpN3E/SsdXDowavlI/AAAAAAAAAAM/_zhP8lOscCI/S220/2009_994.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7028918.post-2402373763652694492</id><published>2007-11-22T22:40:00.000-01:00</published><updated>2007-11-22T22:41:49.133-01:00</updated><title type='text'>"Abri a janela e..."</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Foi de tarde, num dia de calor e brisa quente penetrante, que eu contemplei.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abri a janela e encostei-me na sua ombreira. De dentro vinha uma suave música que ia sendo abafada pelo flutuar do cortinado ao ser mexido pelo vento.&lt;br /&gt;Ali, observava, como que guardando com os olhos, os prédios em redor, as frágeis árvores e a erva do (futuro) jardim, aquela pessoa ou outra que passava, o ar, a luz do dia e o calor no ar, o espaço e o tempo.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Foi de tarde - foi naquela tarde - um momento único, onde algo parecia ter atrasado o tempo, dando-me a sensação de ver tudo a existir e mexer-se ao mesmo tempo. E tudo era bonito.&lt;br /&gt;Por mim percorria tudo isto novamente - num dia onde no meu coração existia paz e compreensão.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7028918-2402373763652694492?l=deliomelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deliomelo.blogspot.com/feeds/2402373763652694492/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7028918&amp;postID=2402373763652694492' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/2402373763652694492'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/2402373763652694492'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliomelo.blogspot.com/2007/11/abri-janela-e.html' title='&quot;Abri a janela e...&quot;'/><author><name>Délio Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01953185578641012198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_l8TVS9EpN3E/SsdXDowavlI/AAAAAAAAAAM/_zhP8lOscCI/S220/2009_994.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7028918.post-2607475196318159988</id><published>2007-11-16T18:02:00.000-01:00</published><updated>2007-11-16T18:09:47.162-01:00</updated><title type='text'>"Gears of the Machine"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;"...There’s a time when the operation of the machine becomes so odious, makes you so sick at heart that you can’t take part! You can’t even passively take part! And you’ve got to put your bodies upon the gears and upon the wheels, upon the levers, upon all the apparatus — and you’ve got to make it stop! And you’ve got to indicate to the people who run it, to the people who own it — that unless you’re free the machine will be prevented from working at all!!" - Mario Savio, 2 de Dezembro de 1964.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7028918-2607475196318159988?l=deliomelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deliomelo.blogspot.com/feeds/2607475196318159988/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7028918&amp;postID=2607475196318159988' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/2607475196318159988'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/2607475196318159988'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliomelo.blogspot.com/2007/11/gears-of-machine.html' title='&quot;Gears of the Machine&quot;'/><author><name>Délio Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01953185578641012198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_l8TVS9EpN3E/SsdXDowavlI/AAAAAAAAAAM/_zhP8lOscCI/S220/2009_994.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7028918.post-5074159601899072028</id><published>2007-11-11T21:29:00.000-01:00</published><updated>2007-11-11T21:30:09.942-01:00</updated><title type='text'>Não é inveja</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Porque é que às vezes ficamos tão miseráveis na presença da felicidade dos outros?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é inveja? Eu não lhes quero tirar nada - mas também não me ocorre desejar-lhes nada.&lt;br /&gt;Ao ver apenas uma foto eu lembro-me de que não tenho aquilo. Posso passar 364 dias de um ano sem pensar ou sofrer com aquilo, mas naquele último, naquele único momento, volta tudo ao mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Então, não me apetece fazer nada. Não me apetece rir, não me apetecer falar, nem me apetece mexer...&lt;br /&gt;Não me apetece mais nada. E a única coisa que me preenche é esta apatia - a mesma que me tirou a alegria toda. Estranho, não é? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Agora, enquanto ouço música, continuo a olhar para o monitor à procura de algo… só não me lembro de quê…&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7028918-5074159601899072028?l=deliomelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deliomelo.blogspot.com/feeds/5074159601899072028/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7028918&amp;postID=5074159601899072028' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/5074159601899072028'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/5074159601899072028'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliomelo.blogspot.com/2007/11/no-inveja.html' title='Não é inveja'/><author><name>Délio Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01953185578641012198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_l8TVS9EpN3E/SsdXDowavlI/AAAAAAAAAAM/_zhP8lOscCI/S220/2009_994.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7028918.post-7792961861697864369</id><published>2007-10-03T20:22:00.000Z</published><updated>2007-10-03T20:26:04.619Z</updated><title type='text'>Hipnotizado?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Eu estava só sentado, a pensar, com um papel branco na mão.&lt;br /&gt;Pensava em coisas que já devia ter esquecido... pensava outra vez, com outra pessoa.&lt;br /&gt;Já perdi a conta às pessoas que me serviram para essa altura e que agora não me dizem nada. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Faço e meu filme na minha cabeça e sigo em frente - até chegar a vez da próxima. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pensava, quando o papel branco tomou o centro da minha atenção e naqueles segundos deixei de saber o que fazer. Quase como se tivesse uma crise de ausência por um breve momento, e ao ganhar novamente consciência lá estava o papel que eu rodava vezes sem conta e dali não saia, nem sabia sair.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Apenas tinha em mim uma estranha consciência de perda – quando não perdi nada. Eu sabia – e sei – de onde vinha esse sentimento. É que esse “pensar” trazia de volta algo: um efeito de uma causa; uma reacção de uma reacção. Era inevitável, ele vinha e virá sempre à mistura.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E continuava a pensar que a queria… e contínuo (mesmo que sem consciência de o fazer?).&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7028918-7792961861697864369?l=deliomelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deliomelo.blogspot.com/feeds/7792961861697864369/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7028918&amp;postID=7792961861697864369' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/7792961861697864369'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/7792961861697864369'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliomelo.blogspot.com/2007/10/hipnotizado.html' title='Hipnotizado?'/><author><name>Délio Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01953185578641012198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_l8TVS9EpN3E/SsdXDowavlI/AAAAAAAAAAM/_zhP8lOscCI/S220/2009_994.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7028918.post-9168787993854340001</id><published>2007-08-29T21:06:00.000Z</published><updated>2007-08-29T21:20:28.642Z</updated><title type='text'>No reflexo, um mundo original</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Há muito tempo atrás, num lugar distante, havia uma pequena casa. Ao seu redor não havia uma única flor, uma única pessoa ou o mais pequeno barulho. Nada existia ali.&lt;br /&gt;Um dia, o fumo que saia já fraco da chaminé deixou de sair e o Homem que lá vivia, sentindo pela primeira vez frio na pele arrepiada e nos ossos, perguntou-se “Aonde estão as flores do meu campo, as pessoas que por aqui passaram e as palavras do mundo?”&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O mundo tinha parado. Dentro dele apenas restava aquela pergunta, a que ele não conseguiu responder, mesmo ouvindo vezes e vezes sem conta, dentro de si, a pergunta que antes tinha feito.&lt;br /&gt;“Mas o que é que me aconteceu?” – interrogou-se novamente.&lt;br /&gt;Então uma grande ventania surgiu no horizonte e com uma imensa força arrancou o telhado, levando-o para muito longe.&lt;br /&gt;Sem telhado, o frágil corpo daquele velhinho arrepiava-se cada vez mais e todo o seu corpo doía por causa do frio.&lt;br /&gt;“Eu tenho tanto frio. Se ao menos tivesse um cobertor para me tapar o corpo!” – exclamou para fora.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma segunda rajada de vento, ainda mais forte que a primeira, destruiu as paredes e levou consigo todos os destroços tirando àquele Homem novo refúgio.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sem telhado e sem paredes que o protegessem do frio, o Homem aninhou-se e cobrindo os joelhos com os braços, procurou em vão aquecer-se a si mesmo. Mas o tempo passava e cada vez mais sentia fraqueza. Pensamentos de morte percorriam-lhe a mente.&lt;br /&gt;“Ajudem-me!” – gritava ele em busca de um salvador. E cada vez mais alto lhe saiam da boca os gritos: “Por favor, alguém!”&lt;br /&gt;Ainda aninhado, calado pelo fracasso e silêncio, fixando o chão, já conseguia ouvir um decrescente bater do seu coração. “Eu vou morrer…” – pensava, com as lágrimas a correrem o rosto, uma atrás da outra. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Uma enorme poça de choro começou-se a formar por debaixo daquele Homem que não parava de chorar. E foi ai que ele reparou que no reflexo que a água trazia, ao contrário do que ele conseguia ver no seu mundo, habitavam todas aquelas flores, pessoas e palavras que ele outrora conheceu.&lt;br /&gt;Admirado por voltar a ver tudo o que desejou desde criança, sorriu… como não sorria há anos. E com uma força que não sabia ter, desejou aquele mundo novamente.&lt;br /&gt;Foi esse desejo que parou o vento, o frio e as lágrimas e o encheu novamente de vida. E com esse sentimento veio a consciência dos seus erros, egoísmos e  indiferença perante a Vida que lhe tinha sido dada por alguém especial para ele.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Com o coração curado e sentido uma nova vida dentro de si, sentou-se e olhando para o céu disse: “Obrigado!” - a última coisa que disse antes de desaparecer para o mundo que viu reflexo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7028918-9168787993854340001?l=deliomelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deliomelo.blogspot.com/feeds/9168787993854340001/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7028918&amp;postID=9168787993854340001' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/9168787993854340001'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/9168787993854340001'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliomelo.blogspot.com/2007/08/no-reflexo-um-mundo-original.html' title='No reflexo, um mundo original'/><author><name>Délio Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01953185578641012198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_l8TVS9EpN3E/SsdXDowavlI/AAAAAAAAAAM/_zhP8lOscCI/S220/2009_994.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7028918.post-6806628003667418009</id><published>2007-08-15T21:15:00.000Z</published><updated>2007-08-15T21:19:02.507Z</updated><title type='text'>Sempre</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Na minha rua passam carros a toda a hora – de um lado para o outro, daqui para ali…&lt;br /&gt;Há minha frente está um grande prédio que me tapa muita da vista que tinha antes de vir para aqui morar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Pode parecer estranho mas ao olhar para fora de casa, sentado na varanda, parece que fui de férias para um lugar “esquisito”… e estou aqui há quanto tempo? 10 anos?&lt;br /&gt;Talvez este sítio não seja o melhor para mim. Secalhar eu é que sou o organismo estranho no sistema. Mas há algo de especial aqui também. Ao olhar para a esquerda há um pequeno grupo de prédios que parecem estar sempre na mesma, como se tivessem sido deixados ao (ao tempo). Não são bonitos, têm algo no seu desenho como conjunto que os tornam especiais (como uma memória antiga ou um sonho quase real que nos levou para cantos que simplesmente não existem neste mundo acordado). E logo por trás, um conjunto de montes que transpira ainda mais acalmia do que o outro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Se olhar para um não consigo atingir a beleza do seu cenário, é quando os vejo simultaneamente que pareço ver algo mais.&lt;br /&gt;Como é que duas imagens tão distantes, tão distintas, parecem agora tão próximas, tão ligadas… tão “necessárias”?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Porque é que só consigo descobrir este lugar às vezes? E tantas mais perguntas me passam agora pela cabeça...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7028918-6806628003667418009?l=deliomelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deliomelo.blogspot.com/feeds/6806628003667418009/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7028918&amp;postID=6806628003667418009' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/6806628003667418009'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/6806628003667418009'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliomelo.blogspot.com/2007/08/sempre.html' title='Sempre'/><author><name>Délio Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01953185578641012198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_l8TVS9EpN3E/SsdXDowavlI/AAAAAAAAAAM/_zhP8lOscCI/S220/2009_994.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7028918.post-2715696288001158046</id><published>2007-07-18T21:15:00.001Z</published><updated>2007-07-18T21:15:41.500Z</updated><title type='text'>No firmamento</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;No firmamento azul e branco do céu batiam aquelas asas, vezes e vezes sem conta, rompendo uma e outra vez com um passado – ganhando uma nova configuração para o futuro –, aprendiam a viver cada vez mais e melhor até que... por debaixo, furando o céu subia o símbolo da sua cada vez mais fatídica morte. E por fim ela veio, acabando outra vez com outro bater de asas e recriando aquele silêncio primordial - agora um silêncio corrompido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anos depois, o firmamento voltou a ser ocupado por asas estáticas, por vôos mais rápidos e acutilantes por entre as nuvens. Que destino aguardaria esta nova “ave”?&lt;br /&gt;Voando rapidamente por entre virgens terras, como que envergonhadamente, atirava sobre as jovens e sábias mentes um intragável terror tão forte que mudaria a face da terra para sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o azul e branco compurscados, que caminho restava ao Homem para chegar ao céu que tanto ansiava?&lt;br /&gt;Foi com o primeiro olhar... com aqueles dois olhos cintilantes, a olhar em direcção ao céu, reflectindo-o, que a resposta mais simples e essencial surgiu: “o meu céu vive também dentro de mim.”&lt;br /&gt;Então, todos os homens e mulheres que alguma vez se conheceram como humanos, decidiram que para subir ao céu teriam que se elevar num momento sem fim e captar para sí aquele céu que adoravam, aqueles sonhos que sonhavam.&lt;br /&gt;Mas nem todos conseguiram dobrar tal cabo tormentoso. Uns caíram já sem força, enquanto que outros foram puxados por invejas e vontades que se queriam vender honestas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem todos se safaram, ainda que todos pudessem.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7028918-2715696288001158046?l=deliomelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deliomelo.blogspot.com/feeds/2715696288001158046/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7028918&amp;postID=2715696288001158046' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/2715696288001158046'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/2715696288001158046'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliomelo.blogspot.com/2007/07/no-firmamento.html' title='No firmamento'/><author><name>Délio Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01953185578641012198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_l8TVS9EpN3E/SsdXDowavlI/AAAAAAAAAAM/_zhP8lOscCI/S220/2009_994.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7028918.post-1822970671542954332</id><published>2007-07-07T16:42:00.000Z</published><updated>2007-07-07T16:44:19.220Z</updated><title type='text'>Como pode um colosso morrer?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Como pode um colosso morrer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A felicidade não é reflexo de um Homem, mas de uma nação (humana). E é ai que começa a falsa percepção.&lt;br /&gt;não adianta procura-la só para nós e fechá-la a sete chaves como se de uma coisa rara se tratasse (não fossem estes os nossos tempos).&lt;br /&gt;Há ilusão maior do que esta? É como querer um oceano para um só Homem com sede. E os outros?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia em que pensares que já andaste muito vais olhar para trás e vais ver o início colado às tuas costas.&lt;br /&gt;Não poderia haver mais sinais todos os dias do quão cegas e erradas estão as pessoas, seja por se deixarem guiar por prazeres, por falsas crenças ou pela ideia de que o mundo funciona bem sem a sua intervenção.&lt;br /&gt;Mas não funciona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo partilha um único coração e lá dentro estamos todos, quer nos apercebamos disso quer não.&lt;br /&gt;É verdade que não consigo sentir o mundo inteiro ao mesmo tempo e da mesma maneira. Nem é suposto. Quando ao meu olhar fugir uma pessoa era suposto estar lá alguém...&lt;br /&gt;Mas não está.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estranhamente as pessoas associaram amor, empatia e amizade com o espaço: quanto mais perto da vista, mais perto do coração; quanto mais longe da vista, mais longe do coração.&lt;br /&gt;Meio mundo deixou de reconhecer o outro até que um vizinho passou a esquecer o outro, quase como se múltiplas realidades coexisitissem dentro de uma maior e assim o mundo de cada se revelava diferente com mais ou menos pessoas, com mais ou menos valor.&lt;br /&gt;"Beber para esqueçer", ignorar para não lembrar (quando o sofrimento nos impele a fazer algo mas a tentação de ficar quieto nos vence).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há colossos que morrem aos poucos, há outros que não aguentam tanto...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7028918-1822970671542954332?l=deliomelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deliomelo.blogspot.com/feeds/1822970671542954332/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7028918&amp;postID=1822970671542954332' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/1822970671542954332'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/1822970671542954332'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliomelo.blogspot.com/2007/07/como-pode-um-colosso-morrer.html' title='Como pode um colosso morrer?'/><author><name>Délio Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01953185578641012198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_l8TVS9EpN3E/SsdXDowavlI/AAAAAAAAAAM/_zhP8lOscCI/S220/2009_994.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7028918.post-7826606841379583028</id><published>2007-06-20T20:30:00.000Z</published><updated>2007-06-20T20:39:55.180Z</updated><title type='text'>Ao amor sempre sorri... mas agoro choro.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Foi até eu que prometi...&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;O meu corpo já se começa a ressentir do cansaço mas não posso parar agora. Mas para onde vou mesmo? Com ela às costas eu vou para onde ela quiser ir – para onde o sol se estiver a pôr.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu ouço-a a ofegar. O coração dela deve estar a doer-lhe outra vez (e a dor dela está a dar cabo de mim). Mas a ideia de que o seu coração fraco a vai levar para longe de mim e ao seu sorriso, o olhar que ela me dava... faz-me respirar o mais fundo possível para não a deixar ver-me a chorar.&lt;br /&gt;Acho que encontrei o sítio certo para pararmos. O sol está quase a por-se, por isso é melhor ficarmos aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A esta hora o frio começa a fazer-se sentir. Dou-lhe o meu casaco e deito-a no chão para que o vento lhe toque o minímo possível - &lt;em&gt;ela está tão frágil...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Ela pergunta-me se eu acredito no destino. Que lhe hei-de responder? Não sei se sim ou se não. Mas o nosso amor não pode ter sido acidental...&lt;br /&gt;Um último e delapidante beijo eu lhe dei – e o sol ficou para trás de nós. Nunca nos tinhamos beijado assim. Tanto amor... não, não é por sentimento de perda, é amor mesmo – e dor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela quis-se levantar mas os seus olhos mostraram-me uma dor... um sentir de que chegara a hora; os nossos últimos segundos.&lt;br /&gt;Não sei como mas sem pensar o meu corpo agarrou-a como que por instincto.&lt;br /&gt;Com ela nos braços prometeu-me que me iria amar para sempre – &lt;em&gt;oh não, as minhas lágrimas...&lt;/em&gt; – que nunca queria que me sentisse sozinho ou triste.&lt;br /&gt;Naquele momento, sentia o desespero a nascer como se um fogo lento me começasse a queimar e eu o sentisse (a crescer) cada segundo que passava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha chegado o fim; o seu último fôlego.&lt;br /&gt;Com a cabeça inclinada para trás, e um braço caído, eu sabia a causa de um vazio em mim.&lt;br /&gt;Os olhos dela estavam fechados. Não queria acreditar em algo que nem sequer conseguia conceber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu amor morreu.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Sinto tanto a tua falta... por favor, volta. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7028918-7826606841379583028?l=deliomelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deliomelo.blogspot.com/feeds/7826606841379583028/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7028918&amp;postID=7826606841379583028' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/7826606841379583028'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/7826606841379583028'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliomelo.blogspot.com/2007/06/ao-amor-sempre-sorri-mas-agoro-choro.html' title='Ao amor sempre sorri... mas agoro choro.'/><author><name>Délio Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01953185578641012198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_l8TVS9EpN3E/SsdXDowavlI/AAAAAAAAAAM/_zhP8lOscCI/S220/2009_994.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7028918.post-8070302334559741974</id><published>2007-06-07T14:14:00.000Z</published><updated>2007-06-07T14:16:12.423Z</updated><title type='text'>O que eu vejo...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;De vez em quando os meus olhos mostram-me coisas que eu nunca tinha visto em coisas que conheço há anos.&lt;br /&gt;O que é?&lt;br /&gt;Nem eu sei explicar a mim próprio. Não sei se ganho temporariamente conciência daquele específico sítio ou algo, ou se os meus olhos imaginam esse algo como que ganhando uma vida própria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora confuso, não deixa de ser... especial. É como se aquilo que me prende a vista fosse em si um algo aparte - algo não deste existir? Pelo menos é assim que me apetece, agora, vê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou simplesmente é em toda a sua beleza e importância, como o primeiro olhar apaixonado por uma cara não tão diferente de todas as outras.&lt;br /&gt;Mas também, não é por isso que deixa de ter aquele “algo” especial que nos apanha e nos leva para onde quer que vá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é que mudou tão de repente?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7028918-8070302334559741974?l=deliomelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deliomelo.blogspot.com/feeds/8070302334559741974/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7028918&amp;postID=8070302334559741974' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/8070302334559741974'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/8070302334559741974'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliomelo.blogspot.com/2007/06/o-que-eu-vejo.html' title='O que eu vejo...'/><author><name>Délio Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01953185578641012198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_l8TVS9EpN3E/SsdXDowavlI/AAAAAAAAAAM/_zhP8lOscCI/S220/2009_994.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7028918.post-1171842580556927588</id><published>2007-05-30T21:53:00.000Z</published><updated>2007-05-30T21:54:50.732Z</updated><title type='text'>E ainda 20 graus...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O cansaço trazido pelo número crescente horas de calor traz a consciência de uma nova época que está à porta.&lt;br /&gt;Neste breve momento de quietude, um simples e certo sentimento: o verão está ai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A (minha) janela aberta traz aqueles raios de sol que só existem nessa altura, mas…&lt;br /&gt;Acalmia misturada com abafamento… será possível ainda ver esta nova temporada de olhos nos olhos? Ou será que o calor desta vez irá ser demais? – tão quente que até os meus olhos ardem e me enevoam a vista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda a gente precisa é de respirar em paz e se regozijar naquilo que nos continua a cercar.&lt;br /&gt;E ainda agora vamos pouco acima dos 20 graus...&lt;br /&gt;Onde está a minha fé quando preciso dela? Talvez demasiado pensativo sobre a minha própria condição, talvez…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A solução? Nada está acabado ainda, não enquanto eu tiver algo a dizer.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7028918-1171842580556927588?l=deliomelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deliomelo.blogspot.com/feeds/1171842580556927588/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7028918&amp;postID=1171842580556927588' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/1171842580556927588'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/1171842580556927588'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliomelo.blogspot.com/2007/05/e-ainda-20-graus.html' title='E ainda 20 graus...'/><author><name>Délio Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01953185578641012198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_l8TVS9EpN3E/SsdXDowavlI/AAAAAAAAAAM/_zhP8lOscCI/S220/2009_994.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7028918.post-220572534959337553</id><published>2007-05-20T21:52:00.000Z</published><updated>2007-05-20T21:55:33.807Z</updated><title type='text'>1 dia que durou para sempre - entre o sol e uma sombra</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A minha vida mudou: perdi o meu filho e o meu marido. O meu filho morreu e o amor do meu marido murchou.&lt;br /&gt;Como é que tudo mudou tão repentinamente? O que é que aconteceu aos risos que partilhavamos os dois? Fui eu que mudei e não me apercebi ou tu que choraste longe da minha vista?&lt;br /&gt;Longe da vista não é longe do coração. Um coração a dois acaba sempre sentir o sofrimento do outro mais tarde ou mais cedo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase metade da minha já foi vivida e parece que gastei quase tudo o que tinha para gastar só nestes anos.&lt;br /&gt;Desde que me deixaste só me restou a minha filha.&lt;br /&gt;Eu tinha amigos e ainda tenho, mas com a minha perda eu precisava de mais, por isso me sinto tão só às vezes.&lt;br /&gt;Eu posso te ignorar a maior parte do tempo, mas ainda penso em ti e ainda olho para ti como antigamente, mas agora com dor de amor - aquilo que tu esqueceste.&lt;br /&gt;Tu esqueceste-te mesmo de mim, de tudo o que tivemos: a nossa filha; o nosso filho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve vezes em que só me apeteceu odiar-te para não ter que te amar mais, para tirar este sentimento de mim e eliminar o passado. Mas isso foi algo que nunca quis. Não porque não tivesse coragem ou por achar que não conseguiria, foi apenas porque por muito cansado que o meu coração esteja, ele ainda bate por ti...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque é que me ainda me ignoras? Será que tu és o único aqui que perdeu a memória ou será que olhar para mim te faz doer o coração?&lt;br /&gt;Eu também sofri, e ainda sofro, mas há um tempo para tudo. Deixa-me amar-te novamente.&lt;br /&gt;Eu sei que viste em mim uma pessoa que desistiu, mas era só porque pensava que o fim tinha chegado e a dor da indiferença parecia-me menor do que a dor de amar... mas há certas coisas das quais não se pode fugir.&lt;br /&gt;Deixa-me entrar outra vez, por favor.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7028918-220572534959337553?l=deliomelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deliomelo.blogspot.com/feeds/220572534959337553/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7028918&amp;postID=220572534959337553' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/220572534959337553'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/220572534959337553'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliomelo.blogspot.com/2007/05/1-dia-que-durou-para-sempre-entre-o-sol.html' title='1 dia que durou para sempre - entre o sol e uma sombra'/><author><name>Délio Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01953185578641012198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_l8TVS9EpN3E/SsdXDowavlI/AAAAAAAAAAM/_zhP8lOscCI/S220/2009_994.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7028918.post-157773407217862362</id><published>2007-05-12T15:27:00.000Z</published><updated>2007-05-12T15:28:02.244Z</updated><title type='text'>1 dia que durou para sempre - III</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O tempo passou. Os rostos envelheceram com o passar dos instantes, a nossa juventude viu um fim e muitas memórias ficaram para contar à Sofia e ao teu novo filho.&lt;br /&gt;Quem diria! Já vamos no segundo filho - duplamente abençoados por Deus. É de dar graças não é?&lt;br /&gt;O meu coração está em paz. Se anos sonhei e imaginei o dia em que isso aconteceria, houve sempre algo que faltou: o real sentimento de uma vida realizada.&lt;br /&gt;Poderia pensar na melhor maneira de descrever o que vivemos agora, mas será melhor que cada um descubra por sí e se surpreenda como eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algo aconteceu ao meu coração. Ele parou de bater.&lt;br /&gt;Porque é o meu filho teve que ir? Eu aguentava sofrer com ele, eu até aguentava o peso de duas vidas de dor nesta para o ter aqui ainda. Eu só o quero ver, por favor... Ele não pode ter ido, eu preciso dele aínda... não é justo...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7028918-157773407217862362?l=deliomelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deliomelo.blogspot.com/feeds/157773407217862362/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7028918&amp;postID=157773407217862362' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/157773407217862362'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/157773407217862362'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliomelo.blogspot.com/2007/05/1-dia-que-durou-para-sempre-iii.html' title='1 dia que durou para sempre - III'/><author><name>Délio Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01953185578641012198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_l8TVS9EpN3E/SsdXDowavlI/AAAAAAAAAAM/_zhP8lOscCI/S220/2009_994.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7028918.post-5721335550780282312</id><published>2007-05-05T21:06:00.000Z</published><updated>2007-05-05T21:11:54.015Z</updated><title type='text'>1 dia que durou para sempre - II</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Neste dia prometo-te uma coisa, uma simples coisa: eu.&lt;br /&gt;Podia dizer, e fazer toda a gente compreender, que te amo, que serei sempre tua, que nunca deixarei que ninguém te magoe e que nenhuma preciosa lágrima tua se gaste em vão, mas isso seriam palavras que alguém já usou e eu não as consigo tornar minhas. Não é isso que te quero dizer.&lt;br /&gt;Eu quero que tu saibas que o meu amor por ti vai para além de mim: ultrapassa-me e estende-se para além de uma vida, desta Vida. É com este tanto que te amo, que decidí ser para tí e contigo. Entregar-me a ti sem olhar para trás ou pensar sequer. E é este amor que te quer só para mim, que precisa de ti para fazer este corpo viver.&lt;br /&gt;Nem que eu quisesse, acho que nunca conseguiria tirar isto de mim. Por isso, cuida de mim, ama-me e... ama-me!&lt;br /&gt;É tudo o que peço de ti e é o minímo que te prometo hoje.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Casar contigo é melhor que "o fim de um capítulo e o abrir de um outro", é um livro em branco para escrevermos juntos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7028918-5721335550780282312?l=deliomelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deliomelo.blogspot.com/feeds/5721335550780282312/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7028918&amp;postID=5721335550780282312' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/5721335550780282312'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/5721335550780282312'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliomelo.blogspot.com/2007/05/1-dia-que-durou-para-sempre-ii.html' title='1 dia que durou para sempre - II'/><author><name>Délio Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01953185578641012198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_l8TVS9EpN3E/SsdXDowavlI/AAAAAAAAAAM/_zhP8lOscCI/S220/2009_994.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7028918.post-937821798530550446</id><published>2007-04-26T18:22:00.000Z</published><updated>2007-04-26T18:24:08.503Z</updated><title type='text'>1 dia que durou para sempre - I</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O meu coração está acelerado há horas, para lá dos minutos de espera, para lá da ansiedade do encontro e para lá dos momentos onde sorria sozinha só de pensar em como seria.&lt;br /&gt;Eu não imaginava que pudesse haver sentimento tão forte... não sei se algum dia imaginei que fosse assim tão bonito, tão...perfeito!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o tempo em que guardei isto só para mim, tinha tanto medo que não me quisesses...tudo o que eu queria era ver a tua cara, olhar-te nos olhos e sentir que eras só meu - isto é tão lamechas, que até me faz sorrir.&lt;br /&gt;Mas quando nos apercebemos de que já estávamos a sorrir há um bocado isso só pode ser bom sinal!&lt;br /&gt;Aliás, foi assim que tudo começou para mim: a torto e a direito sorria só de pensar em ti, em conversas e olhares - em desejos e sonhos.&lt;br /&gt;Quando reparei já me tinha apaixonado e foi ai que comecei a ficar com medo. Estranho com algo tão bom pode trazer um sentimento como o medo. Decidi por então, um fim a este tremer do coração, a estas noites que se tornaram longas a partir daquele dia, e falei contigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu coração começou a bater ainda mais depressa. Tinhas chegado.&lt;br /&gt;Até a voz me falhou na primeira palavra que te dirigi... e logo no nosso primeiro encontro - só espero que não tenhas notado!&lt;br /&gt;Com as nossas mão dadas, já imagino como o será no primeiro beijo. Só de pensar até engulo em seco a vergonha!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7028918-937821798530550446?l=deliomelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deliomelo.blogspot.com/feeds/937821798530550446/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7028918&amp;postID=937821798530550446' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/937821798530550446'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/937821798530550446'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliomelo.blogspot.com/2007/04/1-dia-que-durou-para-sempre-i.html' title='1 dia que durou para sempre - I'/><author><name>Délio Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01953185578641012198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_l8TVS9EpN3E/SsdXDowavlI/AAAAAAAAAAM/_zhP8lOscCI/S220/2009_994.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7028918.post-4754740073630468588</id><published>2007-04-11T22:50:00.001Z</published><updated>2007-04-11T23:05:17.347Z</updated><title type='text'>De vez</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Por mais que eu escreva...ainda que conte a todas as pessoas que conheço e não conheço...&lt;br /&gt;Já é quase meia-noite e eu não consigo tirar isto de dentro de mim: a única coisa que eu sempre quis é a única que não ter.&lt;br /&gt;Eu só quis amar. Tudo o que sempre quis foi ter alguém, viver também fora de mim. E eu troquei isso por outro amor.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Se estivesses aqui compreenderias porque estou a lacrimegar a alma...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Troquei tudo por tudo. E embora parte de mim ainda necessite e queira isso de volta, não quero quebrar a promessa, e mesmo que quisesse, não teria coragem para quebrá-la com quem me deu – e continua a dar - o que pedi, com quem sempre esteve do meu lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há alturas em que não dá para me lembrar disto; há alturas em que não sei como vai ser daqui a dez, vinte ou trinta anos, e é ai que me lembro, como agora, que vai tudo correr bem – ainda que com isso venha a ideia de que apesar de haver uma hipótese num milhão, foste de vez. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7028918-4754740073630468588?l=deliomelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deliomelo.blogspot.com/feeds/4754740073630468588/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7028918&amp;postID=4754740073630468588' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/4754740073630468588'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/4754740073630468588'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliomelo.blogspot.com/2007/04/de-vez_11.html' title='De vez'/><author><name>Délio Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01953185578641012198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_l8TVS9EpN3E/SsdXDowavlI/AAAAAAAAAAM/_zhP8lOscCI/S220/2009_994.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7028918.post-5158615105085173629</id><published>2007-04-08T09:46:00.000Z</published><updated>2007-04-08T09:47:31.763Z</updated><title type='text'>Santa Páscoa!</title><content type='html'>A todos uma Santa Páscoa e um dia em grande com a família!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até breve!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7028918-5158615105085173629?l=deliomelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deliomelo.blogspot.com/feeds/5158615105085173629/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7028918&amp;postID=5158615105085173629' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/5158615105085173629'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/5158615105085173629'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliomelo.blogspot.com/2007/04/santa-pscoa.html' title='Santa Páscoa!'/><author><name>Délio Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01953185578641012198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_l8TVS9EpN3E/SsdXDowavlI/AAAAAAAAAAM/_zhP8lOscCI/S220/2009_994.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7028918.post-8390635975358905103</id><published>2007-03-22T18:03:00.000-01:00</published><updated>2007-03-22T18:05:07.842-01:00</updated><title type='text'>Oxigénio</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Não sei exactamente onde estou, mas é sossegado – e era tudo o que eu precisava  neste momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há tristezas, não há ódios..nada mesmo que me faça infeliz. É uma paisagem bela demais para ser quebrada por qualquer falha ou lágrima que a faça esborratar as suas cores.&lt;br /&gt;É um pequeno lago com terra e árvores a terminá-lo...e eu no meio.&lt;br /&gt;Deitado num pequeno barco, com o sol mesmo lá em cima a aquecer-me o corpo, em paz, descanso e deixo cair uma mão na água criando nela pequenas ondulações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este vento quente, esta briza maternal, traz-me uma doce melodia para os meus há muito carentes ouvidos. Palavras que eu sempre busquei em mim e nos outros dia após dia... porque é que elas me aparecem aqui? Quem as disse? Foste Tu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigado. Eu estava a precisar de sossegar nem que fosse por um instante.&lt;br /&gt;Nunca consegui perceber como é que eu tomei este rumo. Falta de entendimento da minha parte?&lt;br /&gt;Eu sozinho já não consigo. Há muito anos, até, que deixei de conseguir suster-me por mim próprio. Quando o meu espírito acordou tive noção do que realmente me estava e iria faltar. Falhei foi em procurar alimento na árvore certa, não foi? Nem todas as árvores dão fruto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora que estou aqui, deixa-me levar algo daqui para não me esquecer de Ti. Não quero a água ou a terra, com o tempo tudo isto se vai: evapora-se ou erói. Vou levar um pouco do sol para me iluminar os olhos e um pouco do fruto da Tua árvore.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha vida sem Ti acabou por ser vazia e efémera.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7028918-8390635975358905103?l=deliomelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deliomelo.blogspot.com/feeds/8390635975358905103/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7028918&amp;postID=8390635975358905103' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/8390635975358905103'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/8390635975358905103'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliomelo.blogspot.com/2007/03/oxignio.html' title='Oxigénio'/><author><name>Délio Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01953185578641012198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_l8TVS9EpN3E/SsdXDowavlI/AAAAAAAAAAM/_zhP8lOscCI/S220/2009_994.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7028918.post-6104164850595419005</id><published>2007-02-28T20:45:00.000-01:00</published><updated>2007-02-28T20:46:35.235-01:00</updated><title type='text'>Era quente</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O chão era completamente branco sem textura alguma mas tocando-lhe com os pés descalços sentia-me num areal. No fim da “praia” começava a água, e ao fundo um enorme rochedo a pará-la no horizonte.&lt;br /&gt;Não me lembro de alguma vez ter visto cenário como este... era para além de belo. Sedutor ao ponto de convidativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andei em direcção à água. E cada passo em seu encontro fazia crescer em mim uma vontade de entrar nela que me controlou por completo assim que cheguei ao ponto onde senti aquela água quente a banhar-me os dedos dos pés.&lt;br /&gt;Levantava o pé para começar a andar quando uma pomba branca poisou ao meu lado e ali ficou quieta, com o olhar virado para a água.&lt;br /&gt;Foi ai que aconteceu algo muito esquisito, quase como se o tempo se repetisse, mas com outro fim: era como se eu tivesse visto a pomba a ir beber água e no fim acabasse por cair para o lado, morta. Mas num esfregar de olhos ela já tinha voltado para o mesmo sítio onde tinha poisado de início.&lt;br /&gt;Olhei meio confuso, mas não consegui fazer caso daquilo. Pareceu-me um temporário desfazamento de consciência, talvez provocado pela luz ou sensação de calor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrei.&lt;br /&gt;De costas na água e virado para cima, aquecendo as costas, a paz banhava-me ao sabor do moviento da água.&lt;br /&gt;Era tão bom, tão...quente. Não fazia qualquer esforço para continuar a boiar e mesmo assim continuava ali estático, de olhos entre abertos e conseguindo ouvir perfeitamente a minha respiração (como se fosse o único ruído no mundo), a senti-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei quanto tempo passou desde que entrei na água, sei que a dado momento a minha vista começou a ficar turva. Apercebi-me então que estava lentamente a afundar-me. O meu coração dizia-me para me mexer mas a minha mente dizia que não havia problema. E sem vontade própria, deixei-me ir mais um bocado...e mais um bocado..até que... a água subitamente arrefeceu ao ponto de me deixar regelado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em sobressalto mexi-me abruptamente, olhei em volta, para cima e para baixo e apercebi-me de algo que me congelara mais que a água: não havia fundo à vista naquele mar, e aquele enorme rochedo tornara-se ainda mais amedontrador. Olhei-o de frente mas consegui, de um só olhar, imagina-lo e senti-lo em toda a sua dimensão...era claustrofóbica aquela sensação.&lt;br /&gt;Sentia-me paralisado pelo medo e as minhas lágrimas perdiam-se na imensidão da água. Tentava respirar mas não conseguia de tão comprimido que estava. O meu coração parecia querer abandonar-me e sair de mim arrancando o pouco de vida que ainda me restava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi então que acordei com os olhos virados para o sol. Levantei-me e a pomba estava ainda ao meu lado, a olhar para mim...ainda não tinha entrado... na água?!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7028918-6104164850595419005?l=deliomelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deliomelo.blogspot.com/feeds/6104164850595419005/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7028918&amp;postID=6104164850595419005' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/6104164850595419005'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/6104164850595419005'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliomelo.blogspot.com/2007/02/era-quente.html' title='Era quente'/><author><name>Délio Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01953185578641012198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_l8TVS9EpN3E/SsdXDowavlI/AAAAAAAAAAM/_zhP8lOscCI/S220/2009_994.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7028918.post-117149768845547206</id><published>2007-02-14T22:44:00.000-01:00</published><updated>2007-02-14T23:01:28.470-01:00</updated><title type='text'>Sem ti imaginei</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Acho que não há segundo em que não me lembre de ti: da tua cara, dos teus olhares, dos sorrisos e das palavras, de aquecer a minha mão na tua...são tantas as coisas que me aparecem ao mesmo tempo que...&lt;br /&gt;É uma sensação sem fim que me aquece por dentro. Não há sorriso que não exploda em mim e lágrima que não refreies com um olhar e com a tua voz.&lt;br /&gt;Não sei por onde começar para te fazer ver que és especial, que há algo em ti que amo e não sei explicar por quê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentir que te tenho, e que para uma pessoa neste mundo, sou assim tão importante é mais do que consegui imaginar acordado ou a dormir. É aquele único pensamento/imagem que preciso para dizer a mim próprio por que sou feliz.&lt;br /&gt;É do teu lado que a minha vida floresce. De entre os vários caminho que poderia escolher para crescer como pessoa e saber o que é sentir e amar, o teu quase que me faz esquecer o resto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando olhaste para mim da primeira vez até parecia que me tinhas tirado a memória: não sabia como me mexer, nem como tirar sentimentos de cá de dentro. Deixaste-me totalmente imóbil de felicidade. Foi um primeiro beijo que nunca hei-de esquecer.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7028918-117149768845547206?l=deliomelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deliomelo.blogspot.com/feeds/117149768845547206/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7028918&amp;postID=117149768845547206' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/117149768845547206'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/117149768845547206'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliomelo.blogspot.com/2007/02/sem-ti-imaginei.html' title='Sem ti imaginei'/><author><name>Délio Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01953185578641012198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_l8TVS9EpN3E/SsdXDowavlI/AAAAAAAAAAM/_zhP8lOscCI/S220/2009_994.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7028918.post-117028255623523294</id><published>2007-01-31T21:25:00.000-01:00</published><updated>2007-01-31T21:29:16.250-01:00</updated><title type='text'>Onde antigamente vivia uma criança</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Não são muitas as coisas de que sinto saudade ao olhar para a minha infâcia. Não são as pessoas ou a rua e os prédios. Até que só sinto saudade de uma coisa, uma simples coisa: a felicidade de ser criança, a inocência fechada no imediato do momento, onde só se abre para o Bem.&lt;br /&gt;Era tudo o que eu queria de volta, nem que fosse apenas para senti-la uma última vez. Só para saber que algo assim ainda existe para além da minha memória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu cresci e agora o mundo faz parte de mim...e eu não o quero mais.&lt;br /&gt;Não mais há sorrisos ou olhares felizes na cara das pessoas. Apenas consigo encontrar indiferença e insensibilidade onde antigamente vivia uma criança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Magoa-me tanto não conseguir viver no mundo que sonhei e ainda sonho para mim e para eles. Por que é que as coisas têm que ser assim? Como é que as pessoas admitiram vender amor e felicidade por...Nada...como?&lt;br /&gt;Eu tento esquecer isto à força; o meu dia-a-dia faz-me esquecer isto, mas quando não lhe consigo fugir mais é doloroso ter que presenciar algo que deveria estar tão cheio de vida, mas em vez disso tão moribundo. E depois tenho que aguentar. E peço à minha consciência para desaparecer e à minha existência para parar de Ser enquanto o meu mundo estiver suspenso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes pergunto-me se um dia também desistirei de mim. Se eu serei o próximo...e receio.&lt;br /&gt;Eu não quero ser assim, tenho medo de me tornar em algo que preferia nunca ter visto.&lt;br /&gt;È guerras, mortes, abortos, homosexualidade, ódios, violência, medo, inveja, individualismo e relativismo...é...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho medo de um dia não acordar mais para um dia como o de ontem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parem.... por favor.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7028918-117028255623523294?l=deliomelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deliomelo.blogspot.com/feeds/117028255623523294/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7028918&amp;postID=117028255623523294' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/117028255623523294'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/117028255623523294'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliomelo.blogspot.com/2007/01/onde-antigamente-vivia-uma-criana.html' title='Onde antigamente vivia uma criança'/><author><name>Délio Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01953185578641012198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_l8TVS9EpN3E/SsdXDowavlI/AAAAAAAAAAM/_zhP8lOscCI/S220/2009_994.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7028918.post-116898154162142570</id><published>2007-01-16T20:02:00.000-01:00</published><updated>2007-01-16T20:05:41.666-01:00</updated><title type='text'>Cada vez pior</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Eu sinto-me triste e não sei por quê.&lt;br /&gt;Fui eu que esperei demais do tanto que iria ter à minha frente? Só me sinto sem forças e sem vontade de pensar se sim ou não.&lt;br /&gt;Não estou a imaginar coisas porque sinto esta dor na barriga, o peito a comprimir junto com o coração e os olhos quase a chorar. E por mais que eu tente, há pensamentos da minha miséria que não consigo evitar e me põe cada vez pior.&lt;br /&gt;Até o suspirar já me altera o estado de espírito – é o pensamento constante da minha dor que…&lt;br /&gt;A dor está cada vez maior…&lt;br /&gt;Será que aquilo que me magoou ainda me causa dor ou será que tudo o que ainda me passa pela cabeça e pelo coração é inventado por mim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não me quero continuar a sentir infeliz; não acordo todos os dias para me sentir mal. &lt;span style="font-size:78%;"&gt;Garantidamente que não é para isto…&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Então onde é que estão todas as aquelas coisas que há minutos atrás me enchiam? Gostava de saber porque já não me dizem o mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Secalhar fui mesmo eu que inventei &lt;em&gt;esta&lt;/em&gt; dor.&lt;br /&gt;Sei que não posso evitar ficar triste, só me posso esforçar por não continuar a afundar-me nela…um dia destes arrisco-me a já não ter como sair.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7028918-116898154162142570?l=deliomelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deliomelo.blogspot.com/feeds/116898154162142570/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7028918&amp;postID=116898154162142570' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/116898154162142570'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/116898154162142570'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliomelo.blogspot.com/2007/01/cada-vez-pior.html' title='Cada vez pior'/><author><name>Délio Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01953185578641012198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_l8TVS9EpN3E/SsdXDowavlI/AAAAAAAAAAM/_zhP8lOscCI/S220/2009_994.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7028918.post-116828956078615427</id><published>2007-01-08T19:52:00.000-01:00</published><updated>2007-01-08T19:52:40.800-01:00</updated><title type='text'>Bem vindo!</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Bem vindo ao universo!&lt;br /&gt;É o teu primeiro momento...sente a vida a entrar-te directamente para o corpo, activando acordando mente e espírito.&lt;br /&gt;Sente o mundo à tua volta: todas os corações a bater, todos os pensamentos e sentimentos que o tempo guardou para te ensinar nesta vida.&lt;br /&gt;Vive por entre estas vidas todas, por entre todas as memórias que se acumularam e ocupa o teu próprio lugar; vive para ti e para os outros e para Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À medida que sentes o teu lugar, goza e larga-te no doce calor do dia, mas protege-te e agazalha-te no gelado frio da noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imbui-te do prazer de viver...sente-o, porque és.&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7028918-116828956078615427?l=deliomelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deliomelo.blogspot.com/feeds/116828956078615427/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7028918&amp;postID=116828956078615427' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/116828956078615427'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/116828956078615427'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliomelo.blogspot.com/2007/01/bem-vindo.html' title='Bem vindo!'/><author><name>Délio Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01953185578641012198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_l8TVS9EpN3E/SsdXDowavlI/AAAAAAAAAAM/_zhP8lOscCI/S220/2009_994.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7028918.post-116698824566602072</id><published>2006-12-24T18:19:00.000-01:00</published><updated>2006-12-24T18:24:05.680-01:00</updated><title type='text'>Santo Natal!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Para todos um Santo Natal!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quer o passem sozinhos ou com a família, os mais sinceros desejos de felicidades e que tudo corra bem amanhã!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E quando estiverem a distribuir prendas não se esqueçam de um menino em especial!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Feliz Natal!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7028918-116698824566602072?l=deliomelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deliomelo.blogspot.com/feeds/116698824566602072/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7028918&amp;postID=116698824566602072' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/116698824566602072'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/116698824566602072'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliomelo.blogspot.com/2006/12/santo-natal.html' title='Santo Natal!'/><author><name>Délio Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01953185578641012198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_l8TVS9EpN3E/SsdXDowavlI/AAAAAAAAAAM/_zhP8lOscCI/S220/2009_994.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7028918.post-116535202427473171</id><published>2006-12-05T19:52:00.000-01:00</published><updated>2006-12-05T19:53:44.296-01:00</updated><title type='text'>Só</title><content type='html'>Outro dia, outra noite de chuva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltei ao tempo onde o tempo me deixou assim que o tirei do pulso. Ando perdido.&lt;br /&gt;Todos os dias digo a mim mesmo que já não aguento este cheiro enjoativo – o meu cheiro – mas acabo por me repetir e um dia é igual ao anterior - afinal não estou perdido, estou preso no tempo.&lt;br /&gt;A única coisa que perdi foi o número de esquinas por que passei, mas até isso vai acabar, já estou prestes a cair.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é aqui mesmo que fico - estava a precisar de descansar a cabeça em algum lado.&lt;br /&gt;“Uma esmola, por favor...” huh, era apenas a minha sombra.&lt;br /&gt;Bem que poderia parar de chover por uns minutos, os meus ossos até parece que se estalam.&lt;br /&gt;Molhado, com frio, doente e sozinho...com as primeiras ainda aguento, é a última que me consome.&lt;br /&gt;“Maldito mundo, maldito dia em que me abandonaste!”&lt;br /&gt;Todos os dias, todos os segundos em que me sinto, há algo em mim que desespera para poder dizer isto, para acreditar que é verdade - era tão bom se isso fosse verdade... Assim podia tirar este peso dos ombros...mas para limpar a consciência eu tenho o remédio santo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda de noite... parece que não consigo ver outra cor à minha frente que não o preto. A única luz que ainda vejo à minha frente é este candeeiro que não tarda nada funde-se de vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como é que eu me deixei que isto me aconteçesse? Como?! Porque é que eu sou assim, caramba?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7028918-116535202427473171?l=deliomelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deliomelo.blogspot.com/feeds/116535202427473171/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7028918&amp;postID=116535202427473171' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/116535202427473171'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/116535202427473171'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliomelo.blogspot.com/2006/12/s.html' title='Só'/><author><name>Délio Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01953185578641012198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_l8TVS9EpN3E/SsdXDowavlI/AAAAAAAAAAM/_zhP8lOscCI/S220/2009_994.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7028918.post-116405606225849685</id><published>2006-11-20T19:44:00.000-01:00</published><updated>2006-11-20T19:54:22.333-01:00</updated><title type='text'>Alterado</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Todos os dias acordo desejando algo diferente, que este mundo dê aquela volta para que tudo começe de novo.&lt;br /&gt;A manhã ainda agora começou o ódio já me enche outra vez. Eu não fui feito para odiar. Porque é que insistem em complicar-me a vida? Porque é que não percebem a minha mundividência?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante os dias eu tenho aqueles momentos onde parece que sinto a pressão toda de uma descarga só.&lt;br /&gt;Porque é que as pessoas me chateiam para eu me preocupar com os outros e para fazer o que me dizem?&lt;br /&gt;Eu quero estar sozinho. É pedir muito?&lt;br /&gt;Se eu não estou para me sentir solidário, bonzinho e preocupado, isso é comigo.&lt;br /&gt;No meu mundo era apenas eu e ninguém me chateava para fazer ou ser algo.&lt;br /&gt;Ide-vos! Ninguém vos pediu para se preocuparam comigo, não preciso de nada nem de ninguém. É por vossa causa que não tenho o que quero, nem sou como gostaria de ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...amor?! Fogo! Já disse que não me interessa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...não depois de tudo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7028918-116405606225849685?l=deliomelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deliomelo.blogspot.com/feeds/116405606225849685/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7028918&amp;postID=116405606225849685' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/116405606225849685'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/116405606225849685'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliomelo.blogspot.com/2006/11/alterado.html' title='Alterado'/><author><name>Délio Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01953185578641012198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_l8TVS9EpN3E/SsdXDowavlI/AAAAAAAAAAM/_zhP8lOscCI/S220/2009_994.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7028918.post-116345638270401835</id><published>2006-11-13T21:18:00.000-01:00</published><updated>2006-11-13T21:19:42.740-01:00</updated><title type='text'>Mundo - M de monocromático</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Neste pequeno mundo imensamente monocromático e complicado, pessoas humilhadas e ressentidas esquecem-se da sua dor que fez o seu passado, presente e futuro, e sem pensarem uma única vez repetem o mal que sofreram e repudiaram, espalhando-o cada vez mais; pacifistas “marcham” pela paz incitando apenas à violência e intolerância – “a bem ou a mal vou mudar o mundo”&lt;br /&gt;Ricos que se esqueçem de como era não ter nem poder, o que era fome e sede (o seu sonho revisto em todas as caras à sua volta).&lt;br /&gt;Atormentados que se deixam cair e afundar na ignorância, ódio e sofrimento. O único mundo que conheceram e querem dar a conhecer.&lt;br /&gt;Apologistas de paz e amor entre os homens - e não Homens - quando tudo se passa lá ao longe “bem longe de mim”.&lt;br /&gt;Promessas de amor traídas.&lt;br /&gt;Vivos que defendem a morte?&lt;br /&gt;Um filho que esqueçe do Pai...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porquê? Até quando?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem? É mesmo isto que queres?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7028918-116345638270401835?l=deliomelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deliomelo.blogspot.com/feeds/116345638270401835/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7028918&amp;postID=116345638270401835' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/116345638270401835'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/116345638270401835'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliomelo.blogspot.com/2006/11/mundo-m-de-monocromtico.html' title='Mundo - M de monocromático'/><author><name>Délio Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01953185578641012198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_l8TVS9EpN3E/SsdXDowavlI/AAAAAAAAAAM/_zhP8lOscCI/S220/2009_994.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7028918.post-116163700772373862</id><published>2006-10-23T20:47:00.000Z</published><updated>2006-10-23T20:56:47.740Z</updated><title type='text'>o meu amor - uma última lembrança</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Estavamos sentados à mesa de um café, encostados à janela, quando o mundo desapareceu.&lt;br /&gt;Lembro-me como me olhavas, de como me fazias não querer sair dali para que nada daquele momento desalarecesse.&lt;br /&gt;Já não me lembro do que me dizias, mas também não me interessa. Tu! Tu é que eras a única coisa que eu queria - e da qual nunca abrirei mão ainda que só faças parte do meu pensamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que realmente importa que nada alguma vez tenha acontecido?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deprimente não é...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7028918-116163700772373862?l=deliomelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deliomelo.blogspot.com/feeds/116163700772373862/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7028918&amp;postID=116163700772373862' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/116163700772373862'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/116163700772373862'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliomelo.blogspot.com/2006/10/o-meu-amor-uma-ltima-lembrana.html' title='o meu amor - uma última lembrança'/><author><name>Délio Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01953185578641012198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_l8TVS9EpN3E/SsdXDowavlI/AAAAAAAAAAM/_zhP8lOscCI/S220/2009_994.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7028918.post-116103543217859708</id><published>2006-10-16T21:35:00.000Z</published><updated>2006-10-16T21:50:32.200Z</updated><title type='text'>o meu amor - II</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ouvi-o a ele, ouvi-a a ela e lembrei-me de ti.&lt;br /&gt;Também eu te procurei, mas não mais o posso fazer.&lt;br /&gt;Estas são palavras que preferiria não ter que pensar porque me estão a custar tanto ver o futuro que carregam com elas. Tu sabes por quê, não vale a pena passar por tudo outra vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que chegou a altura de me despedir.&lt;br /&gt;Esta última lembrança que levo comigo há-de-me consolar - ou afundar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vale a pena chorar-te novamente&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;....adeus.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7028918-116103543217859708?l=deliomelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deliomelo.blogspot.com/feeds/116103543217859708/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7028918&amp;postID=116103543217859708' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/116103543217859708'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/116103543217859708'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliomelo.blogspot.com/2006/10/o-meu-amor-ii.html' title='o meu amor - II'/><author><name>Délio Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01953185578641012198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_l8TVS9EpN3E/SsdXDowavlI/AAAAAAAAAAM/_zhP8lOscCI/S220/2009_994.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7028918.post-116042639065939433</id><published>2006-10-09T20:29:00.000Z</published><updated>2006-10-09T20:39:50.740Z</updated><title type='text'>o meu amor - I</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Já passou algum tempo desde que olhei para ti pela primeira vez. Olhei nos teus olhos e desde então nunca mais deixei de te procurar para te ter sempre ao meu lado.&lt;br /&gt;Os anos passaram-se e a procura continuou até que um dia te achei.&lt;br /&gt;O meu amor. Foi tudo o que sempre quis, todos aqueles sonhos acordados e enquanto dormia...&lt;br /&gt;Tenho feito tudo para te guardar no meu peito. Por vezes pus-me de lado para que continuasses comigo.&lt;br /&gt;Oh meu amor, o que é que fizemos? Quando é que nós mudamos?&lt;br /&gt;Todos estes anos, meses, dias...segundos que passamos juntos, não passarão apenas de lembranças de algo que foi? Eu não quero isso!&lt;br /&gt;Será que algum dia ficaremos juntos novamente? Será que algum dia te conseguirei perdoar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha dor é tão real. Consigo-a sentir mais do que a mim próprio.&lt;br /&gt;Será que tu consegue compreender...o meu amor rimou com dor.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7028918-116042639065939433?l=deliomelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deliomelo.blogspot.com/feeds/116042639065939433/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7028918&amp;postID=116042639065939433' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/116042639065939433'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/116042639065939433'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliomelo.blogspot.com/2006/10/o-meu-amor-i.html' title='o meu amor - I'/><author><name>Délio Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01953185578641012198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_l8TVS9EpN3E/SsdXDowavlI/AAAAAAAAAAM/_zhP8lOscCI/S220/2009_994.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7028918.post-115939787477184817</id><published>2006-09-27T22:53:00.000Z</published><updated>2006-09-27T22:57:54.786Z</updated><title type='text'>Um belo céu azul</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Um belo céu azul…calmo.&lt;br /&gt;Nuvens passam, abrandando, a olhar. Um prédio alto estende-se para lá dos outros. Totalmente coberto de vidro reflecte a nossa acalmia.&lt;br /&gt;No seu topo uma pequena divisão sobressai, mas por pouco. Dá apenas para dois.&lt;br /&gt;Sentado no chão, com as costas no vidro quente, os meus olhos aquecem com o calor.&lt;br /&gt;Vou pensando…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por aquela porta entraste tu.&lt;br /&gt;Os teus olhos brilhavam como nunca os tinha visto brilhar. Com a tua pele morena e o esverdeado dos teus olhos, penetrando nos meus, faziam o meu coração relembrar o meu destino, o primeiro dia em que te vi: olhaste para mim naquele verão...deste-me mais do que algum dia poderás imaginar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixo o meu corpo cair sobre o vidro para poder apenas ter lugar em mim, para ti.&lt;br /&gt;A tua cara está encostada ao vidro também. O sol roça os teus cabelos, o teu sorriso... e eu sinto a tua mão na minha.&lt;br /&gt;Levemente aproximo-me da tua cara para a acariciar. Fechaste os teus olhos e eu beijei a tua face direita, rosada e aquecida pelo sol. Ai fiquei, com a minha cara na tua, abraçado a ti.&lt;br /&gt;Não te quero largar, não te quero esquecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sol, as nuvens e o tempo continuam movendo-se devagar…&lt;br /&gt;Quando é que te vou poder ver outra vez?&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7028918-115939787477184817?l=deliomelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deliomelo.blogspot.com/feeds/115939787477184817/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7028918&amp;postID=115939787477184817' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/115939787477184817'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/115939787477184817'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliomelo.blogspot.com/2006/09/um-belo-cu-azul.html' title='Um belo céu azul'/><author><name>Délio Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01953185578641012198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_l8TVS9EpN3E/SsdXDowavlI/AAAAAAAAAAM/_zhP8lOscCI/S220/2009_994.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7028918.post-115869699924753474</id><published>2006-09-19T20:08:00.000Z</published><updated>2006-09-19T20:16:40.190Z</updated><title type='text'>Anaudia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Tudo o que devo calçar, vestir; todos os penteados que devo ter; todas as modas que devo seguir...&lt;br /&gt;Tudo o que devo gostar (comer e beber); todos aqueles com quem devo falar, seguir e idolatrar...&lt;br /&gt;Tudo aquilo que os meus lábios devem querer beijar e as minhas mãos tocar; todos os que devo &lt;em&gt;amar&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Tudo o que devo querer, desejar, desprezar e odiar...toda a personalidade que não devo ter = anatomicamente correcto!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7028918-115869699924753474?l=deliomelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deliomelo.blogspot.com/feeds/115869699924753474/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7028918&amp;postID=115869699924753474' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/115869699924753474'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/115869699924753474'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliomelo.blogspot.com/2006/09/anaudia.html' title='Anaudia'/><author><name>Délio Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01953185578641012198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_l8TVS9EpN3E/SsdXDowavlI/AAAAAAAAAAM/_zhP8lOscCI/S220/2009_994.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7028918.post-115801346683028622</id><published>2006-09-11T22:23:00.000Z</published><updated>2006-09-11T22:24:26.843Z</updated><title type='text'>…e nós dormíamos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Estou deitado contigo na tua cama.&lt;br /&gt;Junto à janela o sol atravessa a persiana branca entreaberta. Pela luz lá fora já é de tarde.&lt;br /&gt;Este dia de verão é especial: não há vozes, passos ou outras coisas que nos interrompam. É como se o mundo estivesse por nossa conta, ainda que seja só nas nossas imaginações.&lt;br /&gt;Sinto o calor a apertar mas não consigo sair debaixo de ti.&lt;br /&gt;Estás toda de branco, com uns calções e um pequeno top. A tua pele já morena, torna apenas mais querido o teu ar ensonado.&lt;br /&gt;Acho que nunca saberás o quanto me agrada o modo como o teu braço me tocou agora o peito. Saber que descansas em mim é mais do que te consigo explicar&lt;br /&gt;Não há coisa que goste mais no verão do que pode ver-te com roupas tão simples…&lt;br /&gt;O teu lado moreno e os teus cabelos quase loiros e ondulados são o meu descanso quando os vejo e acabo por os sentir enquanto nos abraçamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que já dormes…&lt;br /&gt;A posição para dormir contigo não é a melhor, mas estás tão adorável…ficava a olhar para ti o resto do dia só para ter certeza que guardava para mim a melhor imagem da minha vida. Não me perdoava se não te guardasse como estás.&lt;br /&gt;Estou feliz por estar aqui contigo…a viver um momento que nunca sonhei que fosse tão bom.&lt;br /&gt;É hora de te fazer companhia…&lt;br /&gt;E os meus braços caíram, um para o lado esquerdo e o outro pousei-o sobre as tuas costas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O quarto continuou quieto, sustendo a respiração para não nos acordar, enquanto o sol, lentamente, ia iluminando cada vez mais a nossa cama…e nós dormíamos.&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7028918-115801346683028622?l=deliomelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deliomelo.blogspot.com/feeds/115801346683028622/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7028918&amp;postID=115801346683028622' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/115801346683028622'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/115801346683028622'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliomelo.blogspot.com/2006/09/e-ns-dormamos.html' title='…e nós dormíamos'/><author><name>Délio Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01953185578641012198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_l8TVS9EpN3E/SsdXDowavlI/AAAAAAAAAAM/_zhP8lOscCI/S220/2009_994.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7028918.post-115719410910602509</id><published>2006-09-02T10:35:00.000Z</published><updated>2006-09-02T10:48:29.140Z</updated><title type='text'>Anátema...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Sentados debaixo da luz do meu sol tudo está bem, todos os olhos se fecham, todos esqueçem aqueles apertos.&lt;br /&gt;Todos se cobrem das memórias, todos se protegem daquilo que os quebrava - daquilo que os fazia sangrar por dentro mais um bocado - sentados debaixo da luz do meu sol... tudo parecia bem.&lt;br /&gt;Os olhos fechados não tapam mais as luzes das explosões e agora voltam as imagens de violência que me arrebentavam o coração vezes sem conta e os gritos que me arranhavam a alma.&lt;br /&gt;Sentados debaixo de um mesmo céu...e eu não quis saber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho vergonha de ser, arrependimento por não ter sido.&lt;br /&gt;Anatematizado, eu sei-me.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7028918-115719410910602509?l=deliomelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deliomelo.blogspot.com/feeds/115719410910602509/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7028918&amp;postID=115719410910602509' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/115719410910602509'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/115719410910602509'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliomelo.blogspot.com/2006/09/antema.html' title='Anátema...'/><author><name>Délio Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01953185578641012198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_l8TVS9EpN3E/SsdXDowavlI/AAAAAAAAAAM/_zhP8lOscCI/S220/2009_994.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7028918.post-115654435408101239</id><published>2006-08-25T22:09:00.000Z</published><updated>2006-08-25T22:20:07.933Z</updated><title type='text'>Beijos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Tudo começou quando abri a janela e me encostei no parapeito da varanda.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentir este ar é experimentar algo novo: um novo aroma, uma nova estranheza, um novo estado de espírito.&lt;br /&gt;É tão diferente estar aqui...&lt;br /&gt;Todos estes prédios, todas estas pessoas e esta língua, estão demasiado distantes de mim. Quando vim pensei que iria ser mais do mesmo, mas sinto-me tão deslocada...&lt;br /&gt;Não há uma única cara/pessoa, casa ou até recanto, a que consiga chamar casa.&lt;br /&gt;Eu estou aqui só, mas mesmo que estivesse acompanhada metade de mim sentir-se-ia estranha. Aqui é um lugar estranho para mim.&lt;br /&gt;Nem o horizonte me parece o mesmo.&lt;br /&gt;Neste momento, olhar para tudo à minha volta só me faz pensar que estou a olhar para blocos enormes de pedra, corpos sem rosto que andam de um lado para o outro e ruídos tão sem sentido que me fazem sentir estar a ser furada de um lado ao outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que me habituei demasiado ao meu canto ou será porque te tive a ti e ao pai sempre do meu lado?&lt;br /&gt;Mas prometo que vou pôr um sorriso na cara, ok?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beijos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da vossa filha adorada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Passaram-se quase dois anos desde que escrevi esta carta. Relembro-me como me sentia mal na altura e comparo-o, e a mim, ao que sinto e sou agora.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aprendi neste tempo o quão importante é não me entregar ao medo, saber que o meu mundo sempre envolverá o que está lá fora - seja isso bom ou mau.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tive que crescer...assim...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7028918-115654435408101239?l=deliomelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deliomelo.blogspot.com/feeds/115654435408101239/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7028918&amp;postID=115654435408101239' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/115654435408101239'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/115654435408101239'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliomelo.blogspot.com/2006/08/beijos.html' title='Beijos'/><author><name>Délio Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01953185578641012198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_l8TVS9EpN3E/SsdXDowavlI/AAAAAAAAAAM/_zhP8lOscCI/S220/2009_994.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7028918.post-115582395030740184</id><published>2006-08-17T14:10:00.000Z</published><updated>2006-08-19T20:05:43.516Z</updated><title type='text'>Quando acordei...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;já toda a gente tinha saído.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passei meses a acordar para pessoas e barulhos à minha volta...até me tinha esquecido de como era ter o silêncio nos ouvidos.&lt;br /&gt;Ao início é esquisito, e as memórias dos dias anteriores voltam como que por reflexo, mas depois, lentamente, isso vai ficando para trás e abre-se a janela para o novo dia.&lt;br /&gt;Nunca antes tinha tido tanta consciência do meu quarto – deve ser porque estou só. Com a cortina totalmente aberta, e os raios de sol a entrar, o quarto parece-me diferente, novo para mim...mais bonito que o normal até.&lt;br /&gt;Sempre o tive recheado de coisas, mas desde o momento que apenas deixei o essencial aqui dentro, tornou-se mais leve para os meus olhos. - Caminhar naquele chão quente pelo sol foi a coisa mais confortável que poderia ter sentido.&lt;br /&gt;Abri aquela janela que subtituiu a parede no meu quarto e dei de caras com uma leve brisa matinal e um calor aconchegadores que me prenderam naquela posição durante um bom bocado.&lt;br /&gt;Fui lá para fora. Atravessei a acalmia do terraço e sentei-me (na berma do mesmo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daqui ao horizonte...uau - que distância... Mas não deixou de ter aquela vista maravilhosa que tinha desde que reparei nele, terminava a minha infância. Todos aqueles sonhos...&lt;br /&gt;Apetece-me esticar o braço e puxar o horizonte...mas como dizem, “devagar se vai ao longe”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ahh! Esquecia-me... ontem foi o meu último dia neste mundo.&lt;br /&gt;Aqui, sinto que fiz a escolha certa!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7028918-115582395030740184?l=deliomelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deliomelo.blogspot.com/feeds/115582395030740184/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7028918&amp;postID=115582395030740184' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/115582395030740184'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/115582395030740184'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliomelo.blogspot.com/2006/08/quando-acordei.html' title='Quando acordei...'/><author><name>Délio Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01953185578641012198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_l8TVS9EpN3E/SsdXDowavlI/AAAAAAAAAAM/_zhP8lOscCI/S220/2009_994.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7028918.post-115522477058901750</id><published>2006-08-10T15:45:00.000Z</published><updated>2006-08-10T15:46:10.606Z</updated><title type='text'>Sem uma nova luz</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Pensei durante anos como seria um romance de Verão. Pensei que talvez um novo local, novas caras e outras disposições touxessem uma pequena luz...&lt;br /&gt;Foram sonhos – não distruidos mas transformados – e disso não passarão.&lt;br /&gt;Tornei-me, então, voluntariamente espectador dos amores de Verão. Mas por reflexo ou vontade escondida, são a primeira coisa de que me lembro quando o vejo (e ela tão perto).&lt;br /&gt;Pensei que ia ser no calor do Verão, com as pernas marcadas pela água do mar e pela areia, com a pele queimada pelo sol, sentado na areia trocando olhares, que tudo iria começar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje...conformado, mas em sossêgo. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7028918-115522477058901750?l=deliomelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deliomelo.blogspot.com/feeds/115522477058901750/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7028918&amp;postID=115522477058901750' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/115522477058901750'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/115522477058901750'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliomelo.blogspot.com/2006/08/sem-uma-nova-luz.html' title='Sem uma nova luz'/><author><name>Délio Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01953185578641012198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_l8TVS9EpN3E/SsdXDowavlI/AAAAAAAAAAM/_zhP8lOscCI/S220/2009_994.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7028918.post-115322714917122622</id><published>2006-07-18T12:51:00.000Z</published><updated>2006-07-18T12:52:29.190Z</updated><title type='text'>De férias!</title><content type='html'>É isso mesmo. Estou de férias e só volto daqui a duas semanas e um dia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Divirtam-se!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7028918-115322714917122622?l=deliomelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deliomelo.blogspot.com/feeds/115322714917122622/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7028918&amp;postID=115322714917122622' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/115322714917122622'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/115322714917122622'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliomelo.blogspot.com/2006/07/de-frias.html' title='De férias!'/><author><name>Délio Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01953185578641012198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_l8TVS9EpN3E/SsdXDowavlI/AAAAAAAAAAM/_zhP8lOscCI/S220/2009_994.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7028918.post-115253852954502236</id><published>2006-07-10T13:31:00.000Z</published><updated>2006-07-10T13:35:29.560Z</updated><title type='text'>Geneticamente eu - II</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Alterar geneticamente uma pessoas implica graves consequências na pessoa que vão chamar de filho/filha.&lt;br /&gt;A criança deixou de ser concebida para ser criada.&lt;br /&gt;Lá se vai a expressão “criados à imagem de Deus”. Agora é “criados à minha imagem”.&lt;br /&gt;Começa pelo sexo e em breve será a cor dos olhos, cor dos cabelos, estrutura física, a voz igual à do ídolo que adoram...Parece que a lista poderia continuar sem fim e ficar cada vez mais estúpida, não?&lt;br /&gt;Criar alguém como o imagino...que pensará o bébé quando tiver idade suficiente para se perguntar sobre como poderia ter sido?&lt;br /&gt;“Os meus pais gostavam de mim em ideia há muitos anos, mas os gostos mudam. Será que ainda gostam de mim tal como sou? Porque é que eu não nasci como os outros miúdos?”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Será ele(a) humano ou um objecto de egoismo dos pais?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7028918-115253852954502236?l=deliomelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deliomelo.blogspot.com/feeds/115253852954502236/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7028918&amp;postID=115253852954502236' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/115253852954502236'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/115253852954502236'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliomelo.blogspot.com/2006/07/geneticamente-eu-ii.html' title='Geneticamente eu - II'/><author><name>Délio Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01953185578641012198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_l8TVS9EpN3E/SsdXDowavlI/AAAAAAAAAAM/_zhP8lOscCI/S220/2009_994.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7028918.post-115192409298410975</id><published>2006-07-03T10:52:00.000Z</published><updated>2006-07-03T10:54:52.996Z</updated><title type='text'>Geneticamente eu - I</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Basta uma coisa destas acontecer para que um desvio em larga escala caia sobre o Homem.&lt;br /&gt;Fui criado pelos meus pais tal como Deus quis: fui criado pelo amor e não por um par de solipcistas que me forçaram a ser o fruto da sua imaginação. Como se quisessem decorar uma sala, assim também decoraram a sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas esta é a época das vontades individuais, da indiferença até por nós próprios – estes dois últimos séculos têm sido profícuos na supremacia do “poder” sober o “dever”. Dias onde as frustrações parecem ser cada vez mais e mais marcantes.&lt;br /&gt;Sinceramente, se me dessem a a escolher um fim para a humanidade (so sentido de adivinhar) entre guerras devastadoras e o nihilismo, diria que primeiro vinha o nihilismo, depois o desespero, que terminaria na violência física e espiritual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixem-me ser como nasci para ser. Deixem-me sentir a certeza do amor e não a tristeza da dúvida.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7028918-115192409298410975?l=deliomelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deliomelo.blogspot.com/feeds/115192409298410975/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7028918&amp;postID=115192409298410975' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/115192409298410975'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/115192409298410975'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliomelo.blogspot.com/2006/07/geneticamente-eu-i.html' title='Geneticamente eu - I'/><author><name>Délio Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01953185578641012198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_l8TVS9EpN3E/SsdXDowavlI/AAAAAAAAAAM/_zhP8lOscCI/S220/2009_994.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7028918.post-115097641347820926</id><published>2006-06-22T11:33:00.000Z</published><updated>2006-06-22T11:40:13.493Z</updated><title type='text'>O meu sonho</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Eu amo-te há tanto tempo...talvez desde que comecei a sonhar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Enquanto crescia fui conseguindo ver melhor o teu rosto - às vezes parecias-me outras pessoas, mas logo descobria que não eras tu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Eu amo-te tanto... tu és o meu sonho!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Podes...ficar comigo para sempre?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7028918-115097641347820926?l=deliomelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deliomelo.blogspot.com/feeds/115097641347820926/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7028918&amp;postID=115097641347820926' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/115097641347820926'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/115097641347820926'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliomelo.blogspot.com/2006/06/o-meu-sonho.html' title='O meu sonho'/><author><name>Délio Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01953185578641012198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_l8TVS9EpN3E/SsdXDowavlI/AAAAAAAAAAM/_zhP8lOscCI/S220/2009_994.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7028918.post-115038881635874157</id><published>2006-06-15T16:24:00.000Z</published><updated>2006-06-15T16:26:56.376Z</updated><title type='text'>em dois</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Num sítio deserto, no meio da sua história, falavam...&lt;br /&gt;Tudo era branco e por cima deles brilhava o sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frente a frente apenas um falava.&lt;br /&gt;De sua boca vinham palvras de tristeza, mágoa, incerteza e insegurança – não ódio puro. Palavras fortes que fizeram o outro tombar para trás.&lt;br /&gt;O sol acompanhava a sua queda (lenta), tocando em todo o corpo aquecendo o seu coração quebrado por uma traição.&lt;br /&gt;Antes de tocar no chão, já o seu corpo tinha desaparecido totalmente na luz, deixando no ar partículas de um sorriso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O outro que ficou virou-se de costas e à sua frente começava a crescer uma sombra, até que o mundo se dividiu em dois. Procurava encontrar na penumbra algum reconforto ou sedativo para a dor que lhe nascia no peito depois do que tinha feito e porque o seu acto repetia-se vezes sem conta na sua mente – não deixando espaço para mais nenhum pensamento que fosse.&lt;br /&gt;O sol, que estava agora por detrás dele queimava-lhe as costas, as pernas e a cabeça.&lt;br /&gt;Não sabia qual das dores deveria aguentar: o corpo a arder, ou a mágoa no coração.&lt;br /&gt;Faltava-lhe a coragem para se voltar para trás. Tinha medo de arder de vez. Mas sabia que se desse um só passo em frente algo tão meu lhe podia acontecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levantando o pé direito olhou para trás pela última vez. E ao olhar para trás viu os contornos de dois rostos: um que chorava e outro que sorria.&lt;br /&gt;Decidiu... talvez por causa das lágrimas que já não conseguia guardar nos seus olhos, também sorriu.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7028918-115038881635874157?l=deliomelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deliomelo.blogspot.com/feeds/115038881635874157/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7028918&amp;postID=115038881635874157' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/115038881635874157'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/115038881635874157'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliomelo.blogspot.com/2006/06/em-dois.html' title='em dois'/><author><name>Délio Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01953185578641012198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_l8TVS9EpN3E/SsdXDowavlI/AAAAAAAAAAM/_zhP8lOscCI/S220/2009_994.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7028918.post-114915994757954822</id><published>2006-06-01T11:01:00.000Z</published><updated>2006-06-01T11:05:47.593Z</updated><title type='text'>Ilusão</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;São 4 horas da tarde.&lt;br /&gt;É Verão. Estou sozinho e o calor é a minha companhia.&lt;br /&gt;Os meus olhos fecharam assim que o resto do corpo adormeceu debaixo da luz desta estação.&lt;br /&gt;Sei que lá em baixo as pessoas passeiam a pé, de carro...mas cá em cima só estou eu. Como daquela vez que quis estar só eu...consegui!&lt;br /&gt;Não há horas a passar, não há preocupações na minha cabeça. Só um sentimento que me corre pelo corpo inteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho fome, nem tenho sede.&lt;br /&gt;Tapado pela varanda no exterior da minha casa, deixo-me ao sabor do vento e esqueço de tudo e mais alguma coisa.&lt;br /&gt;Não sinto a falta de nada; sinto-me parte de tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixem-me estar aqui um bocado. Não me toquem. Não me acordem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Iludo-me...eu sei.)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7028918-114915994757954822?l=deliomelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deliomelo.blogspot.com/feeds/114915994757954822/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7028918&amp;postID=114915994757954822' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/114915994757954822'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/114915994757954822'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliomelo.blogspot.com/2006/06/iluso.html' title='Ilusão'/><author><name>Délio Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01953185578641012198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_l8TVS9EpN3E/SsdXDowavlI/AAAAAAAAAAM/_zhP8lOscCI/S220/2009_994.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7028918.post-114848331938302092</id><published>2006-05-24T15:06:00.000Z</published><updated>2006-05-25T09:46:23.613Z</updated><title type='text'>Alguém viu?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Alguém viu uma bomba atómica explodir? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ela foi lançada e já matou milhões. Caiu entre gente desprevenida - que preferiu fechar os olhos ao horror do fogo dilacerante e dos gritos ensurdecedores...do inferno na Terra.&lt;br /&gt;Mas houve quem não fechasse; houve quem tivesse a coragem de ver tudo de início ao fim e de criticar, de tentar impedir que não continuasse um segundo mais.&lt;br /&gt;Mas infelizmente não chegou.&lt;br /&gt;Os anos passaram e muitas mais morrem lentamente das radiações que o tempo levou pelos quatro cantos do mundo. No fundo, era só uma questão de tempo.&lt;br /&gt;Mais Homens bons morreram: uns sozinhos, afastados, e outros tentando por tudo, até ao último sopro, elevar as almas de milhões de doentes, de corruídos e de vivos (que caminhavam para o mesmo). – aquela luz salvaria-os a todos se a recebessem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém viu um mau político? Um mau amigo? Um mau Pai...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7028918-114848331938302092?l=deliomelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deliomelo.blogspot.com/feeds/114848331938302092/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7028918&amp;postID=114848331938302092' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/114848331938302092'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/114848331938302092'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliomelo.blogspot.com/2006/05/algum-viu.html' title='Alguém viu?'/><author><name>Délio Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01953185578641012198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_l8TVS9EpN3E/SsdXDowavlI/AAAAAAAAAAM/_zhP8lOscCI/S220/2009_994.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7028918.post-114794798389882125</id><published>2006-05-18T10:18:00.000Z</published><updated>2006-05-18T10:26:23.913Z</updated><title type='text'>2 anos!!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Quem diria! 2 anos já passaram...o tempo voa.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Sei que não são muito que visitam este espaço, mas para aqueles que o tem vindo a fazer e para os que o fizeram, um grande obrigado!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Espero que continuem a vir e que o aqui encontram seja do vosso agrado!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Por mais um ano!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Délio.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7028918-114794798389882125?l=deliomelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deliomelo.blogspot.com/feeds/114794798389882125/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7028918&amp;postID=114794798389882125' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/114794798389882125'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/114794798389882125'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliomelo.blogspot.com/2006/05/2-anos.html' title='2 anos!!'/><author><name>Délio Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01953185578641012198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_l8TVS9EpN3E/SsdXDowavlI/AAAAAAAAAAM/_zhP8lOscCI/S220/2009_994.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7028918.post-114736599451704718</id><published>2006-05-11T16:43:00.000Z</published><updated>2006-05-11T16:46:34.536Z</updated><title type='text'>Azul suave</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Já alguma vez viste como diferente é a luz do sol quando parcialmente tapado por algo?&lt;br /&gt;Um pequeno eclipse que deixa o céu num azul suave brilhante, mágico e hipnotizante.&lt;br /&gt;Não haveria fotografia no mundo que me desse de novo aquele sol tapado pela esquina do andar, por cima daquela loja, naquele dia. Só se pudesse parar o tempo e ficar a olhar por mais um bocado…só mais um bocado.&lt;br /&gt;Quando o céu ganha aquele algo de especial, e eu o fixo, é como se entre os meus olhos e ele não existisse espaço algum, como se aquele céu continuasse o meu olhar…era meu, todo e de uma só vez. Pequenino só para mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes quando visito a minha rua antiga, aqueles prédio enormes, tapando a minha vista, eludem-me a pensar que para lá deles não há mais nada; que o mundo perdeu uma dimensão e por cima deles repousa o céu.&lt;br /&gt;Não os olhos inteiramente como sou hoje; olho-os como quando tinha 10 anos e tudo parecia enorme e único.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7028918-114736599451704718?l=deliomelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deliomelo.blogspot.com/feeds/114736599451704718/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7028918&amp;postID=114736599451704718' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/114736599451704718'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/114736599451704718'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliomelo.blogspot.com/2006/05/azul-suave.html' title='Azul suave'/><author><name>Délio Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01953185578641012198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_l8TVS9EpN3E/SsdXDowavlI/AAAAAAAAAAM/_zhP8lOscCI/S220/2009_994.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7028918.post-114643061396549493</id><published>2006-04-30T20:53:00.000Z</published><updated>2006-04-30T20:56:53.983Z</updated><title type='text'>Ao vivo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt; Eu já devia ter actualizado o blog na quarta-feira mas infelizmente tenho andado tão ocupado com o meu outro sobre jogos que não tenho tido muito tempo para este.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, o que vos escrevo (se alguém lê isto também!) é algo bem diferente do que tenho escrito até hoje.&lt;br /&gt;Na segunda-feira passada, dia 24 de Abril, foi um dos melhores dias da minha vida. Sei que esta expressão já está mais que batida, mas é a mais sincera que eu encontro para descrever esse dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que aconteceu então?&lt;br /&gt;Chamam-se Fear Factory e eu pude-os ver ao vivo dia 24 no Hard-Club em Gaia.&lt;br /&gt;Bem, foi simplesmente magnífico…mas começemos pelo princípio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até à hora de almoço do dito dia eu não era para ir ao concerto. Uns dias antes tinha ficado sem dinheiro para o meu bilhete, e como para mim ele não cai do céu, pensei que nem à 3ª os iria ver (eles já cá tinham estado em 2001 por duas vezes e eu…nada. Sempre liso ou sem companhia).&lt;br /&gt;Não me caiu dinheiro, mas caiu-me um bilhete do céu! Graças ao passatempo da Hypertensão eu era um homem feliz!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim que entraram no palco fizeram magia. Quase uma hora e meia passou-se como se fossem 5 minutos.&lt;br /&gt;Cantei, berrei, abanei a cabeça, saltei…de tudo muito, muito mesmo!&lt;br /&gt;Tive tudo o que queria: vê-los ao vivo e cantar com eles!&lt;br /&gt;Foi uma noite inesquecível! E apesar de ter ficado rouco e com dores de garganta, estava lá no dia a seguir se pudesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É assim que eu me lembrarei sempre do concerto:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://img.photobucket.com/albums/v355/delio/25042006016.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand" alt="" src="http://img.photobucket.com/albums/v355/delio/25042006016.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7028918-114643061396549493?l=deliomelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deliomelo.blogspot.com/feeds/114643061396549493/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7028918&amp;postID=114643061396549493' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/114643061396549493'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/114643061396549493'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliomelo.blogspot.com/2006/04/ao-vivo.html' title='Ao vivo'/><author><name>Délio Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01953185578641012198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_l8TVS9EpN3E/SsdXDowavlI/AAAAAAAAAAM/_zhP8lOscCI/S220/2009_994.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7028918.post-114554638545431276</id><published>2006-04-20T15:16:00.000Z</published><updated>2006-04-20T15:31:59.316Z</updated><title type='text'>...dorme.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O meu corpo está cansado…o meu fôlego abranda segundo a segundo. Os meus olhos estão cansados e as vozes já nem me parecem claras como dantes.&lt;br /&gt;A minha mente, vazia, diz-me para me deitar e para fechar os olhos. Assim, passo devagar as mãos pelo rosto enquanto ouço esta última música.&lt;br /&gt;“Se te vais deitar leva-me contigo.”&lt;br /&gt;Eu quero ir contigo. Foi isso que prometemos um ao outro, não foi?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhando para ti, dou-te o meu último suspiro.&lt;br /&gt;Sinto-me em paz com o amanhã…dorme.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7028918-114554638545431276?l=deliomelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deliomelo.blogspot.com/feeds/114554638545431276/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7028918&amp;postID=114554638545431276' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/114554638545431276'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/114554638545431276'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliomelo.blogspot.com/2006/04/dorme.html' title='...dorme.'/><author><name>Délio Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01953185578641012198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_l8TVS9EpN3E/SsdXDowavlI/AAAAAAAAAAM/_zhP8lOscCI/S220/2009_994.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7028918.post-114520693381935887</id><published>2006-04-16T16:57:00.000Z</published><updated>2006-04-16T17:02:13.833Z</updated><title type='text'>Páscoa</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Boa Páscoa a todos!&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7028918-114520693381935887?l=deliomelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deliomelo.blogspot.com/feeds/114520693381935887/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7028918&amp;postID=114520693381935887' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/114520693381935887'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/114520693381935887'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliomelo.blogspot.com/2006/04/pscoa.html' title='Páscoa'/><author><name>Délio Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01953185578641012198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_l8TVS9EpN3E/SsdXDowavlI/AAAAAAAAAAM/_zhP8lOscCI/S220/2009_994.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7028918.post-114493777798995370</id><published>2006-04-13T14:13:00.000Z</published><updated>2006-04-13T14:16:18.003Z</updated><title type='text'>Novos dias...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;...trazem novas realidades.&lt;br /&gt;Com o passar dos anos algo foi tomando formas diferentes para nos conseguir penetrar. Algo que continuamos a ignorar e que somos induzidos a pensar que afinal de contas não existe (e é assim que começa).&lt;br /&gt;Ciente da sua nova percepção (ou falta dela), é lhe mais fácil chegar ao nosso íntimo.&lt;br /&gt;O seu cartão de visita? O fazer crêr que realmente não há mal nenhum naquilo que fazemos – e que antigamente era travado por valores (que ele acabou por silenciar com o tempo).&lt;br /&gt;A sua porta de entrada? A nossa fragilidade como humanos. Fragilidade essa explorada e exarcebada por ele mesmo. Em verdade, a nossa fraqueza não tem por si, uma existência necessária.&lt;br /&gt;Assim, fazendo-nos crêr que não existe, falando ao nosso ouvido que todos os valores são falsos e que precisamos de tudo aquilo que desejamos, ele cria uma realidade que não é nossa por natureza, ou essência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lentamente, o mundo tem vindo a cair num enclausuramento mortífero do “eu”: o que eu quero e o que eu penso.&lt;br /&gt;Esta é a minha realidade. Este é o novo mal.&lt;br /&gt;Novos dias…a mesma realidade de sempre: dialéctica por um céu.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7028918-114493777798995370?l=deliomelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deliomelo.blogspot.com/feeds/114493777798995370/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7028918&amp;postID=114493777798995370' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/114493777798995370'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/114493777798995370'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliomelo.blogspot.com/2006/04/novos-dias.html' title='Novos dias...'/><author><name>Délio Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01953185578641012198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_l8TVS9EpN3E/SsdXDowavlI/AAAAAAAAAAM/_zhP8lOscCI/S220/2009_994.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7028918.post-114433419714322584</id><published>2006-04-06T14:02:00.000Z</published><updated>2006-04-06T14:42:14.526Z</updated><title type='text'>8:16 am</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Vem aí… o sol.&lt;br /&gt;Tocou na Terra e fez o tempo parar. Uma luz inumana fê-lo recuar para histórias agora perdidas.&lt;br /&gt;Num segundo, o mundo relembrava-se: o que era, o que é e o que nunca mais vai ser.&lt;br /&gt;Depois do ruido quebrar a harmonia da Terra, o fogo encarregou-se de a silenciar. Queimava flores – os momentos sem fim de um possível romance –, animais – com quem partilhavam vidas, alegrias e tristezas –, homens, mulheres e crianças – feitos de sonhos e sentidos.&lt;br /&gt;Nada escapava a este inferno, e nada era suposto escapar. Também, o Homem não nasceu para viver isto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ali, tudo se esvaeceu – em gritos que atravessariam os tempos.&lt;br /&gt;Mágoas e amores sublimados...não, foram-se só os amores, a mágoa ainda arde, Deus ainda chora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o fim de uma inocência - e não há mais ninguém para a chorar…&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 182px; CURSOR: hand; HEIGHT: 181px; TEXT-ALIGN: center" height="293" alt="" src="http://www.theenolagay.com/images/event1.gif" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="right"&gt;"My God, what have we done?" - Robert Lewis (Enola Gay)&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7028918-114433419714322584?l=deliomelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deliomelo.blogspot.com/feeds/114433419714322584/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7028918&amp;postID=114433419714322584' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/114433419714322584'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/114433419714322584'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliomelo.blogspot.com/2006/04/816-am.html' title='8:16 am'/><author><name>Délio Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01953185578641012198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_l8TVS9EpN3E/SsdXDowavlI/AAAAAAAAAAM/_zhP8lOscCI/S220/2009_994.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7028918.post-114364524221523243</id><published>2006-03-29T15:12:00.000Z</published><updated>2006-03-29T15:14:02.226Z</updated><title type='text'>Sonho (III): ...um sonho?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;em&gt;Antes de acordar parei num último sítio.&lt;br /&gt;O ceú tinha poucas nuvens. O sol, brilhante, parecia trazer um fim apaziguante ao meu sonho.&lt;br /&gt;Olhando para baixo vi uma fila enorme de pessoas lado a lado olhando para um mar que se esticava sem fim, à sua frente.&lt;br /&gt;De joelhos no chão, todos contemplavam a água cristalina, brincando ao mesmo tempo com o seu reflexo na água. Faziam ondas, atiravam gotas de água...tudo para se rirem outra vez.&lt;br /&gt;Não sei porquê, mas parecia que já estavam naquilo horas. Talvez tenha sido do à vontade deles naquela brincadeira que me tenha levado a pensar assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parecia divertido, por isso decidi juntar-me a eles.&lt;br /&gt;Ajoelhei-me e ouve algo que me surpreendeu: terminada a areia, o mar entrava em profundidade. Apesar da claridade da água, não via o fundo.&lt;br /&gt;Ainda assim decidi continuar e concentrar-me para não me desiquilibrar e cair.&lt;br /&gt;Atirei os primeiros salpicos e os efeitos na água fizeram o meu reflexo destorcer-se de uma maneira pouco comum. Mas o efeito foi tão divertido, é como se eu tivesse a fazer caretas.&lt;br /&gt;As horas passaram e o sol começava a cair sobre o horizonte. Foi então que senti algo esquisito. Para onde tinham ido os reflexos das nuvens, do sol e até de todos na fila? Como é que era possível?&lt;br /&gt;Afastei-me abruptamente, quase caindo para trás com a força que fiz.&lt;br /&gt;Incrédulo, perguntava-me o que se passava...quando a terra tremeu. Lentamente se abriram fendas à volta de todos os que estavam comigo, e rapidamente, o que era antes um só chão era agora um conjunto incontável de pequenas ilhas, à deriva, cada vez mais afastando-se da que lhe estava mais perto.&lt;br /&gt;E ninguém notava que a terra se separava....continuavam a brincar, como se fossem crianças.&lt;br /&gt;Não precisava de ver mais para saber o que lhes iria acontecer.&lt;br /&gt;Estava sozinho....&lt;br /&gt; &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;em&gt;Era um sonho?&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7028918-114364524221523243?l=deliomelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deliomelo.blogspot.com/feeds/114364524221523243/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7028918&amp;postID=114364524221523243' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/114364524221523243'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/114364524221523243'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliomelo.blogspot.com/2006/03/sonho-iii-um-sonho.html' title='Sonho (III): ...um sonho?'/><author><name>Délio Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01953185578641012198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_l8TVS9EpN3E/SsdXDowavlI/AAAAAAAAAAM/_zhP8lOscCI/S220/2009_994.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7028918.post-114313293553242158</id><published>2006-03-23T15:43:00.000-01:00</published><updated>2006-03-23T16:00:44.460-01:00</updated><title type='text'>Sonho (II): 7 palmos acima da terra</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Era uma terra diferente da primeira. A escuridão cobria o local à excepção de um local onde uma luz brotava da terra e parava no ar, 7 palmos acima do chão.&lt;br /&gt;Decidi então descer uma rua que me levava em direcção à luz.&lt;br /&gt;Enquanto me aproximava sentia no ar um aroma desgostoso, o céu ficava cada vez mais escuro e à minha volta um véu negro cobria-me, cobrindo o caminho que deixava para trás.&lt;br /&gt;Ouvi vozes e passos. Virei-me em todas as direcções, mas não vi ninguém.&lt;br /&gt;Cheguei por fim à luz, e para minha surpresa estava toda gente lá, à sua volta.&lt;br /&gt;Era uma luz intensa mas não quente. Iluminava todos aqueles que a rodeavam, e agora, também a mim.&lt;br /&gt;No seu meio estava algo que nunca tinha visto: era uma matéria que mudava constantemente de forma: mostrou-me todas aquelas coisas que sempre desejei possuir e ser...&lt;br /&gt;Ela falava comigo – nem queria acreditar – e a sua voz, de mulher, chamava-me. Atraía-me como se fosse um íman.&lt;br /&gt;Por breves instantes cheguei a sentir-me entorpecido, preso pelo meu olhar. Havia algo de desassossegante e perturbador naquele local e naquela luz. E foi isso que me abanou e me fez sair daquele encantamento.&lt;br /&gt;(Mas com o que aconteceu a seguir, preferia ter ficado a dormir.)&lt;br /&gt;Os olhares à minha volta estavam vidrados naquela luz e as pessoas solenemente quietas.&lt;br /&gt;Foi quando as olhava que senti algo mau a passar por mim, a atravessar-me, mudando a realidade à minha volta, como se de um virar de página se tratasse.&lt;br /&gt;Trazendo escuridão, cegou-me, e mil vozes encherem-me com gritos angustiantes e estridentes.&lt;br /&gt;Não conseguia parar de tremer. Nem tinha força para abrir os olhos. Mas ganhei coragem e abri-os…apenas restavam ossos à minha volta,;esqueletos humanos quebrados rodeavam-me.&lt;br /&gt;A minha mente sabia o que tinha acontecido, mas a verdade era demasiado dolorosa para revisitar...e para não chorar em terror.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7028918-114313293553242158?l=deliomelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deliomelo.blogspot.com/feeds/114313293553242158/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7028918&amp;postID=114313293553242158' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/114313293553242158'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/114313293553242158'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliomelo.blogspot.com/2006/03/sonho-ii-7-palmos-acima-da-terra.html' title='Sonho (II): 7 palmos acima da terra'/><author><name>Délio Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01953185578641012198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_l8TVS9EpN3E/SsdXDowavlI/AAAAAAAAAAM/_zhP8lOscCI/S220/2009_994.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7028918.post-114264308365082346</id><published>2006-03-17T23:32:00.000-01:00</published><updated>2006-03-17T23:51:23.663-01:00</updated><title type='text'>Sonho: ...nada?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Um dia sonhei...e os meus olhos levaram-me a ver coisas que não queria ver, e os meus pés, a sítios onde não queria estar.&lt;br /&gt;Estava numa terra onde homem nenhum via e onde o sol, por ironia, brilhava intensamente, iluminando a fertilidade de uma terra imensa.&lt;br /&gt;Com a bengala, apalpavam o terreno – por onde andavam à procura do seu destino. O que eles não viam era que em multidão as suas bengalas batiam nos pés uns dos outros (fazendo muitos cair por terra de dor) não no chão.&lt;br /&gt;Círculo após círculo, um a um paravam e em seguida caíam. Os seus corpos, inanimados, pareciam nunca ter conhecido algum dia um aroma. Caíam por cair, sem graça.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;br /&gt;Por mais que lhes gritasse para pararem não me ouviam.&lt;br /&gt;Não sabiam que à sua volta lhes esperava um oásis. Preferiam andar sem rumo, forçando nos outros o seu desejo por um caminho.&lt;br /&gt;E estava tudo ao alcance deles...&lt;br /&gt;Não queria ver o seu fim, mas vi. O tempo acelerou e mostrou-mo na mesma: ossos e esqueletos à minha volta.&lt;br /&gt;Baixei a cabeça em tristeza pensando no que teria acontecido se tivessem parado por 5 segundos.De queixo levantado, segui em frente&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7028918-114264308365082346?l=deliomelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deliomelo.blogspot.com/feeds/114264308365082346/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7028918&amp;postID=114264308365082346' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/114264308365082346'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/114264308365082346'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliomelo.blogspot.com/2006/03/sonho-nada.html' title='Sonho: ...nada?'/><author><name>Délio Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01953185578641012198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_l8TVS9EpN3E/SsdXDowavlI/AAAAAAAAAAM/_zhP8lOscCI/S220/2009_994.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7028918.post-114200628139136896</id><published>2006-03-10T14:35:00.000-01:00</published><updated>2006-03-10T14:58:01.463-01:00</updated><title type='text'>Eclipse lunar</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;De muito longe continuam a vir réplicas de um terramoto que começou há quase cinquenta – e não me parece que parem tão cedo.&lt;br /&gt;É natural havê-los durante uma vida inteira – como quem diz –, mas não é normal continuarem ano após ano.&lt;br /&gt;Às vezes penso que pararam…mas quando me lembro deles vejo que eram uma ilusão: os momentos de silêncio e paz eram apenas eu a fechar os olhos para descansar.&lt;br /&gt;Demorei anos a perceber de onde vinha tanta força e do que estava realmente a acontecer: não era um terramoto, era um eclipse que fazia tremer o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atravessando terras, tempestades de areia, culturas e mares, cheguei a um vale.&lt;br /&gt;O eclipse, aqui, cobria plenamente a terra. A luz, exígua, não chegava para ver com claridade, quanto mais fazer crescer algo.&lt;br /&gt;No vale estavam duas nações, uma para cada lado…e ambas gritavam blasfémias e promessas de ódio de parte a parte.&lt;br /&gt;É estranho, mas, todas as vozes soavam ao mesmo. Tinham um tom malévolo e inumano. Só o som das mesmas chegava para me arrepiar a espinha.&lt;br /&gt;Com pedras e paus nas mãos, o que me assustava era o olhar daquelas pessoas. Havia neles um brilho de maldade como nunca tinha visto, quase...Eu conseguia ver que algo dentro delas fervia algo.&lt;br /&gt;Desde que cheguei que não conseguia parar de tremer. Era por causa daquele local, sabia-o. Palavras de ódio, gestos abomináveis e um céu negro batiam-me com tanta força que sentia o peito a apertar, lentamente, cada vez mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por entre eles passava muito rapidamente uma sombra. Colocando-se por detrás de cada um deles, sussurrava-lhes algo que, de onde estava, não conseguia ouvir. E saltando de um lado para o outro, falando com cada uma daquelas pessoas, tornava-as mais e mais violentas.&lt;br /&gt;Fechei os olhos, já não aguentava mais olhar para eles e foi ai que ouvi…&lt;br /&gt;Com os olhos fechados pude ouvir que para além de gritos, cada um deles pedia, com pouco fôlego, por ajuda.&lt;br /&gt;Surpreso, sem saber de onde vinham aquelas vozes, abri os olhos…para encontrar um campo de gente moribundo, com uma luz que era aspirada pela sombra.&lt;br /&gt;Aquele ódio todo…aquela falsa vitalidade…era oca. Aquilo estava a consumi-los sem se aperceberem. Crescendo com a sua queda, tornando-se mais forte.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7028918-114200628139136896?l=deliomelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deliomelo.blogspot.com/feeds/114200628139136896/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7028918&amp;postID=114200628139136896' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/114200628139136896'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/114200628139136896'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliomelo.blogspot.com/2006/03/eclipse-lunar.html' title='Eclipse lunar'/><author><name>Délio Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01953185578641012198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_l8TVS9EpN3E/SsdXDowavlI/AAAAAAAAAAM/_zhP8lOscCI/S220/2009_994.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7028918.post-114130015897667301</id><published>2006-03-02T10:48:00.000-01:00</published><updated>2006-03-02T10:49:18.986-01:00</updated><title type='text'>Numa noite triste</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Vento, chuva…que me deixem passar para chegar a ti.&lt;br /&gt;Peço que este sentimento não seja parado por nada. Estás à minha espera, e prometi ir ao teu encontro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se já corri quilómetros ou não sai sequer do sítio, sei que alguém ficou para trás à minha espera – tenho que me despachar, não me posso ausentar por muito tempo; a minha falta é a dor de alguém.&lt;br /&gt;O vento está cada vez mais forte e chove cada vez mais, mas por muito que me empurrem para trás ou me atrasem o passo, é só uma questão de tempo…espera só mais um bocado.&lt;br /&gt;Será que é a tua imagem que eu vejo? É! Cheguei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho uma mensagem para ti:&lt;br /&gt;“Sei que não há mais que possa fazer por ti, agora que estamos separados pela lua. Por isso amei-te o máximo que podia dentro de mim para te poder mandar isto.&lt;br /&gt;Embora longe, sei que ele vai chegar até ti.&lt;br /&gt;Dizem que os olhos são o espelho da alma, por isso pedi-lhe que entrasse pelos olhos para chegar mais depressa ao teu coração.&lt;br /&gt;Se choraste foi porque já cheguei ao coração e comecei a tirar de dentro de ti espinhos que te apertavam o coração.&lt;br /&gt;Agora, quero que me abraces com força porque vamos dar uma volta. Deita-te e vemo-nos em breve!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanhã será um dia melhor, prometo-te!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Amo-te…”&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7028918-114130015897667301?l=deliomelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deliomelo.blogspot.com/feeds/114130015897667301/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7028918&amp;postID=114130015897667301' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/114130015897667301'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/114130015897667301'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliomelo.blogspot.com/2006/03/numa-noite-triste.html' title='Numa noite triste'/><author><name>Délio Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01953185578641012198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_l8TVS9EpN3E/SsdXDowavlI/AAAAAAAAAAM/_zhP8lOscCI/S220/2009_994.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7028918.post-114062789524173706</id><published>2006-02-22T15:59:00.000-01:00</published><updated>2006-02-22T16:04:55.253-01:00</updated><title type='text'>Dias de sol...o fim?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Todas as pessoas desejam uma coisa em comum. Se esse desejo tem a mesma forma para toda a gente…não, não tem.&lt;br /&gt;Cada um vê para si algo que, por mais parecido que seja com o de outros, acaba por ter um sentido especial para cada um e, assim, vive-o de outra maneira – apenas o procura pelas mesmas razões que todos.&lt;br /&gt;Secalhar é por isso que dizem que os sonhos movem as pessoas. Todas as pessoas precisam-se de encontrar...&lt;br /&gt;Todos os dias é mais um dia em que, conscientemente ou não, esse sonho se torna vontade.&lt;br /&gt;“Será hoje que o vou ver realizado? Será amanhã?” - Quando acordas, quando adormeces…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se soubesses que nunca será realizado?&lt;br /&gt;Por muito pessimistas que as pessoas sejam, e que pensem que a vida é madrasta, acho que no fundo há uma réstia de esperança que teima em não sair de vez…a não ser que seja por vontade própria.&lt;br /&gt;Se pudesses trocar &lt;em&gt;o teu&lt;/em&gt; desejo para realizar o de alguém, ficarias triste ou contente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim perceberias que não realizas o desejo…mas uma vida!&lt;br /&gt;Por amor valeria a pena, não valeria? &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7028918-114062789524173706?l=deliomelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deliomelo.blogspot.com/feeds/114062789524173706/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7028918&amp;postID=114062789524173706' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/114062789524173706'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/114062789524173706'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliomelo.blogspot.com/2006/02/dias-de-solo-fim.html' title='Dias de sol...o fim?'/><author><name>Délio Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01953185578641012198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_l8TVS9EpN3E/SsdXDowavlI/AAAAAAAAAAM/_zhP8lOscCI/S220/2009_994.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7028918.post-114001753038096561</id><published>2006-02-15T14:25:00.000-01:00</published><updated>2006-02-15T14:32:10.396-01:00</updated><title type='text'>Todo o amor do mundo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Olá mãe!&lt;br /&gt;Sei que não me ouves, por isso te tento tocar com os pés e as mãos (à espera que passes a tua mão por mim).&lt;br /&gt;Há dias que não falas comigo…&lt;br /&gt;Sinto-te triste aqui dentro. O que é que tens?&lt;br /&gt;Tento brincar contigo mas já não respondes. Já não gostas de mim? É por eu ser diferente?&lt;br /&gt;Eu sei que sou diferente, sinto-o em ti e vejo-o também nos nossos sonhos – eu sonho todos os dias contigo, sabias?&lt;br /&gt;Mas eu pensei que mesmo assim gostavas de mim mãe…&lt;br /&gt;Sei que nunca vamos poder fazer juntos aquelas coisas que vi nos teus sonhos, lamento mãe.&lt;br /&gt;Tenho todo o amor do mundo para te dar a ti e ao pai. Deixa-me sair, vais ver que vai valer a pena. Prometo que te vou compensar por tudo aquilo que não vamos ter; vou-te dar outras coisas com que nunca sonhaste, garanto!&lt;br /&gt;Será que um dia o teu amor por mim vai esquecer o meu problema?&lt;br /&gt;Deixa-me ver a tua cara, o teu sorriso e o do meu pai. Também quero ver aquelas coisas bonitas que apareciam nos teus sonhos, contigo ao meu lado…mãe? Mamã?&lt;br /&gt;Ela já não me ouve Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei que era diferente, mas o meu coração era tão grande como o dos outros meninos. Porque é que a mamã não me quis, Deus?&lt;br /&gt;Sempre acreditei que ela fosse apenas olhar para o meu amor. Não fiques zangado com ela, está bem?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7028918-114001753038096561?l=deliomelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deliomelo.blogspot.com/feeds/114001753038096561/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7028918&amp;postID=114001753038096561' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/114001753038096561'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/114001753038096561'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliomelo.blogspot.com/2006/02/todo-o-amor-do-mundo.html' title='Todo o amor do mundo'/><author><name>Délio Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01953185578641012198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_l8TVS9EpN3E/SsdXDowavlI/AAAAAAAAAAM/_zhP8lOscCI/S220/2009_994.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7028918.post-113941266261194765</id><published>2006-02-08T14:28:00.000-01:00</published><updated>2006-02-08T14:31:02.623-01:00</updated><title type='text'>Milhões</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Somos mais de 6 mil milhões de pessoas…o que é tanta gente está a fazer agora?&lt;br /&gt;Tem que haver alguém que neste exacto momento está a pensar o mesmo que eu. Será que ele tem consciência de mim? Se tiver, será que ele também está a sentir que o mundo encolheu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste momento alguém está a falecer…morreu. Será que ele ou ela tem alguém a chorar por ele/a? Como será sentir que a nossa vida está prestes a acabar?&lt;br /&gt;A 1km daqui, a 1000km daqui…do outro lado do mundo, o que é que estará a acontecer?&lt;br /&gt;Sempre imaginei que alguém estaria dar o primeiro beijo, a dizer amo-te a alguém. Mas não consegui não imaginar alguém a ser humilhado, espancado…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com tanta gente a mexer-se, dá para imaginar o quão frenético é o mundo. Todos de um lado para o outro, a tenta viver a sua vida...Uns tristes, outros alegres.&lt;br /&gt;Só espero que neste momento caminhem mais para beijos da vida do que beijos da morte. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Não dá para perder aqui.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7028918-113941266261194765?l=deliomelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deliomelo.blogspot.com/feeds/113941266261194765/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7028918&amp;postID=113941266261194765' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/113941266261194765'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/113941266261194765'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliomelo.blogspot.com/2006/02/milhes.html' title='Milhões'/><author><name>Délio Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01953185578641012198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_l8TVS9EpN3E/SsdXDowavlI/AAAAAAAAAAM/_zhP8lOscCI/S220/2009_994.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7028918.post-113882388019070648</id><published>2006-02-01T18:54:00.000-01:00</published><updated>2006-02-01T18:58:00.203-01:00</updated><title type='text'>O dia em que o mundo se esqueceu do seu nome (Fim)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Imagina que um dia eras tido como meio e não como fim, onde, para tocar o céu, fizeram de ti a torre.&lt;br /&gt;Irias sentir um aperto no coração – uma dor que iria ficar para sempre –... É o sinal de que o fim está a caminho…se ainda te lembrares.&lt;br /&gt;Imagina que eras o único que, de fora, viu o mundo a perder cor. Como é que ias lutar se já ninguém saberia reconhecer a pessoa em ti e em si? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;As 4 partes foram feitas a pensar na clonagem.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7028918-113882388019070648?l=deliomelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deliomelo.blogspot.com/feeds/113882388019070648/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7028918&amp;postID=113882388019070648' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/113882388019070648'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/113882388019070648'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliomelo.blogspot.com/2006/02/o-dia-em-que-o-mundo-se-esqueceu-do.html' title='O dia em que o mundo se esqueceu do seu nome (Fim)'/><author><name>Délio Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01953185578641012198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_l8TVS9EpN3E/SsdXDowavlI/AAAAAAAAAAM/_zhP8lOscCI/S220/2009_994.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7028918.post-113863306900706420</id><published>2006-01-30T13:57:00.000-01:00</published><updated>2006-01-30T13:57:49.020-01:00</updated><title type='text'>O dia em que o mundo se esqueceu do seu nome (III)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Imagina que um dia alguém fazia algo tão terrível que não só me afectava a mim, a ti, como a todos os que vivem, viveram e viverão, até aquele que perpetrara tal acto (sem ter consciência do que estava a fazer). Haveria apenas um efeito, embora irreversível: a perda de humanidade.&lt;br /&gt;Bastaria apenas um acto, uma decisão, tomada por uma mão cheia de homens…&lt;br /&gt;De um lado da balança, uns poucos, e do outro, Nós.&lt;br /&gt;Como é que é possível que ela esteja a inclinar para o lado errado?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7028918-113863306900706420?l=deliomelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deliomelo.blogspot.com/feeds/113863306900706420/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7028918&amp;postID=113863306900706420' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/113863306900706420'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/113863306900706420'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliomelo.blogspot.com/2006/01/o-dia-em-que-o-mundo-se-esqueceu-do_30.html' title='O dia em que o mundo se esqueceu do seu nome (III)'/><author><name>Délio Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01953185578641012198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_l8TVS9EpN3E/SsdXDowavlI/AAAAAAAAAAM/_zhP8lOscCI/S220/2009_994.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7028918.post-113840541246428258</id><published>2006-01-27T22:34:00.000-01:00</published><updated>2006-01-27T22:43:32.476-01:00</updated><title type='text'>O dia em que o mundo se esqueceu do seu nome (II)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Imagina que um dia alguém fazia o relógio do mundo parar e a corda do mesmo tinha quebrado. O que fazer com tudo aquilo que nos deram antes de virmos para cá?&lt;br /&gt;Mas com o tempo parado, será que também eu pararia? Será que eu iria esquecer tudo?&lt;br /&gt;Mesmo que o mundo tenha parado, não significa que o mesmo acontecera contigo. E mais cedo ou mais tarde algo dentro de nós iria querer continuar…e sem tempo, sem memória de velhos costumes, como parar a dor?&lt;br /&gt;Atrás do espelho que dava para o mundo real…preso.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7028918-113840541246428258?l=deliomelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deliomelo.blogspot.com/feeds/113840541246428258/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7028918&amp;postID=113840541246428258' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/113840541246428258'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/113840541246428258'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliomelo.blogspot.com/2006/01/o-dia-em-que-o-mundo-se-esqueceu-do_27.html' title='O dia em que o mundo se esqueceu do seu nome (II)'/><author><name>Délio Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01953185578641012198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_l8TVS9EpN3E/SsdXDowavlI/AAAAAAAAAAM/_zhP8lOscCI/S220/2009_994.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7028918.post-113820661032557922</id><published>2006-01-25T15:26:00.000-01:00</published><updated>2006-01-25T15:30:10.336-01:00</updated><title type='text'>O dia em que o mundo se esqueceu do seu nome (I)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Imagina que um dia fazias parte de um grande quadro – e não por vontade própria.&lt;br /&gt;A partir desse dia, todos os que olhavam para ti veriam o quê? Um Homem gentil, um coração apaixonado, um Homem com sonhos e ideias? Veriam apenas uma imagem, um esboço, algo que alguém definiu como ideal para si e que colou na tela. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na perda da terceira dimensão, perdeste mais do que imaginas; tiraram-te algo que não vais poder recuperar. Estás estático, e ele também…&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7028918-113820661032557922?l=deliomelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deliomelo.blogspot.com/feeds/113820661032557922/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7028918&amp;postID=113820661032557922' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/113820661032557922'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/113820661032557922'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliomelo.blogspot.com/2006/01/o-dia-em-que-o-mundo-se-esqueceu-do.html' title='O dia em que o mundo se esqueceu do seu nome (I)'/><author><name>Délio Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01953185578641012198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_l8TVS9EpN3E/SsdXDowavlI/AAAAAAAAAAM/_zhP8lOscCI/S220/2009_994.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7028918.post-113760734724854408</id><published>2006-01-18T16:49:00.000-01:00</published><updated>2006-01-18T17:02:27.333-01:00</updated><title type='text'>Esperando por ti</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Recordar para mim também é viver…e segundo após segundo respiro por ti, para te ver mais uma vez.&lt;br /&gt;Enquanto te recordo sinto-me…nas alturas…eu.&lt;br /&gt;Contigo, sento-me no maior jardim, no meio das flores mais belas, onde o aroma no ar me deixa inerte, mas sorridente.&lt;br /&gt;Nele (dentro de nós), o silêncio à porta do jardim só deixa passar a tua voz, que toca o fragmento que sou e une-me…a ti.&lt;br /&gt;Não vou fingir que te odeio só porque te amo mais do que consigo controlar. Decidi agradecer a quem me deixou namorar um anjo.&lt;br /&gt;Novamente, espero mais um dia para estar contigo e assim, poder deixar esta dormência que me consome quando não te tenho do meu lado.&lt;br /&gt;Espero o que vem ai – no fundo, afortunado.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7028918-113760734724854408?l=deliomelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deliomelo.blogspot.com/feeds/113760734724854408/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7028918&amp;postID=113760734724854408' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/113760734724854408'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/113760734724854408'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliomelo.blogspot.com/2006/01/esperando-por-ti.html' title='Esperando por ti'/><author><name>Délio Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01953185578641012198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_l8TVS9EpN3E/SsdXDowavlI/AAAAAAAAAAM/_zhP8lOscCI/S220/2009_994.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7028918.post-113699128933758442</id><published>2006-01-11T13:45:00.000-01:00</published><updated>2006-01-11T13:54:49.346-01:00</updated><title type='text'>Uma alma em bocados</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Quem já não ouviu “há mais neste mundo do que as pessoas pensam”?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À nossa volta há sentimentos que não existem por si só, ecoam. E os bons, ecoam por boas acções, risos, amizades e amores – sentimentos fortes quando vistos sozinhos, mas muito maiores quando vistos interligados entre si.&lt;br /&gt;É como se, juntos, se alimentassem de todos e, ao mesmo tempo, formassem uma rede enorme capaz de tocar qualquer um. Invisível sim, mas bem real.&lt;br /&gt;E há neste mundo um local onde isto é mais que visível: o coração de uma criança. Elas são as mais sensíveis.&lt;br /&gt;Se, por exemplo, num ambiente familiar existir amor, elas levam consigo esse sentimento para o resto da sua vida e enquanto o partilham, aumentam e fortalecem essa rede à sua volta, à nossa volta.&lt;br /&gt;Mas não são só as crianças os responsáveis por este fenómeno. Dos 8 aos 80 todos têm um papel a cumprir – porque a alma não é deste tempo.&lt;br /&gt;E a melhor parte é que quanto mais ecoas, mais recebes de volta, porque mais sentiram o teu gesto.&lt;br /&gt;Procurar fazer isto mais vezes fará com que só pelo olhar as pessoas se reconfortem com a tua presença, estejam onde estiverem.&lt;br /&gt;O dia ficará então gravado dentro das pessoas, mesmo que elas não se lembrem, como algo de bom.&lt;br /&gt;Parece que as almas se esticam infinitamente, não é?&lt;br /&gt;De que almas é que tu terás um bocadinho?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7028918-113699128933758442?l=deliomelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deliomelo.blogspot.com/feeds/113699128933758442/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7028918&amp;postID=113699128933758442' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/113699128933758442'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/113699128933758442'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliomelo.blogspot.com/2006/01/uma-alma-em-bocados.html' title='Uma alma em bocados'/><author><name>Délio Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01953185578641012198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_l8TVS9EpN3E/SsdXDowavlI/AAAAAAAAAAM/_zhP8lOscCI/S220/2009_994.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7028918.post-113639009649139222</id><published>2006-01-04T14:45:00.000-01:00</published><updated>2006-01-04T14:54:56.503-01:00</updated><title type='text'>A minha pobreza</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Quando me apetece descansar, ou quando tenho sono e quero dormir, eu sei onde ir. Até naqueles dias onde não apetece estar com ninguém, ou estou demasiado em baixo para fazer seja o que for, acabo por ir sempre parar ao mesmo sítio.&lt;br /&gt;No mínimo, é o meu descanso em dias que correm bem, e sei que ao fechar os olhos, não há nada mais que me incomode.&lt;br /&gt;A minha cama é o meu conforto – E no Inverno, é o melhor sítio para estar.&lt;br /&gt;Mas e quem não a tem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já me aconteceu de estar deitado e pensar em que não tem e em como se sentirão eles.&lt;br /&gt;É como se algo estivesse à nossa frente e só precisássemos de fazer um pouco de força e ter um pouco de paciência para as ter. Quem é que nunca viu algo que gostaria de ter e chateou todos os dias os pais para o ter, ou até poupou uns trocos para comprar o que tanto queria? Às vezes até nos “passamos” por estar a demorar tanto a tê-la… e quem, por mais que tente, não consegue arranjar uma cama onde dormir, ou um pão para comer?&lt;br /&gt;Como será passar fome durante dias e desesperar por uma migalha, ou apanhar chuva e frio durante horas e não ter como lhes fugir? Deve ser interessante…&lt;br /&gt;Nestas alturas o que lhes passará pela cabeça?&lt;br /&gt;Será o comprar um novo carro? Será aquele vestido fabuloso e caro na montra da loja? Será que também se roem de inveja dos vizinhos que recebem mais ao fim do mês do que eles?&lt;br /&gt;Ou será que se lembram, todos os dias, que há alguém que os poderia ajudar, mas que lhe vira a cara quando passa por eles, ou quando os vêem na televisão?&lt;br /&gt;E todos os dias a mesma coisa. Devo admitir que a mim, deixar-me-ia frustrado e desesperado: porque é que ninguém me ajuda? – Provavelmente pensaria algo parecido com isto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas mesmo que o mundo inteiro desse dinheiro, comida, roupa e medicamentos, para levantar esta gente, quanto tempo é que iria demorar a que estes, ou outros, caíssem novamente?&lt;br /&gt;Não estou a dizer que então ajudar não leva a nada; que se ajudamos um pobre, logo outro aparecia para lhe tomar o lugar, por isso…&lt;br /&gt;Ajudar sempre impede que alguém fique pior do que já está, ou se possível, evitar que alguém fique mesmo mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não é com o tirar a barriga, de alguém, de misérias que vamos lá, eu reconheço isso. Era preciso que depois disso, houvesse desejo de partilha suficiente para todos termos pelo menos o suficiente para uma vida digna.&lt;br /&gt;O problema é: quantos de nós estarão dispostos a darem continuamente? É que a maior parte acha que só dando uma vez chega. “Se os homens mais ricos do mundo quisessem, pagavam a divida de não sei quantos países.” E depois?&lt;br /&gt;A intenção é louvável, mas é preciso por o Homem a trabalhar para acabar com a pobreza.&lt;br /&gt;Em vez de tapar um chão podre com remendos, é preferível tirar tudo e fazer um que realmente dure.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas como tudo, enquanto não nos toca a nós, está tudo bem. E como esses problemas só nos impressionam uns minutos…Só espero que haja uma geração, um dia, que não queira esquecer. . &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7028918-113639009649139222?l=deliomelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deliomelo.blogspot.com/feeds/113639009649139222/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7028918&amp;postID=113639009649139222' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/113639009649139222'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/113639009649139222'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliomelo.blogspot.com/2006/01/minha-pobreza.html' title='A minha pobreza'/><author><name>Délio Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01953185578641012198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_l8TVS9EpN3E/SsdXDowavlI/AAAAAAAAAAM/_zhP8lOscCI/S220/2009_994.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7028918.post-113577397729997707</id><published>2005-12-28T11:45:00.000-01:00</published><updated>2005-12-28T11:46:17.310-01:00</updated><title type='text'>...e a alma doía.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Era uma vez um tempo onde tudo estava morto e parado (o futuro de um presente em curso). Um mundo sem cores, sem risos, choros ou simples palavras.&lt;br /&gt;Sinais de vida vinham quando as sombras quebravam o desenho estático das cidades, mas apenas durava uma hora e uma só. Durante esse bocado de tempo, a ilusão desaparecia e a realidade voltava.&lt;br /&gt;Sem isso…havia apenas silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Demoraram muitos anos até chegarem onde chegaram – à deriva, diriam alguns que acabaram por desaparecer a meio da viagem – mas acabaram por conseguir.&lt;br /&gt;O mundo tinha fugido de maus dias de guerras, querelas e sentimentos errados. E para impedir que isso voltasse a acontecer, cada pessoa começou a ocultar-se, a calar-se e a não mostrar o que sentiam verdadeiramente, porque tinha sido a viver e a mostrar o que se tinha por dentro, que tanto sofrimento tinha destruído inúmeras vidas nas gerações anteriores – assim pensavam elas – ao mesmo tempo que procuravam algo de novo.&lt;br /&gt;Mas a alma da pessoa nasce com uma densidade, ela não vem vazia e nem o seu conteúdo é verdadeiramente alterável.&lt;br /&gt;Assim, ao mudar para algo novo, ela suspende o que antes continha, causando um conflito entre o novo conteúdo e a matriz humana original.&lt;br /&gt;E lentamente, começaram, uma a uma, a apagar aquilo que tinham desde que nasceram, rejeitando antigos valores e ensinamentos, por outra realidade ética e consequentemente relacional. Todos, ou quase todos, estavam de acordo que o que vinha detrás era obsoleto, sem sentido e demasiado restritivo à liberdade de cada um deles.&lt;br /&gt;A mudança tinha começado, e com o tempo as coisas continuaram a piorar.&lt;br /&gt;As relações humanas passaram a basear-se em prazer, satisfação medíocre e as personalidades em convenções.&lt;br /&gt;O mundo tinha-se enchido de &lt;em&gt;coisas&lt;/em&gt; e as pessoas estavam felizes.&lt;br /&gt;Nascera assim uma nova geração, um novo Homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sol do início ao fim do dia parecia iluminar a vida daquela gente…à excepção de uma hora. Durante essa hora ninguém era…&lt;br /&gt;Quando o sol deixava de bater nos olhos e o meio-dia chegava, todos se apercebiam do que lhes tinha acontecido. Durante essa hora, em que o Sol estava por cima deles, a realidade tão querida daquele mundo perdia consistência e as sombras das pessoas desapareciam.&lt;br /&gt;Elas próprias, sem nada de puro e verdadeiro que as preenchesse, sofriam de transparência em dores agonizantes: a alma, aprisionada, doía a cada um deles.&lt;br /&gt;Também, era nessa hora que aqueles que se tinha pensado terem deixado este mundo, reapareciam.&lt;br /&gt;Em verdade, a essência a partir da qual as pessoas tinham construído o seu novo mundo é que não era compatível com aqueles que tinham preferido viver do pão que Deus lhes tinha dado, expulsando-os assim, da existência que conheciam.&lt;br /&gt;Já visíveis, tentavam por tudo para encher de coragem aqueles cuja memória guardava ainda marcas de uma alma completa e original.&lt;br /&gt;Não era fácil a conversão, não numa hora. Por isso, todos os dias, era uma luta por fazer renascer uma vida.&lt;br /&gt;Dias após dia esperavam que as outras 23 horas não apagassem a consciência da ilusão trazida pelo sol. Estávamos a perder algo, não a ganhar.&lt;br /&gt;E até que a última pessoa ganhasse novamente uma sombra, o mundo permaneceria estático para aqueles que ainda lá viviam, como se um dia tivesse sido retirado do tempo, da evolução humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma realidade de que eles não tinham consciência…tinha sido o preço a pagar.&lt;br /&gt;A moeda de troca pela nova vida foi, sem se aperceberem, a insegurança e o vazio obtidos em sentimentos que nada tinham de verdadeiro e duradouro.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7028918-113577397729997707?l=deliomelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deliomelo.blogspot.com/feeds/113577397729997707/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7028918&amp;postID=113577397729997707' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/113577397729997707'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/113577397729997707'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliomelo.blogspot.com/2005/12/e-alma-doa.html' title='...e a alma doía.'/><author><name>Délio Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01953185578641012198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_l8TVS9EpN3E/SsdXDowavlI/AAAAAAAAAAM/_zhP8lOscCI/S220/2009_994.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7028918.post-113518475927428062</id><published>2005-12-21T16:05:00.000-01:00</published><updated>2005-12-21T16:05:59.290-01:00</updated><title type='text'>Feliz aniversário!</title><content type='html'>Há uns anos para cá que as coisas, felizmente, me tem corrido melhor.&lt;br /&gt;Se havia dia que me custava antigamente, era o dia de hoje. É verdade que também estava só nos outros trezentos e sessenta e tal dias, mas hoje era especial, e aquilo a que não tinha dado valor antes, agora fazia-me falta.&lt;br /&gt;É estranho como as coisas funcionam. Durante o tempo que as temos não lhes damos valor, mas quando já estão mesmo fora do nosso alcance, ai é que a distância magoa. Mesmo depois de ter ouvido tantas vezes isto, nunca compreendi realmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nestes últimos dois anos tive a sorte de ter alguém que se importava de meu lado – nem que fosse só por este dia.&lt;br /&gt;E durante esse período tive tempo suficiente para perceber o quanto tinha errado em deixar para trás certas coisas.&lt;br /&gt;Eu cresci a esperar todos os anos por este dia. E enquanto estávamos à mesa, os meus pais contavam-me, todos os anos, como tinha nascido e todos os anos, adorava ouvir a história.&lt;br /&gt;Depois, com o passar dos anos, já só me interessava pelo que iria receber, e estar com a família era coisa que já não me interessava lá muito. Por isso, quando me mudei comecei a deixar este dia passar como os outros – sem familiares e sem pais. Estava bem sozinho e não me dava grande vontade de estar a sair para ir a algum lado, quanto mais receber gente.&lt;br /&gt;Apesar dos meus pais tentarem sempre fazer as coisas em família, eu acabava por me cortar sempre – não estava para isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afastei-me tanto que quando dei conta estava sozinho…na rua, e a minha única companhia era uns jornais e um velho cobertor.&lt;br /&gt;Quis tanto resolver as coisas por mim próprio que nem me apercebi que poderia contar com aqueles que sempre me chamaram para junto deles.&lt;br /&gt;O mais estranho é que, lá, em vez de ser eu a afastar-me das pessoas, eram elas que se afastavam de mim. E foi ai que comecei a querer falar novamente com as pessoas – uma palavra que fosse, qualquer uma, eu só queria era a minha vida de volta.&lt;br /&gt;Mas era tarde demais. As pessoas olhavam para mim – as que olhavam, porque a maior parte fazia de conta que nem me viam – e continuavam a andar.&lt;br /&gt;Todos os anos lembrava-me deste dia e de quando era miúdo: abria os presentes e ia a correr mostra-los aos meus pais para brincarem comigo.&lt;br /&gt;Mas enquanto a nostalgia ficava por ai…menos mal, mas com essas memórias vinham também aquelas todas onde tudo o que me importava eram as minhas prendas, aquelas onde não dava valor a quem mas tinha dado e a todos os que estavam à minha volta e me queriam com elas para celebrar este dia…aquelas onde fui estúpido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando há dois anos me deram uma sopa – foi uma jovem voluntária – até parecia que tinha voltado a ser criança. Estava tão alegre que só me apetecia abraça-la. Há muito tempo que nunca ninguém me tratava tão bem, até me sentia gente.&lt;br /&gt;Ter a atenção das pessoas era tão raro, que no ano a seguir eu já estava à espera dela para outra sopa.&lt;br /&gt;E por acaso, no ano a seguir, até foi ela que veio outra vez. Lembrava-se de mim ainda!&lt;br /&gt;Primeiro desejou-me felicidades, deu-me a sopa e perguntou-me se não tinha ninguém que me pudesse ajudar.&lt;br /&gt;Se fosse um dos que estava ao meu lado até era capaz de levar a mal, mas a mim fez-me perceber que realmente ainda tinha alguém e que se arranjasse coragem para pedir desculpas, talvez… Até podiam não me acolher de volta, mas pelo menos ficariam a saber que eu ainda os amava, e ao menos assim ficava mais descansado.&lt;br /&gt;O problema estava em arranjar coragem para isso. Com que lata é que eu, depois de tudo, tinha direito a pedir desculpa?&lt;br /&gt;Mas consegui, e graças a Deus, aceitarem-me de volta.&lt;br /&gt;Depois de pedir tanto a Deus para me perdoar e para a minha família me perdoar, Ele deu-me uma segunda hipótese – e esta, eu não vou desperdiçar.&lt;br /&gt;Também peço para não me esquecer do que aconteceu. Assim, saberei o que custa não dar valor à família. Eu sei o que é querer ouvir palavras, sorrisos e não os poder ter, enquanto via na rua todos de braço dado, com as crianças no colo…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso agradeço a Deus estar aqui junto de vós neste dia de Natal e celebrar em família, o nascimento de uma pessoa muito importante para nós: Cristo.&lt;br /&gt;Porque no fundo, o Natal é Jesus e Ele é a minha família.&lt;br /&gt;Depois de tudo o que Ele fez por mim, o mínimo que posso fazer é celebrar este dia pelo que ele é: em família, celebrar o Seu nascimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feliz 2005 anos!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7028918-113518475927428062?l=deliomelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deliomelo.blogspot.com/feeds/113518475927428062/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7028918&amp;postID=113518475927428062' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/113518475927428062'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/113518475927428062'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliomelo.blogspot.com/2005/12/feliz-aniversrio.html' title='Feliz aniversário!'/><author><name>Délio Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01953185578641012198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_l8TVS9EpN3E/SsdXDowavlI/AAAAAAAAAAM/_zhP8lOscCI/S220/2009_994.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7028918.post-113457718047081660</id><published>2005-12-14T15:14:00.000-01:00</published><updated>2005-12-14T15:19:40.480-01:00</updated><title type='text'>Um segredo...que tu sabes</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;“Não há nada que eu não tema e nada que eu não controle. Ódio, violência, guerras: tudo eu, sim”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este é o meu mundo, naquele onde tu não respiras nem que queiras, e se o tentasses, não passavas da porta dos teus pensamentos.&lt;br /&gt;Dizem que a ignorância é a razão pela qual existo. Como se poderia explicar assim que existisse? A não ser que a ignorância não fosse a minha razão de ser…&lt;br /&gt;O meu mundo na verdade é a auto – intitulada “iluminação” de gente como tu. Basta um punhado desta gente, arruinada pelo mesmo mal que espalham, para te controlar sem dares conta. Contingências da vida, não são?&lt;br /&gt;Mas em verdade, também não é este o meu mundo. Não.&lt;br /&gt;Por muito que seja real, por muito que tu ou mais o sintam, ele nasce do nada…de concreto.&lt;br /&gt;Como é que ele nasce então? Nasce do medo.&lt;br /&gt;E qual a coisa que mais amedronta? Aquilo que não se conhece: eu não te conheço, mas também não acredito em mim, nem em…&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No fundo, o nosso mundo, divide-se em duas realidades centradas num só ponto.&lt;br /&gt;Essas realidades são o querer e o não querer.&lt;br /&gt;Porque é que eu quero? Porque reconheço uma identidade em mim, porque me soube procurar e onde procurar. O meu valor é um segredo que tem tanto de misterioso como de lúcido, e que continuo a desvendar.&lt;br /&gt;Porque é que não quero? Porque tenho medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ponto central?&lt;br /&gt;Eu: Alma, Razão, Deus, Liberdade.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7028918-113457718047081660?l=deliomelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deliomelo.blogspot.com/feeds/113457718047081660/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7028918&amp;postID=113457718047081660' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/113457718047081660'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/113457718047081660'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliomelo.blogspot.com/2005/12/um-segredoque-tu-sabes.html' title='Um segredo...que tu sabes'/><author><name>Délio Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01953185578641012198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_l8TVS9EpN3E/SsdXDowavlI/AAAAAAAAAAM/_zhP8lOscCI/S220/2009_994.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7028918.post-113397554211332175</id><published>2005-12-07T16:09:00.000-01:00</published><updated>2005-12-07T16:15:01.353-01:00</updated><title type='text'>Quando tudo era apenas memória</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Hoje, e novamente, acordei abruptamente – O desespero não sente por ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o corpo demasiado pesado para correr mais, os meus sonhos perdem vontade e os meus pesadelos aproximam-se cada vez mais.&lt;br /&gt;Estou com medo do que vem ai.&lt;br /&gt;O sol por cima de mim está moribundo. E a sua luz, fraquejante, abre caminho para uma nova realidade, onde o ódio e o vazio derrotam a vida.&lt;br /&gt;O tempo passa e os pesadelos aproximam-se…eu sinto-os, eu ouço-os – e não tenho onde me esconder.&lt;br /&gt;Já nem consigo olhar para trás. A pressão na minha espinha é tanta que sinto que se olhar para o que vem ai, ela estala de vez.&lt;br /&gt;Está na altura de pedir desculpa. E se conseguir honestamente arrepender-me, talvez…talvez…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respiro fundo e decido enfrentar o que se aproxima, quer pelo passado, quer pelo futuro – porque na verdade, o meu futuro partilha a meias a sua existência com o meu passado e com o que decido agora.&lt;br /&gt;Naquele segundo, onde o tempo cessou, senti as suas garras a dilacerarem-me o corpo e perfurando-me a alma. Foi nesse momento que vi o que foi, e é, uma alma.&lt;br /&gt;“Está na altura de escolher.” – O meu último pensamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, foi a luz do sol que, aquecendo-me o rosto e abrindo-me os olhos devagarinho, me acordou. Sentia-me…feliz – o meu novo sentimento.&lt;br /&gt;Agradeço por respirar um novo dia, um novo começo.&lt;br /&gt;Hoje sim, estou pronto.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7028918-113397554211332175?l=deliomelo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://deliomelo.blogspot.com/feeds/113397554211332175/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7028918&amp;postID=113397554211332175' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/113397554211332175'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7028918/posts/default/113397554211332175'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://deliomelo.blogspot.com/2005/12/quando-tudo-era-apenas-memria.html' title='Quando tudo era apenas memória'/><author><name>Délio Melo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01953185578641012198</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='18' src='http://2.bp.blogspot.com/_l8TVS9EpN3E/SsdXDowavlI/AAAAAAAAAAM/_zhP8lOscCI/S220/2009_994.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
